Knol pelo menos aqui já gerou conteúdo não Wikipédiano

23/12/2007 | Tags: , , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Bom! Finalmente isso está parecendo um “pomo” de discórdia. Tudo por causa da ferramenta de publicação que está sendo desenvolvida pelo Google conhecida até agora como Knol e por esse artigo levantando o assunto.

Lendo e relendo por ai cheguei a concordar com o que o Rafael Lima disse sobre “informações similares a Wikipédia“, realmente independente da tecnologia as informações serão similares. Mas não serão identicas.

Concordo com Ambos Todos que o foco do Google é publicidade e que uma parceria Google-Wikimedia é legal em pensar (apesar de sinceramente achar difícil).

Porém, discordo:
Achar que o Knol vai ser um problema no que diz a “lixo de conteúdo” e aquecimento global é dar muitos poderes ao Google, Rafael. Por que só levantar bandeira contra o Knol e não também contra as diversas ferramentas de publicação já existentes hoje? Pelo foco em publicidade que o Knol terá? Olhe os blogs e portais de conteúdo, estão cheios de anúncios também.

Ainda na questão de “não importar a tecnologia, conteúdo será igual ou similar” qual o motivo de existirem as diferentes formas de publicação de hoje, se poderia tudo ser publicado no mesmo local?
A resposta é que não pode!

Não se importar com a tecnologia e sim só com o conteúdo é muito bonito e legal, mas atente para uma palavra: . Conteúdo ou tecnologia por si só não importam, e sim a união de ambos.

É por isso que existem outras formas de publicação. Para diferentes conteúdos e focos, diferentes tecnológicas são necessárias.

E Stéfano (@tefo), realmente Google Account por ser mais usado que o CPF já é mais importante nos dias de hoje sim.

Mas também discordando de você, amigo, com carinho suficiente para manter essa discussão saudavel:
Você tem certeza que de qualquer forma criaremos conteúdos similares ao que já existe na Wikipédia?

Volto a repetir: Publicações pessoais são diferentes de enciclopédias. Trabalhos científicos extremamente técnicos e outros tipos de conteúdos como por exemplo dicionários fogem ao foco da Wikipédia tanto que a própria Wikimedia se preocupa em criar formas melhores para os usuários armazenar distintos tipos de material: Wiktionary (dicionário), WikiBooks (wiki-livros), Wikisource (biblioteca de livros prontos - não wiki-livros), Wikinews (Noticias), Wikiversity (conhecimento técnico), Wikispecies (diretório de espécies), Wikicommons (mídia) e outros portais de conteúdo especifico.


Tem ainda a questão da corrida por “Knows” para gerar receita com publicidade. Lógico que para ter conclusões sobre esse assunto, é necessário saber como serão retornados os resultados da busca do Google. Se o Google tratar os “Knows” como qualquer outro endereço, posicionando na busca pelos mesmo algoritmos, qual o problema? Não haverá diferença nenhuma entre as atuais ferramentas de publicação existentes.

Assim sendo, o Knol pode ser encarado como uma forma melhor de armazenar certo tipo de material. E não como um monstro, destruidor dos 5 cantos da terra como estão encarando.



Knol vs. Wiki

17/12/2007 | Tags: , , , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Acabei de ler no Google Discovery sobre o Knol (não vou explicar o que é, simplesmente clique aqui ) e é uma proposta realmente interessante e que nos faz sonhar.

Knol

Até onde isso iria? (sim, eu quero que você clique no link original para entender o post )

O potencial seria ótimo mas me fez pensar se seria necessário.

O seguinte comentário me deixou perturbado:

Realmente é “quase” uma Wikipédia mas “social”. Muito interessante mesmo!

E a wikipédia seria o que?

Não acho que seria vantagem para ninguém uma competição para ver quem seria o “melhor”.

Cada um é o melhor em sua área.

Publicidade no caso do Google, e conteúdo no caso da wikipédia.
Uma competição tenderia a descentralizar o conhecimento, haveriam dúvidas tais como:

-Vou postar essa página no Knol ou na Wiki?
-Onde que tem a informação mais “confiável” e “válida”?
-Qual é o mais completo?

A wikipédia conseguiu se consolidar e chegar no patamar de “a mais completa enciclopédia do mundo” sem quaisquer fundos senão as doações.

Se o Google disponibilizasse as ferramentas criadas para o Knol à Wikipédia, com um simples “Supplied by Google” no canto da tela, sem qualquer Ad-sense, lucraria tanto quanto senão mais.

Imaginem o potencial da Wikipédia se fosse patrocinada pela Google.

$$$$$ + comunidade = usuário feliz

Por que devemos Reinventar a roda se hoje poderíamos faze-la girar mais rápido?



Uso de Wiki no Ensino de Matemática

25/10/2007 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

O arquivo da apresentação que preparei para minha palestra na Semana da Matemática 2007 na UEL está logo ali em baixo.

O foco é mostrar como o ambiente wiki pode facilitar a troca de informações e conteúdo no nicho acadêmico. Com destaque para o exemplo de uso da linguagem científica LaTeX em cima da plataforma MediaWiki.

Arquivos:
Apresentação em PDF
Apresentação em PPT (Office 97-2003)
Apresentação em PPTX (Office 2007)

Lembrando que todo conteúdo desse blog, inclusive essas apresentações estão sob licença Creative Commons 2.5 BR. Ou seja, você pode fazer tudo com esse conteúdo desde que dê os créditos originais do autor.



Modelos de Negócios Criativos na Internet

20/10/2007 | Tags: , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Em vez de enumerar uma dezena de serviços inovadores em sua arte de fazer negócios de e ir falando que todos irão fechar, que a bolha 2.0 vai explodir e a Google vai fechar, vamos explorar porque o termo Modelo de Negócio é tão usado ao falarmos de internet.

Quando falamos de empresas que não trabalham na web, não é comum atentarmos para o seu modelo de negócio, simplesmente porque ele está implícito em sua atividade. A Coka faz dinheiro com vinagre refrigerante, a Sony com eletrônicos, a TAM vende passagens e a Airbus aviões.

Mas o YouTube não vende vídeos, o MySpace não vende informações preciosas para seqüestradores e a maioria dos MMORPGs não vende o jogo ou o direito de jogar.

Apesar de existirem sites ou softwares que geram renda com a própria prestação do serviço, a maioria dos serviços na web não ganham dinheiro diretamente com seu ramo de atuação. Eles se utilizam de sua plataforma de software para explorarem maneiras diferentes de obter lucro.

A mais usada e que foi herdada do estouro do chiclete 1.0 é a exploração de publicidade e comercialização de produtos e serviços de terceiros.

Boa parte das inovações em termos de plataforma que vemos hoje busca somente aperfeiçoar o esquema de publicidade da web véia ou do mundão véio. É o que acontece quando uma empresa compra um lugar no Second Life e fixa uma pseudo-loja no ambiente. Lógico que se o objetivo é vender o seu produto dentro do ambiente (loja), está usando um novo modelo, mas usar a loja como ‘outdoor’ (pseudo-loja) para vender lá fora, está apenas usando o velho modelo na nova plataforma.

Em questão de explorar de verdade a plataforma com um modelo lucrativo novo, o Second Life é um ótimo exemplo. A Linden – empresa que desenvolveu e explora o universo virtual – utiliza o esquema de venda de espaço em sua grande matriz de pixels para ganhar dinheiro. E mais! Como forma de retribuir e estimular os usuários a criarem, todo usuário pode produzir itens ou scripts e vender para outros personagens gerando renda para si, em dólares!

Várias empresas também aproveitam a plataforma da Linden para desenhar, criar e programar objetos que serão vendidos para os usuários do capitalismo paralelo pelo capitalismo real (dólares).

Outro modelo de utilização da plataforma web para gerar moeda$ verdes$ é a exploração das chamadas Ágoras Modernas (Wikinomics).

Por ser um modelo quase que exclusivamente B2B ele não é muito conhecido, mas para uma simples explicação vamos comparar as novas Ágoras com o ebay. Venda de produto consumidor-consumidor pela web. Mas no ambiente de uma Ágora Moderna não é vendido o produto em si, e sim idéias, patentes e projetos de engenharia para empresas interessadas ou que tenham necessidade em adquirir para concluir um produto.


Pode-se perceber pelos dois exemplos que usei, que a filosofia por traz desses novos modelos é de colaboração e abertura. Outras plataformas da nova economia também seguem os mesmo princípios. Os mesmo princípios de um espaço wiki. Já recomendei e repito: Wikinomics, um livro muito bom que trata sobre ‘toda essa coisa’ de economia e web.

Eu inclusive dei uma copiadona de alguns trechos em artigos antigos. Aproveite e fique com vontade de comprar o livro Wikinomics[bb] após ler um pouquinho em meu outro artigo sobre.

Ah! E compareça no lounge do iMasters InterCon 2007 - no dia 27 - e bata um papo com Gilberto Jr sobre o tema em uma desconferência (Novos Modelos de Negócios na Internet) que vai rolar lá!

Se der tudo certo e eu tiver por lá, e você quiser falar comigo, é só olhar o cara com mais cara de criança que tiver lá que sou eu. (y)



Menos criticas

8/10/2007 | Tags: , , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Qual o objetivo quando fazemos uma critica? Machucar profundamente o coração alheio? Normalmente quem sofre uma critica acha que é isso. Eu admito que fico irritado quando recebo uma critica também. Mas é questão de tempo para eu entender e até concordar com a critica, talvez até mudar (mudanças são difíceis em qualquer caso, mesmo eu sendo mente aberta… ou não).

Há algum tempo já estou me questionando qual a importância de criticas abertas. Exatamente desde quando o Rafael Lima fez um artigo continuando uma discussão. Primeiro levei como critica e. Depois vi que em partes ele estava certo, e mas adiante percebi que foi justamente a minha critica que gerou uma discussão e que nós levou a algumas conclusões. Ou seja, ela foi produtiva.

Tirei uma conclusão.

Eu não estou totalmente certo em ficar fazendo criticas vazias ao trabalho dos outros só por que eu sei o que é mais certo (não absolutamente certo, sim relativamente).

Isso pela frase: “O problema é quando a empresa está querendo que seu site seja indexada, e o contratado faz um site em flash” que respondo por aqui: “Quando a empresa não sabe o que é ['ser indexada', 'acessibilidade', 'SEO'], o certo é deixar isso claro para ela, prestar uma consultoria. Qual será a porcentagem de agências ou produtores web que fazem isso? 3%? 5%?”.

E não estou totalmente errado.

Talvez quando dizem que criticas são importantes, estão falando só pra gente refletir, criticar e xingar mentalmente. Pode até ser por isso que quando uma empresa escreve: “dúvidas, elogios, criticas e sugestões: Clique Aqui” e escrevemos aquele e-mail imenso, não recebemos nenhuma resposta. Eles não querem saber das criticas. Acabam não ganhando sugestões e elogios. Provavelmente entendem todas sugestões como criticas. Ou todas criticas como não sugestões. E não respondem.

Mas tudo isso me fez pensar que realmente não irei a lugar algum “se ficar apontando os erros dos outros”, mas eles irão. Eles terão a chance de refletir, igual eu tive com a critica (no bom sentido) do Rafael.

Mas fazendo uma média entre custo x beneficio eu só saio perdendo. Justamente por isso, a partir de hoje, menos criticas abertas de minha parte. Mas não vou deixar de ir lá no Kero Ke Ry avaliar formalmente o sistema deles e jogar os pontos negativos aqui. Não vou deixar de ‘tentar’ ajudar. Só vou diminuir a dose. Ok!?



Excertos do Wikinomics - Prosumers

26/9/2007 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Wikinomics BookFiquei interessado em escrever esses trechos do livro “Wikinomics” em meu blog após ler “iPhone desbloqueado será destruido” no blog do Gilberto Jr.

Todos os trechos aqui estão no capitulo “Prosumers“. Prosumers é uma neologia para se referir a consumidores que também são produtores.

Aqui Lawrence Lessig, escritor e professor de direito de Stanford em um debate realizado no Secound Life:

[...] “Vocês precisam conscientizar os políticos incompetentes do efeito que leis do século XIX estão surtindo no século XX” [...] “Eles não entendem. Acham que estão detendo ‘piratas’ quando estão bloqueando todos os tipos de criatividade.”

IFake + Jack Fake

Mais adiante uma empresa que abriu sua plataforma: Lego

Uma das primeira, e até hoje uma das mais dinâmicas, comunidades de prosumers se formou em torno dos produtos Lego. [...] Apesar de a Lego ser mais conhecidade por produzir pequenos blocos de plástico que se encaixam uns nos outros, a empresa está cada vez mais se concentrando em brinquedos de alta tecnologia. Com o Lego Mindstorms, por exemplo, os usuários constroem robôs de verdade a partir de peças programáveis que podem ser tudo que uma mente adolescente puder criar. [...] os diretoes ficaram surpresos ao descobrir que os brinquedos robóticos eram populares [...] também por adultos ávidos por aperfeiçoa-los.
Três semanas após seu lançamento, grupos de usuários haviam sergido por toda parte e os modificadores haviam feito a engenharia reversa e reprogramado sensores, motores e dispositivos de controle que formam o coração do sistema robótico Mindstorms. Quando os usuários mandaram suas sugestões para a Lego, a empresa inicialmente os ameaçou com processos. Quando os usuários se rebelaram, a Lego finalmente mudou de opnião e acabou incorporando suas idéias. [...] Hoje, a Lego usa o site mindstorms.lego.com para estimular experimentações com o seu software. O site oferece um kit gratuito de desenvolvimento de software que pode ser baixado; os clientes da Lego, por sua vez, usam o site para divulgar descrições de suas criações - assim como o código e as instruções de programação do software e as peças Lego necessárias para construi-las.

Pinball de Lego Mindstorm

O caso da Lego é interessante pois o próprio brinquedo Lego é uma diversão para estimular a criatividade. Seria inaceitável se após alguma modificação feita pelo usuário em seu Mindstorm ele se transforma-se em um peso de papel.

Mas existem empresas que se parecem com mães receosas e dizem a seus filhos: “Pare de fazer ‘isso com isso’, ‘isso não foi feito pra isso’”. E ainda existem “mães” que castigam seus filhos, transformando seus produtos verdadeiros pesos de papel. Empresas = Mães Chatas

A criação de produtos realizada por consumidores soa como uma proposta em que todo mundo sai ganhando. De fato, como sera possível perder? [...] O que acontece quando as modificações e extensões desenvolvidas pelos clientes entram em conflito com os imperativos de negócios de uma empresa? [...] A lego teve sorte. Mas, para algumas empresas, essas questões se tornaram agonizantes e confusas.
Veja o exemplo do Apple iPod. [...] Ele tem sido um enorme sucesso para a Apple. Com o iTunes, seu serviço complementar de música digital, o iPod revitalizou a empresa, enquanto transformava de uma só vez as indústrias de música e bens de consumo eletrônicos.
Talvez não seja surpresa o fato de, hoje em dia, os clientes da Apple serem ainda mais ambiciosos. Os usuários-lideres sempre supuseram que o iPod poderia ser bem mais do que um leitor de música digital. Afinal de contas, o iPod é um poderoso hardware com um enorme disco rígido. [...] Por que não transformar o iPod em um computador portátil que tem tudo, desde videogames até a Wikipédia? [...] O problema para os aventureiros é que o iPod é um sistema fechado. Não há documentação sobre o software ou as ferramentas que ajudam os programadores a transforma-lo em alguma outra coisa. É claro, isso nunca deteve os usuários antes e, de forma bastante previsível, eles resolveram colocar a mão na massa, literalmente. Seja modificando o invólucro, instalando softwares personalizados ou desmontando-o e dobrando sua memória [...].

Ao contrario da Lego, a Apple dificulta que seus consumidores se tornem também produtores. Mas esse não é mesmo o foco da Apple. Da Lego sim.

Google Maps no iPodA Apple até pode sair perdendo com modificações dos usuários. Para que você compraria um iPhone urgentemente se com poucas modificações no software de seu velho iPod você consegue visualizar rotas rodoviárias do Google Maps ou outros serviços? Ou para que você compraria um videogame da Apple hoje (algo que eu acho provável que exista um dia) se consegue rodar Doom em seu iPod de quarta geração…
Perceba que não estou falando que você não compraria um iPhone ou “iPlay”, estou falando que você poderia adiar essa compra.

Continuando no livro:

Jobs sabe que a empresa está no fio da navalha. O modelo de negócios do iTunes/iPod da Apple se baseia na falta de interoperabilidade com outros aparelhos e serviços. Por exemplo, o software de gestão de direitos digitais da Apple - eufemisticamente chamado de FairPlay - impede que o não-funcionamento do iPod com qualquer outros formato protegido contra cópias. Isso significa que os clientes são forçados a comprar suas músicas através do iTunes. [...] O próprio Steve Jobs disse o seguinte: “Com o iTunes, decidimos trabalhar com o leitor de música mais popular - que é de longe o iPod. Em vez de apoiar todos os outros, preferimos usar a engenharia para inovar.”
Mas o que acontece quando “os outros” não são apenas concorrentes, mas seus clientes mais leais e engajados?

E aqui está a prova do que falei sobre você não precisar comprar um iPhone para a próxima viagem se pode ter mapas em um iPod de quarta geração.

Ao mesmo tempo, os executivos da Apple precisam se preocupar por que, se os usuários podem modificar a engenharia do produtos e adicionar um série aparentemente ilimitada de novos recursos e capacidades, haverá pouco incentivo para que os clientes gastem mais dinheiro na loja da Apple comprando novas versões mais sofisticas do iPod.

Wii BrickadoSony PSP hackeado, Nintendo Wii/DS com WiiKey, Xbox 360 e a Microsoft queimando clientes que instalem firmwares modificados. Tudo isso é estratégia de marketing para fazer comercial: “produtos piratas podem prejudicar seu videogame”. Ou você acha que os engenheiros não sabiam dessa semelhantes característica de transformar seu console em tijolo caso você tente fazer algum hack?

A Apple não está sozinha em seus confusos esforços para descobrir como lidar com clientes cadA vez mais sofisticados que insistem em levar a tecnologia ao limite. O popular PlayStation Portable (PSP) da Sony também se tornou uma plataforma para uma ampla gama de modificações realizadas por clientes que expandem precocemente as capacidades desse aparelho portátil de videogame.
[...] Agora, um vasto número de clientes do PSP pode entrar em vários sites desenvolvidos pelos próprios usuários e trocar online aplicativos e jogos feitos em casa. [...]
A Sony vai além da Apple no que diz respeito a denunciar explicitamente a engenhosidade de seus clientes. A empresa até tomou providências para travar retroativamente as plataformas PSP. Para carregar os últimos jogos e periféricos da Sony, os usuários têm, por exemplo, de fazer um upgrade do firmware do PSP [...]. Clientes frustrados descobrem posteriormente que o novo firmware da Sony desabilita todos os jogos e aplicativos que eles deram duro para desenvolver a partir de versões anteriores. Inevitavelmente, tem sido uma batalha perdida - os hackers decodificam as novas versões do firmware com a mesma velocidade que a Sony as lança. [...]

O texto continua com o tema e jogar a seguinte pergunta: “Será que as empresas optarão por lutar contra todos os seus clientes?”.

Produtos como plataforma de desenvolvimentoÉ isso que a Apple pretende fazer, que Sony, Nintendo e Microsoft estão fazendo em seus consoles. Eu não duvido que em breve teremos plataformas abertas de empresas que exploram as modificações feitas pelos clientes. E de algum modo transformem em receita a interação com o usuários. Resta alguma dúvida de que essa “empresa do futuro” aniquilara a engenharia fechada e os castigos oferecidos pelas empresas atuais?


Para quem não viu, já postei um excerto do mesmo livro no capitulo que fala sobre a Lei de Coase. E vou continuar jogando trechos desse excelente livro aqui.



Eu fui: Os Caminhos da Tecnologia

22/9/2007 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Essa de “Eu fui” vai ser interessante. Em vez de Hype-Stops ou outro tipo de série que vai encher o saco de quem escreve e de quem lê, vou postar sempre que eu for em algum evento minhas impressões sobre ele.

Eu fui lá na palestra “Os Caminhos da Tecnologia” que eu tinha publicado aqui há algum tempo. Achei que seria um evento médio, com umas 40 pessoas, provavelmente em uma sala de aula ou algo assim. Mas não foi, foi pequeno pra caramba! Numa sala improvisada da empresa Atitude Vital. Com poucas pessoas foi mais fácil alcançar o refrigerante e os docinhos.

Achei também que era um evento solto que ocorreu por a caso, mas não foi também. Essa palestra fez parte de um ciclo de várias palestras e encontros organizadas por um grupo de empresários londrinenses interessados em TI.

Wellington De Marchi abordou principalmente temas que remetem à necessidade da indústria pela inovação e criação de novos produtos. Porém em nenhum momento ele falou sobre a participação do usuário no processo, o que me deixou frustrado.

Vou citar rapidinho os temas abordados:

  • Gphone (com o pequeno erro de afirmar o lançamento do produto, sendo que a Google sequer confirmou que está desenvolvendo)
  • VoIP (e a piadinha dos dois peão falando em cima de arvores ou IPês)
  • Neutralidade na Web (sem citar essa palavra e com o erro de falar que as empresas donas dos backbones principais da internet vão realmente cobrar de sites que não queiram ver sua banda diminuida e que o Google está fazendo também, sendo que ocorre na verdade o contrario por parte do Google)
  • Google (ele falou bastante sobre a tal empresa que usa o slogan Don’t be Evil e mostrou o vídeo Google Master Plan)
  • Importância do papel nisso tudo (que segundo ele é muito importante pois as pessoas ainda precisam materializar as informações, eu não acho)

Opinião: Achei legal apesar do muito corporativismo do palestrante que disse: “as empresas que não olharem para o futuro morrerão”, mas também falou que “papel e impressão são importantes”. Provavelmente porque ele trabalha na Xerox (trabalhou segundo meu pai, mas trabalha segundo ele).

(Chegando em casa descobri que o Wellington já foi colega do meu pai. Inclusive já almoçou aqui em casa. Pena que eu tinha 6 anos, há se fosse hoje! A mesa ia ser um verdadeiro Pomo do TI (6).)



Eventos de TI - Londrina e Região

14/9/2007 | Tags: , , , , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Desculpem a falta de novas discussões nesse pomo, mas o Stéfano esqueceu a senha do Wordpress e tem vergonha de perguntar e minha senha é muito grande por isso demorou para lembrar. Besteira.

Mas resolvi dar a cara por aqui para publicar sobre alguns eventos de Tecnologia na região. Aquela publicidade não paga que esses eventos passaram a ganhar por conta dos blogs, sabem :)
Começando por ordem de distância de Londrina e não terminando porque não há o que tagalerar, veja logo os eventos!

Os Caminhos da Tecnologia

Pelo e-mail que recebi é um encontro corporativo que vai apresentar os impactos da tecnologia em todas atividades de nossas vidas.
O palestrante é Wellington de Marchi, pós na USP, MBA na FGV, CDIA+ pelo MIT, e mais um monte de certificado da Microsoft e Cisco. Interessante.
Não tenho nada disso então não posso menosprezar, mas posso dizer que não ligo muito para certificados, não posso?
Não sei se vai ser bem algo ligado nesse universo de blogs, wikis e comunidades virtuais. Talvez seja só uma introdução à Tecnologia da Informação. Mas é só 5 reais. Como não achei site do evento, segue informações:

Data
17/09 - as 19:30

Local
Condomínio Comercial Senado
Rua Rua Souza Naves, n. 771 - Térreo - Loja 2.

Maiores informações
Odete - 43 9966-8684
odetesosa@hotmail.com

III Paraná Júnior

Publicidade paga com uma Heineken

Paraná JúniorO Paraná Júnior não é um evento voltado exclusivamente para TI, mas sim para empresários juniores. Porém é inegável a importância do tema [TI] para qualquer empresário hoje em dia, e tornar de sabedoria de todos, as reais mudanças que a Tecnologia provocou nesse nincho é também um intuito do evento, que vai contar com a presença de Gilberto Jr. em uma palestra sobre a blogosfera (não se engane, não é só blogs, mas sim sobre cultura de colaboração em massa).
O evento irá ocorrer entre os dias 1 e 4 de Novembro em Londrina. Para maiores informações ou para se inscrever entre no site e se vire.

Latinoware 2007

Latinoware 2007Fiquei sabendo do Latinoware desde o começo do ano. É o evento onde mais estudantes vão. Será porque ele é realizado do lado do paraguai? Não sei… Mas chamam ele de Muambaware 2007… estou juntando meus dólares :) É bem mais geek que os outros eventos por tratar da parte mais técnica. Provavelmente os ótimos cases da CELEPAR e Itaipu de como eles economizam milhões com Software Livre.
Para quem gosta de Software Livre é uma ótima idéia.
Já viu alguém gostar mais de Open Source e Muamba do que estudante de Computação?
O evento irá ocorrer entre os dias 13 e 14 de Novembro em Foz do Iguaçu, maiores informações veja no site.

iMasters Intercon 2007

Intercon 2007O Intercon 2007 acontece em São Paulo, não é Londrina nem muito bem região. Mas o Intercon é um evento que me chama atenção pois há 1 ano atrás foi o primeiro do tipo que participei. Logo de cara, vi palestras de caras como o Luli e o Fred.
Foi o primeiro passo para eu me ligar ainda mais no montante de letrinhas xhtml, css, w3c, js, ruby e ruby on rails, ajax (bleh) que já na época eu estava de orelha em pé.
Então como o ano foi bom, estudando essas tecnologias, é de supor que indo ao evento desse ano vai sobrar mais pano pra manga de tecnologias para estudar ou pelo menos ficar ligado.
Além do excelente networking que rola lá, e o excelente almoço! Se quiser saber mais o site é bem completo, saí daqui e vá lá ver…



Ah! A Lei de Coase!

28/8/2007 | Tags: , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Não esqueci dela não. Eu falei que ia continuar falando da Lei de Coase e vou!

A Lei de Coase, ou Teorema de Coase é uma teoria que buscou explicar o motivo pelo qual as firmas, principalmente o governo tende a buscar serviços externos.
Incrívelmente os fundamentos desse teorema servem de molde para entender o motivo pelo qual iniciativas como o Linux, Projeto Genoma Humano e Wikipédia conseguem com pouco esforço de capital, resultados melhores que alguns projetos que recebem grandes investimentos financeiros.

DNA

Isso é muito legal, mas se eu continuar falando exclusivamente sobre isso não vai estar sendo nada mais do que uma transcrição de conhecimentos aprendidos no livro Wikinomics. O que eu quero é dissertar como nós podemos usar esse conhecimento sobre economia no nosso dia-a-dia.

Para isso nada melhor que exemplos, casos de estudo próximos da nossa realidade e longe de mineradoras canadenses ou montadoras asiáticas.

Portal Dia-a-Dia na Educação (Governo do Estado do Paraná)

O Portal Dia-a-Dia na Educação, iniciativa da Secretaria de Estado da Educação, desenvolvido pela CELEPAR não usa atualmente 100% da formula mágica de Coase, mas eles estão mudando.

Dia-a-Dia Educação

Atualmente o portal utiliza ferramentas exteriores de custo reduzido para o seu desenvolvimento (base de dados, programação e servidores), porém na geração de conteúdo usa um modelo centralizado. No qual - por exemplo - um professor que queira incluir conteúdo no site é obrigado a submeter esse conteúdo para analise que será feita por uma equipe da Secretaria da Educação.

Lógico que esse não é o melhor “modelo de negocio” para um portal colaborativo de nicho. E no Circuito Paraná de Software Livre (by Stéfano) tive a oportunidade de perguntar se “esse é o melhor esquema” diretamente para o desenvolvedor do projeto - Marcio Rocha de Almeida Assis - e tive a resposta que eu esperava: “não, mas estamos mudando isso”. E depois ele explicou que estão estudando como tornar mais rápida a inclusão de conteúdo descentralizando a revisão de material enviado pelos professores.

Talvez eles se aproximem do modelo Wikipédiano de geração de conteúdo o que vai ser muito bom para eles e para a educação no Estado do Paraná.

Projeto do Portal Super Tuning

Provavelmente ninguém aqui conhece o site Super Tuning. Eu não conhecia. Mas quem é por dentro do mundo da velocidade (principalmente regional) conhece.
Eu também não sei como é o antigo site, sei que ele não está no ar há quase 1 ano e nos últimos 3 meses eu estava trabalhando no desenvolvimento de um portal completamente novo. É certo que somente no último mês que realmente houve força de trabalho em cima do desenvolvimento. E agora estamos próximos do lançamento do portal.

Mas o que é importante dessa experiência para nós?
O importante aqui foi o uso de ferramentas abertas no desenvolvimento. O que reduziu custos, diminuiu muito o tempo de trabalho em cima e o mais importante: tornou o produto melhor.

Repito para quem ainda tem medo de usar “essas coisas opensource”: O uso de ferramentas abertas reduziu custos, diminuiu o prazo e melhorou o produto.

Para os interessados: usei o Wordpress como plataforma, modifiquei ele usando um tema próprio pro ST, a estrutura de arquivos e vários plugins da comunidade e que eu acabei melhorando e enviando as melhorias [1 e 2] de volta para os desenvolvedores.

Conclusão

Essa é a conclusão que eu queria chegar desde quando escrevi o primeiro post sobre a Lei de Coase:
O software livre é uma externalidade de baixo custo. Se você ainda não utiliza nenhum projeto de código aberto em sua empresa ou projetos pessoais, você está contrariando uma lei econômica importantíssima que diz:

Enquanto for mais barato realizar uma transação dentro da sua empresa, deixe-a lá. Mas, se for mais barato ir para o mercado, não tente realizá-la internamente.

A questão é: Por que? É preconceito? Esse preconceito vai acabar com sua empresa. Entre preconceitos e lucros, com qual você fica? Não parece uma escolha difícil. Não acredita em mim? Está de saco cheio de tantas perguntas? Saia daqui e vá ver como o Governo Federal está economizando em software.



Web Arte

8/7/2007 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Você já abriu a pagina inicial do YouTube e viu/ouviu a Sandra Annenberg falando: “2 bilhões de pessoas morrerão no planeta…blah blah…”?
Pois é, no YouTube você não corre esse risco enquanto corta o seu bifé do almoço. Na Rede Bobo sim.

Mas Andrew Keen parece gostar de receber esse tipo de noticia no almoço. Parece também que ele gosta de limitar nossa (minha) cultura. Eu digo parece porque não li o livro dele The Cult of the Amateur: How today’s Internet is killing our culture, então vai que tou falando besteira só pelo titulo e pelo review.

Eu não li pois é meio díficil comprar um livro que não tem tradução e eu não achei em nenhuma loja aqui. Que bom seria se todo mundo pensasse igual a 37signals.

Pelo titulo o livro vai falar de como a produção de conteúdo por “qualquer” usuário está prejudicando nossa cultura. Mas em meio a toda cultura que eu absorvi hoje, uma não foi possivel: O livro do sujeito ai.


Tudo bem que a maioria é burra (argumento contra a democracia), porém dá pra sacar que quem faz o conteúdo e quem escolhe os melhores conteúdos da web não recebem bolsa familia para tal né? Dá pra entender a diferença?

Com a Web dos dias de hoje muito mais cultura é gerada e espalhada na superficie do planeta. Pelo menos essa é minha opnião, e por isso eu discordo do Mr. Keen e o titulo do seu livro.

Discordo dando três exemplos que circulam sobre a mesma ideia (wiki): Wikipédia, Wiki do professor de Mat. Finita e a excelente ideia do Frederick, Constiwiki.

Wikipédia é o meu maior exemplo de Cultura e Arte. É o porque eu falo pro Tefo que pra mim Web 2.0 não devia ter esse nome geek e deveria se chamar Web Arte. O wiki do professor eu acho que pode ajudar muito o meu meio (faculdade), e o Constiwiki sem palavras!

Além desses exemplos, todos conhecemos vários outros casos em que a Web está facilitando a produção e disseminação de cultura. Não é díficil perceber que a Internet dos dias de hoje está gerando cultura como nunca jamais foi gerado, e não destruindo.