Entendendo a Licença MIT

15/2/2008 | Tags: , , , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Continuando uma série de artigos sobre licenças para conteúdos/trabalhos livres, vou fazer uma rápida passada pela “MIT License” que servirá somente para deixar claro os termos aos quais produções sobre essa licença estão sujeitos.

A licença MIT foi criada somente para licenciamento de softwares - ao contrário da Creative Commons que pode ser utilizada para outros tipos de produções culturais (veja também: Entendendo a Creative Commons).

“MIT License” é um sinônimo de “X11 License” - por ter sido desenvolvida para ser usada no X Window System (engine gráfica para sistemas operacionais) - e não se refere a um único tipo de licença do Massachusetts Institute of Technology.

Por se tratar de uma licença permissiva, não existe proibição sobre o que pode ser feito com o software e seu código, desde que o portador do software (e da licença) siga o único termo dela:

“O aviso de copyright acima e esta permissão deverá ser incluído em todas as cópias ou partes substanciais do Software.”

Sendo então permitido por exemplo o uso de códigos por ela licenciados em (e com) software proprietário - programas pagos e de código fechado - e por esse motivo ela não é considera do tipo “Copyleft”, termo referente a um tipo de Copyright que obriga quem utilizar o código não utilizar junto com porções de software proprietário.

Saiba Mais sobre outras licenças de conteúdo e software:

Esse artigo faz parte de uma série de outros dois artigos explicando as características de algumas licenças de livre circulação de material cultural, de código aberto e de software livre.
Veja mais:
Entendendo a Creative Commons
Entendendo a GPL (GNU General Public License)



TIRA ESSE CURSO DO CURRÍCULO QUE VOCÊ É MULEQUE

10/10/2007 | Tags: , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Eu já contei que sou um gênio??

Currículo (y)

Aconteceu alguma vez de você passar por um cartaz todos os dias e nunca reparar o que está escrito até que você esteja esperando dar o horário da prova, ou o dono do baralho conseguir enrolar o professor? Então, vocês têm sorte…

Hoje fiquei sabendo que sou um gênio. Sim, uma mente brilhante. Não é falta de modéstia não, sou um bem-dotado intelectual . Descobri que aprendi por métodos auto-didata por exemplo, a interagir com interfaces do MSN, Google, Nero, RAR, Skype, Power Point …. SEM NENHUM CURSO !!! No máximo, um tutorial para configurar os drivers. E só!

Vejam só, um gênio!

Nunca passou por minha cabeça a existência de tais cursos, exceto pelo do MSN, mas vejo que para algumas pessoas pode ser necessário para evitar algumas Web-Gafes 2.0 (primeiro a usar este termo, o;). Com certeza devem existir mais cursos que eu não necessitarei e irão existir muito mais. Mas me pergunto a aplicação prática de um certificado de MSN…

Eu sou qualificado para conversar em um IM específico e terei um professor e um computador para aprender isso? Ou atesto ser oficialmente uma salsinha?

Honestamente se eu trabalhasse na Google, e soubesse que existem cursos para aprender a mexer na minha interface, ficaria profundamente magoado, triste e querendo minha mãe.

Não posso falar muito, pois meu professor de Metodologia e Pesquisa Aplicada à Administração teve a capacidade de levar a turma inteira para o laboratório de informática do campus (que roda a pior versão do linux já criada.. que que custa insatalar o ubuntu?) para “ensinar” a fazer pesquisar na Internéti…

Enfim..

Voltando à realidade humilde

Talvez realmente seja um gênio, talvez não. Talvez todos nós sejamos gênios (especialmente se você estiver lendo este blog ;), mas eu tenho uma facilidade incrível de lidar com uma interface desconhecida. Aliada à uma curiosidade fenomenal de entender como funciona, fico com raiva se não consigo mexer em um gadget . Fico de cara com pessoas como meu padrasto que me pedem para ensinar a tirar o som do celular (demorei 20 segundos) ou descobrir porque a página não está entrando (13 segundos) e porque o Windows travou (0.03 segundos)… Convenhamos que tenho motivos para me achar um gênio às vezes…

Aplicando o que percebi na prática

Eu não vou querer contratar qualquer criatura que necessitou de um curso pago, horas dentro de um ônibus para ir até lá, perdeu mais que 15 minutos da sua vida para aprender a mexer em uma interface desconhecida. Não digo domina-la, mas faze-la funcionar.

Se me aparece um candidato com um “Certificado de Msn/Skype” no currículo, não sei se rio ou choro honestamente… prefiro um candidato que saiba aprender sozinho, que tenha a iniciativa de procurar um tutorial no google (se já souber usa-lo) e se virar! Não quero gastar com treinamentos de gravar um backup dos arquivos no Nero. Quero alguém que saiba pescar, não pagar seus peixes e o 13º sobre o valor do peixe!

Minha prova será fazer rodar o MSN Live no KDE 4…

em 30 minutos!

Pouco me interessa como o faça, contanto que o faça.

Caso percebam que seja realmente necessário, deixem um comentário pedindo contato que irei ministrar aulas de Google/Skype/MSN/Nero/Firefox/Ares/2Moons/Mp3 Player/Paint (viram só que censurada discreta no cartaz) por um precinho camarada.

=)



Excertos do Wikinomics - A Lei de Coase

7/8/2007 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Wikinomics Book
Esse livro não sai da minha mão desde que eu vi pela primeira vez ali na Livrarias Porto. Já estou um pouco avançado nele e apesar de ter passado vários trechos que eu gostaria de compartilhar aqui, vou começar por esse que vai me dar base para um próximo post.

Para adiantar e incitar os pensamentos para invadirem sua cabeça vou soltar algumas palavras e você pode brincar de associar ao excerto.

Palavras: Software Livre, Conteúdo gerado pelo usuário e Marketing Viral.

Tudo isso leva ao que nós e nossos colegas chamamos de “lei de Coase”: uma empresa tenderá a se expandir enquanto os custos para organizar uma transação extra internamente forem iguais aos custos de realizar a mesma transação no mercado aberto. Enquanto for mais barato realizar uma transação dentro da sua empresa, deixe-a lá. Mas, se for mais barato ir para o mercado, não tente realizá-la internamente.



Web Arte

8/7/2007 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Você já abriu a pagina inicial do YouTube e viu/ouviu a Sandra Annenberg falando: “2 bilhões de pessoas morrerão no planeta…blah blah…”?
Pois é, no YouTube você não corre esse risco enquanto corta o seu bifé do almoço. Na Rede Bobo sim.

Mas Andrew Keen parece gostar de receber esse tipo de noticia no almoço. Parece também que ele gosta de limitar nossa (minha) cultura. Eu digo parece porque não li o livro dele The Cult of the Amateur: How today’s Internet is killing our culture, então vai que tou falando besteira só pelo titulo e pelo review.

Eu não li pois é meio díficil comprar um livro que não tem tradução e eu não achei em nenhuma loja aqui. Que bom seria se todo mundo pensasse igual a 37signals.

Pelo titulo o livro vai falar de como a produção de conteúdo por “qualquer” usuário está prejudicando nossa cultura. Mas em meio a toda cultura que eu absorvi hoje, uma não foi possivel: O livro do sujeito ai.


Tudo bem que a maioria é burra (argumento contra a democracia), porém dá pra sacar que quem faz o conteúdo e quem escolhe os melhores conteúdos da web não recebem bolsa familia para tal né? Dá pra entender a diferença?

Com a Web dos dias de hoje muito mais cultura é gerada e espalhada na superficie do planeta. Pelo menos essa é minha opnião, e por isso eu discordo do Mr. Keen e o titulo do seu livro.

Discordo dando três exemplos que circulam sobre a mesma ideia (wiki): Wikipédia, Wiki do professor de Mat. Finita e a excelente ideia do Frederick, Constiwiki.

Wikipédia é o meu maior exemplo de Cultura e Arte. É o porque eu falo pro Tefo que pra mim Web 2.0 não devia ter esse nome geek e deveria se chamar Web Arte. O wiki do professor eu acho que pode ajudar muito o meu meio (faculdade), e o Constiwiki sem palavras!

Além desses exemplos, todos conhecemos vários outros casos em que a Web está facilitando a produção e disseminação de cultura. Não é díficil perceber que a Internet dos dias de hoje está gerando cultura como nunca jamais foi gerado, e não destruindo.



In-utilidade 2.0

6/6/2007 | Tags: , | Escrito por: Dirceu Júnior

Redes sociais, web 2.0, inteligência coletiva não é tudo de bom. Pode ser mais alienante que globo, mas pode também ser uma ferramenta e tanto.

Outro dia uma coisa me incomodava, minha irmã não saia do Last.fm… Outra hora eu estava ouvindo Mamonas Assassinas (yey!) e ela gritou: “O Last não ta aberto não né? Vai me queimar ai!”…

Ontem cheguei em casa e o PC ligado, sozinho aqui, torrent fechado, soulseek fechado, então porque estava ligado? O Winamp e o programinha do Last aberto, e uma playlist gigante tocando com a caixa de som desligada… dá pra imaginar? Só pra galera ver que a ale é ramonera.

Poxa que inutilidade…

Mas fui ver que eu mesmo fazia mais inutilidades: popomundo, thecrims, sauerbraten, youtube, msn e muitos etc.

Então lembrei do final do livro do Felipe Memória, procurando aqui achei uma frase especial do livro:

Estar acompanhado ou não por outras pessoas faz toda diferença para a experiência (perfeita). Segundo Mihaly, somos biologicamente programados para achar outros seres humanos os ‘objetos’ mais importantes do mundo (…). A forma como gerenciamos as relações com outras pessoas faz uma diferença enorme em nossa felicidade

legal né?

O que ele se refere a uma experiência perfeita é uma ação ou fluxo capaz de deixar o usuário feliz. Felipe ainda afirma que o Orkut e o Hattrick são um sucesso pois envolvem relacionamento entre seres humanos, o que é um fator gerador de imersão em potencial e logo felicidade.

Então saquei por que ale quer aparecer bem no Last.fm, porque quero ser Pop no popomundo, e o maior gangsta do thecrims.

O legal é que com a Web 2.0 esse poder de gerar imersão não é desperdiçado somente com inutilidades. Tomamos de exemplo o Digg. Lá podemos ter milhares de leitores para nossas idéias, um tremendo incentivo para escrever bem e gerar bom conteúdo. A ferramenta torna-se uma experiência agradável quando você é reconhecido, o que não é difícil.

O mesmo com wikis e blogs. Vou tentar ganhar minha felicidade com coisas mais úteis…

CTRL+W no TheCrims, CTRL+T no Wiki do professor de discreta.