Entendendo a GPL (GNU General Public License)

1/3/2008 | Tags: , , , , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Após escrever sobre a Creative Commons e MIT License chegou a vez da GPL - ou GNU General Public License - a precursora das licenças livres para distribuição de software. De quebra você vai entender o que é Copyleft e quais as diferenças entre as 3 licenças que expliquei até agora.

Uma forma fácil de entender a necessidade da criação da GPL é conhecer sua história, ou melhor: o que aconteceu com Richard Stallman que o levou a dedicar boa parte do seu tempo a criar e espalhar a idéia do software livre.

Lisp MachineNos anos 80 Stallman trabalhava no laboratório do MIT e um de seus projetos era um interpretador para linguagem de programação Lisp. Dentro do mesmo laboratório surgiu uma empresa chamada Symbolics com o intuito de produzir computadores de alto desempenho para pesquisas e projetos de IA (Inteligência Artificial) - chamadas de Maquinas Lisp.

Na época ocorreu a seguinte mudança nas indústria de computadores: os softwares que antes eram feitos para rodar somente em certos computadores passaram a ter características mais genéricas que possibilitariam o seu uso em maquinas de modelos e fabricantes diferentes. Antes só existia a indústria de maquinas completas, então uma vez que o foco da indústria não era especificamente linhas de código, e sim circuitos eletrônicos os programadores compartilhavam seus códigos livremente. Com essa mudança de perspectiva tornou-se importante para a concorrência existirem programas melhores, em vez de somente maquinas melhores. Foi quando as empresas passaram a exigir de seus funcionários que não divulgassem informações (códigos) para outras pessoas, usando como artifício as leis de direitos autorais (copyright).

A Symbolics que tinha acesso aos códigos que estavam nos laboratórios do MIT - por ser uma empresa de programadores do mesmo laboratório - usou boa parte do trabalho de Richard Stallman no interpretador Lisp aperfeiçoando e estendendo o programa. Porém quando Richard quis ter acesso às modificações feitas pela empresa, ela negou.

Desde então - especificamente 1984 - Stallman vem lutando para evitar casos como esse, de uma empresa que se aproveita do conhecimento criado por uma comunidade para então criar algo que não beneficie tal comunidade.

GNUAchando muito difícil conseguir uma inversão de paradigmas somente mudando o pensamento dos programadores, Stallman decidiu se apoiar também nas leis de direitos autorais. Ele criou a Emacs General Public License que foi a primeira licença copyleft usada. E um pouco depois criou a GPL para ser usada no projeto GNU. Um licença de copyleft é a denominação para um tipo de direito autoral (sim, assim como as licenças de software proprietário se baseiam em leis de direitos autorais a GPL e outras licenças para software livre também!) que obriga a distribuição do código fonte de um programa derivado de outro que se encontrar sobre tal licença.

Espera! Essa é a alma do negocio, então eu preciso repetir.

Uma licença copyleft (assim como e principalmente a GPL) é a utilização das leis de direitos autorais para impedir que uma pessoa ou empresa se utilize de código aberto de software para criar/desenvolver um outro software derivado que seja proprietário, ou seja, que não disponibilize o seu código fonte na distribuição. Copyleft, Free Software ou Software Livre quer dizer uma mesma abordagem para evitar a necessidade de se pedir alguma autorização e enfrentar burocracias caso exista a necessidade ou vontade de melhorar, estudar, ampliar, adaptar um programa de computador.

Communist programmerMuitas pessoas podem confundir isso com software gratuito. Essas mesmas pessoas acham que programadores de projetos com código aberto (open source) são falsos comunistas, que dizem que é o software é livre querem mesmo é ganhar dinheiro. Que isso só aumenta as chances de sabotagem, e que não pode existir pessoas que trabalhem de graça.

Olha que viagem! Comunistas? Sabotador? Dá pra entender até onde vai as piras de quem não entende nadinha de uma boa sociedade baseada na livre circulação de conhecimento?

Chamar um software de livre não é necessariamente chama-lo de gratuito. Software livre como o nome diz está muito mais ligado em assegurar liberdades do que valores. Mais especificamente as liberdades podem ser resumidas para 4:

  • A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito.
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo.
  • A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Mas preste atenção: essa liberdades são asseguradas a quem adquirir uma copia do software.
Mas para adquirir uma copia do software você pode ter ou não que pagar por isso.

Ainda assim, se você pagar por isso poderá vender e até mesmo distribuir gratuitamente esse software. Por essa característica de dar a liberdade de “emprestar para seu vizinho” o programa pago, a maioria dos softwares livres já não são pagas desde sua primeira distribuição. E os desenvolvedores se utilizam de outras formas para criar uma cadeia econômica com o software livre. Como prestação de suporte e cobrança para aperfeiçoamentos e adaptações às características do comprador.

Caramba, você deve estar se perguntando quando eu vou começar a escrever sobre a GPL especificamente e parar com esse papo furado de software livre… Amigo, essa é a GPL (GNU General Public License)!

Claro que existem algumas diferenças entre outras licenças de código livre. Mas se você quer saber mesmo, ao se deparar com outra licença e tiver alguma duvida na diferença dela para a GPL, preste atenção no termo Copyleft. É esse termo que define a obrigatoriedade de se manter as 4 liberdades em trabalhos derivados.

Software é uma ferramenta para distribuição de conhecimento. impedir a livre distribuição de software é impedir o desenvolvimento das diversas áreas do conhecimento. viu como softwrare proprietário prejudica a economia?

Aproveitando o artigo, que uniu a explicação da GPL e do termo Copyleft gostaria de complementar as explicações que dei sobre Creative Commons e a Licença MIT (ou X11),

Creative Commons

Eu fiz uma certa confusão de palavras quando me referi ao uso da Creative Commons em projetos de código aberto e software livre.
O certo é entender que diferentemente do falado no artigo anterior código aberto não significa copyleft: obrigatoriedade em assegurar as 4 liberdades. Assim sendo, a Creative Commons pode ser utilizada sim em projetos de código aberto, porém não em softwares livres. Mais uma vez para reforçar: se o software é livre, ele deverá manter-se livre e a Creative Commons não obriga isso. Então ele é código aberto, mas pode deixar de ser…

Ainda relacionado a isso, existe um tipo de Creative Commons chamada Share-Alike. Ou compartilhamento sobre mesma licença. Ela chega mais próxima de ser livre, ao em vez de somente aberta. Porém como ela assegura somente que o projeto deverá ser redistribuído sobre a mesma licença e não necessariamente ter a mesmas liberdades, não podemos chamar nem mesmo a Creative Commons Share-Alike de copyleft.

Licença MIT

Diferentemente do que o artigo dá a entender, não é necessário somente incluir o aviso de copyright nas copias do software ou de seu código. Deve-se logicamente também seguir tais termos de copyright! (Veja a licença).

Complementando, a Licença MIT não obriga a distribuição do código fonte e também não sobrepõem seus termos sobre outras licenças. Isso quer dizer que como o software pode ser re-licenciado, pode ser que essa outra licença faça com que os termos da Licença MIT percam a validade.

Ou seja: Ela dá a liberdade de quem obtiver o software por ela licenciado, porém não obriga nem a disponibilização do código fonte, nem a manutenção dessa liberdade na próxima distribuição (como a GPL obriga). Por esse motivo, ela também não é uma licença copyleft.

Saiba Mais sobre outras licenças de conteúdo e software:

Esse artigo faz parte de uma série de outros dois artigos explicando as características de algumas licenças de livre circulação de material cultural, de código aberto e de software livre.
Veja mais:
Entendendo a Creative Commons
Entendendo a Licença MIT



Entendendo a Licença MIT

15/2/2008 | Tags: , , , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Continuando uma série de artigos sobre licenças para conteúdos/trabalhos livres, vou fazer uma rápida passada pela “MIT License” que servirá somente para deixar claro os termos aos quais produções sobre essa licença estão sujeitos.

A licença MIT foi criada somente para licenciamento de softwares - ao contrário da Creative Commons que pode ser utilizada para outros tipos de produções culturais (veja também: Entendendo a Creative Commons).

“MIT License” é um sinônimo de “X11 License” - por ter sido desenvolvida para ser usada no X Window System (engine gráfica para sistemas operacionais) - e não se refere a um único tipo de licença do Massachusetts Institute of Technology.

Por se tratar de uma licença permissiva, não existe proibição sobre o que pode ser feito com o software e seu código, desde que o portador do software (e da licença) siga o único termo dela:

“O aviso de copyright acima e esta permissão deverá ser incluído em todas as cópias ou partes substanciais do Software.”

Sendo então permitido por exemplo o uso de códigos por ela licenciados em (e com) software proprietário - programas pagos e de código fechado - e por esse motivo ela não é considera do tipo “Copyleft”, termo referente a um tipo de Copyright que obriga quem utilizar o código não utilizar junto com porções de software proprietário.

Saiba Mais sobre outras licenças de conteúdo e software:

Esse artigo faz parte de uma série de outros dois artigos explicando as características de algumas licenças de livre circulação de material cultural, de código aberto e de software livre.
Veja mais:
Entendendo a Creative Commons
Entendendo a GPL (GNU General Public License)



Entendendo a Creative Commons

11/2/2008 | Tags: , , , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Até hoje eu nunca havia entendido muito bem as diferentes “licenças livres” que são usadas em softwares ou em conteúdos diversos (filmes, livros, música…). Sempre soube que elas eram feitas para assegurar certos direitos e liberdades ao autor e a quem obter uma copia do trabalho, mas nunca havia tomado nota da importância de estudar uma licença dessas antes de utiliza-la.

Pessoalmente eu adoro a iniciativa Creative Commons e antes de estuda-la e pesquisar também sobre outras licenças, pensava em usa-la para todos projetos abertos que eu desenvolvesse. Tanto que a utilizei no projeto do leitor de tela para deficientes que utiliza o mouse :). Porém após conhece-la melhor, vi que para certos tipos de trabalhos - como softwares - ela não é eficiente.

Creative Commons

Creative Commons 1Assim como qualquer outro documento para licenciamento (livre ou não), o Creative Commons é um conjunto de termos para proteger o seu trabalho de ser “roubado”. Ou seja sua natureza legal é aplicar certas condições - restrições - na utilização/distribuição/modificação de qualquer trabalho para que alguns direitos do autor sejam mantidos.

A Creative Commons não serve como licença de programas de código aberto (opensource) - pois não existem termos que obriguem a distribuição do código fonte - porem pode ser utilizada como uma forma de publicar software livre sim.

Como assim, software livre, opensource, código aberto, qual a diferença?

Pense em algo totalmente diferente de programas de computador, ahm, tortas!
Em uma torta, se você publica-la utilizando a Creative Commons sob Atribuição significaria para você:
Fazer a torta e passa-la pra frente com a licença CC.

E para quem pega-la:
Creative Commons 2Come-la, estuda-la, colocar chantilly e se for dar para outra pessoa falar quem foi que fez ela. Não sendo necessário publicar, distribuir ou redistribuir a receita da torta.

Essa seria uma torta livre, mas não de código aberto. Sacou?

(Além disso alguns países obrigam o distribuidor de software manter certos termos de garantia no produto, o que não é abrangido pela CC.)

Dentro do conjunto de regras da Creative Commons existem 4 termos que combinados formam as 6 licenças CC.
Esses termos são: Atribuição, Uso Não Comercial, Não à Obras Derivadas, Compartilhamento pela mesma Licença.

Creative Commons 3

Suas combinações formam as diferentes licenças CC:

  • Atribuição: é a forma simples da CC - ela obriga quem utilizar (exibir, modificar, estudar…) a obra a manter os créditos originais do autor.
  • Atribuição + Compartilhamento pela mesma Licença: ela incorpora o primeiro termo e adiciona a obrigatoriedade de compartilhar obras derivadas utilizando a mesma licença que a obra original utilizava.
  • Atribuição + Não à Obras Derivadas: você obriga que não será permitido utilizar (exibir, modificar, estudar…) nenhuma obra derivada de seu trabalho.
  • Atribuição + Uso Não Comercial: você proíbe a possibilidade de uso comercial tanto da obra original quanto obras derivadas.
  • Atribuição + Uso Não Comercial + Compartilhamento pela mesma Licença: somente poderá ser feito algo com a obra desde que não seja feito uso comercial e também seja utilizada a mesma licença para obras derivadas.
  • Atribuição + Uso Não Comercial + Não à Obras Derivadas: o trabalho não poderá ser utilizado de forma comercial e também não poderão ser feitos trabalhos derivados.

Creative Commons 4Ao invés de dar destaques em termos como “permitir, dão liberdade” e afins, negritei palavras como “obrigam, limitam” justamente para deixar claro que licenciando um trabalho na CC você de forma alguma está abdicando de todos direitos sobre o trabalho. Assim como (e mais importante) você não está dando TOTAL liberdade a quem adquirir uma copia da obra. Na verdade você está de qualquer forma e em qualquer licença tirando a liberdade de livre utilização - impondo algumas regrinhas.

Creative Commons 5Mas você tem que entender que essas regrinhas são na verdade feitas para o bem. Diferente das publicações com “todos direitos reservados”, você vai na verdade manter com a Creative Commons alguns poucos direitos que devem servir como forma de retribuição ao trabalho exercido.

Se o intuito é dar todas liberdades para quem adquirir uma copia do trabalho você pode deixar claro que quer utilizar as regras aplicadas ao Domínio Público ou ainda distribuir a obra nos termos da WTFPL (sigla para Do What The Fuck You Want To Public License ou em português de filme liberado para menores de 14 anos: Faça o que quiser).

Creative Commons 6Entenda a Creative Commons como uma substituta das licenças reservadas, no sentido de que as mesmas foram feitas com o intuito de fazerem o bem para a sociedade e acabaram se tornando um impedimento ao livre estudo e livre circulação de material cultural, e a CC vem para resgatar a intenção de socialização de conhecimento.

Creative Commons 7

Esse material é uma tradução e coletânea de informações com a adição do pensamento do autor. De nenhuma forma isso substitui as licenças originais em Inglês ou tenta fazer um entendimento diferente delas.

As tiras foram feitas originamente por Neeru Paharia. As ilustrações originais são de Ryan Junell, e as fotos de Matt Haughey. Legendas foram traduzidas por mim - Dirceu Júnior. Originais em: http://wiki.creativecommons.org/Howitworks_Comic1

Saiba Mais sobre outras licenças de conteúdo e software:

Esse artigo faz parte de uma série de outros dois artigos explicando as características de algumas licenças de livre circulação de material cultural, de código aberto e de software livre.
Veja mais:
Entendendo a Licença MIT
Entendendo a GPL (GNU General Public License)



Proposta: Novo modelo de leitor de tela

11/12/2007 | Tags: , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

A proposta é usar coordenadas sonoras para representar a posição do cursor na tela, sendo que a diferenciação estereofônica pode ser usada para representar o eixo horizontal, a diferenciação entre grave e agudo pode representar o eixo vertical e elementos como beeps e chiados podem ser usados para diferenciar sobre qual elemento o cursor está em cima. Ainda, o modelo atual de leitor de tela pode ser reutilizado para quando o usuário manter o cursor sobre um elemento de texto ou que possuir representação textual por certo período.

Segue abaixo a introdução de um trabalho apresentado na disciplina de Introdução a Ciência da Computação do curso de computação na Universidade Estadual de Londrina (UEL) pelos alunos: Caesar Zama Altran, José Roque Betiol Júnior, Dirceu Pauka Júnior.

O Design de Interação vem para melhorar a relação homem – máquina, estudando para criar produtos que de maneira fácil e rápida, qualquer pessoa possa utilizar. A acessibilidade é um dos principais focos desse assunto, pois como melhorar a relação de uma pessoa com dificuldade, seja ela temporária ou fixa, com produtos que estão ao alcance de todos.

O foco no trabalho é detalhar alguns problemas de acessibilidade nos dispositivos usuais de entrada e saída de informações dos computadores. Problemas encontrados por pessoas com necessidades especiais, principalmente usuários com deficiência visual, que não conseguem utilizar do mesmo meio – e melhor até agora – de representação visual das pessoas com boa visão, o monitor.

Usuários com algum tipo de deficiência visual ficam prejudicados na utilização de interfaces gráficas. Mesmo possuindo diversas ferramentas que permitem a interação humano-computador para esses usuários, a velocidade de uso não é satisfatória e as dificuldades são diversas.

Para os DVs uma opção que possibilita um pouco mais de agilidade é o uso de sinais sonoros/leitura de tela. Através do som pode-se mandar informações para que o usuário saiba de forma rápida o que está fazendo. Existem hoje alguns leitores de tela que usam o som para interagir, mas eles não conseguem atender a todas necessidades de um deficiente devido ao fato que diversos softwares e principalmente a Internet não atendem a padrões mínimos necessários para que os leitores de tela tenham boa eficiência (guidelines de acessibilidade da W3C – World Wide Web Consortium).

Em todos leitores de tela atuais o meio que o usuário usa para interagir com a maquina é o teclado, através de algumas combinações de teclas que fazer o software ler cada elemento de uma página Web por exemplo. Devido porém ao problema de padronização já citado, essa leitura se torna ineficiente (lenta).

Pensando nessa dificuldade o trabalho apresenta uma proposta de um novo tipo de leitor de tela. Um leitor onde o usuário DV pode utilizar do mouse e mesmo sem enxergar consegue saber a localização do cursor e a existência
de elementos de software (input, checkbox, botões, ícones, imagens e outros) através de coordenadas sonoras.

Pelo intuito de estudo em uma área que vai além do desenvolvimento técnico computacional, pode-se dizer que o projeto adentra áreas de pesquisa sociais e psicológicas, tendo como objetivo auxiliar na inclusão social e digital possibilitando a participação de todos na geração de riqueza nacional.

Com propósito de realmente auxiliar na inclusão social e digital como dito no último parágrafo o trabalho está sendo divulgado através desse meio sob esta licença: Creative Commons que de forma resumida diz que você pode copiar, alterar, distribuir e até usa-la comercialmente desde que mantenha os créditos originais dos autores.

Download do trabalho e protótipo

Para manter o crédito sobre reprodução por favor incluir em qualquer publicação e obra derivada o link para esse artigo de meu blog (link: http://pomoti.com/proposta-novo-modelo-de-leitor-de-tela).

Para contato utilizar o seguinte e-mail:
e-mail: dirceuu no gmail.com



Lista Intercon

31/10/2007 | Tags: , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

[update 01/10 - 6:35] Duh! Foi o que falei quando vi esse link. Uma lista com realmente todas postagens do Intercon no Twitter. Também né fí, Google! Ai ganha em quantidade, mas a minha lista continuar sendo listada pela ordem cronológica das postagens.[/update]

Se você só quer ver a lista, não perca tempo:
Lista de tuitadas do Intercon 2007

(para evitar broncas, não adicionei ninguém. se você quiser ver seus updates, deixa lá seu nick)

Se você quiser saber um pouco mais sobre a breve história dela, enjoy!

Ontem cedo eu soltei uma lista de “tuitadas” que gerei com um web scraper. Mas de automática aquela lista só tinha a parte de entrar em profiles pré-determinados e procurar postagens com #intercon. Assim eu teria que ficar adicionando a galera que pedisse, gerar uma lista local e subir por FTP, como disseram: W3T demais!

Já que eu odeio ir pra faculdade adoro estudar por contra própria, decidi brincar e fazer algo mais decente.

Essa nova lista permite que você envie seu twitter-name (com ou sem @) e então a aplicação vai atrás de scrapear, jogar em um mysql (updates e nick), limpar cache e exibir listagem atualizada.

Terreno ruim pra quem não estava muito familiarizado com debugar Rails. Quase tudo na aplicação dava erro e por isso ficou difícil acha-los. Talvez seja útil falar os problemas que tive: Instalar gems na DreamHost, Timeout do FastCGI e Impossibilidade de definir Timeout no Scrubyt.

A questão dos gems foi a que tomou mais tempo, não por ser complicada mas pela minha inexperiência em entender de onde surgia os erros. Fica uma dica: Se você criou a aplicação na DreamHost (rails app) e só depois instalou seus próprios ruby, rails e gems, delete e re-crie a estrutura de pastas do Rails (rails app). Isso porque alguns arquivos (dispatch.fcgi, …) vão com o local que o Ruby está quando você os cria (aquela primeira linha #!/usr/bin/ruby1.8)

Com a questão do Timeout eu já estava mais esperto, com um SSH aberto só pra ficar no tail do log (muitos termos geeks ehehe), a solução foi até mais complicada mas o processo de localizar mais rápido.

O Timeout do FastCGI que era provocado justamente pela falta de Timeout no Scrubyt quebrava a aplicação. O Scrubyt utiliza o Mechanize para ler as paginas da web, que possui Timeout implementado. Então fiz algumas alterações no código do Scrubyt e ele passou aceitar passagem de parâmetro para Timeout. A próxima versão já deve vim com essa minha contribuição.

Enfim, matei aula da faculdade e tive muitas horas de diversão e aprendizado com Ruby/SHH/Rails/Apache/FastCGI e XPath/DOM também, porque não? ;D

Legal!? Então comente ;D
Ruim? Então faça uma sugestão :)



Eventos de TI - Londrina e Região

14/9/2007 | Tags: , , , , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Desculpem a falta de novas discussões nesse pomo, mas o Stéfano esqueceu a senha do Wordpress e tem vergonha de perguntar e minha senha é muito grande por isso demorou para lembrar. Besteira.

Mas resolvi dar a cara por aqui para publicar sobre alguns eventos de Tecnologia na região. Aquela publicidade não paga que esses eventos passaram a ganhar por conta dos blogs, sabem :)
Começando por ordem de distância de Londrina e não terminando porque não há o que tagalerar, veja logo os eventos!

Os Caminhos da Tecnologia

Pelo e-mail que recebi é um encontro corporativo que vai apresentar os impactos da tecnologia em todas atividades de nossas vidas.
O palestrante é Wellington de Marchi, pós na USP, MBA na FGV, CDIA+ pelo MIT, e mais um monte de certificado da Microsoft e Cisco. Interessante.
Não tenho nada disso então não posso menosprezar, mas posso dizer que não ligo muito para certificados, não posso?
Não sei se vai ser bem algo ligado nesse universo de blogs, wikis e comunidades virtuais. Talvez seja só uma introdução à Tecnologia da Informação. Mas é só 5 reais. Como não achei site do evento, segue informações:

Data
17/09 - as 19:30

Local
Condomínio Comercial Senado
Rua Rua Souza Naves, n. 771 - Térreo - Loja 2.

Maiores informações
Odete - 43 9966-8684
odetesosa@hotmail.com

III Paraná Júnior

Publicidade paga com uma Heineken

Paraná JúniorO Paraná Júnior não é um evento voltado exclusivamente para TI, mas sim para empresários juniores. Porém é inegável a importância do tema [TI] para qualquer empresário hoje em dia, e tornar de sabedoria de todos, as reais mudanças que a Tecnologia provocou nesse nincho é também um intuito do evento, que vai contar com a presença de Gilberto Jr. em uma palestra sobre a blogosfera (não se engane, não é só blogs, mas sim sobre cultura de colaboração em massa).
O evento irá ocorrer entre os dias 1 e 4 de Novembro em Londrina. Para maiores informações ou para se inscrever entre no site e se vire.

Latinoware 2007

Latinoware 2007Fiquei sabendo do Latinoware desde o começo do ano. É o evento onde mais estudantes vão. Será porque ele é realizado do lado do paraguai? Não sei… Mas chamam ele de Muambaware 2007… estou juntando meus dólares :) É bem mais geek que os outros eventos por tratar da parte mais técnica. Provavelmente os ótimos cases da CELEPAR e Itaipu de como eles economizam milhões com Software Livre.
Para quem gosta de Software Livre é uma ótima idéia.
Já viu alguém gostar mais de Open Source e Muamba do que estudante de Computação?
O evento irá ocorrer entre os dias 13 e 14 de Novembro em Foz do Iguaçu, maiores informações veja no site.

iMasters Intercon 2007

Intercon 2007O Intercon 2007 acontece em São Paulo, não é Londrina nem muito bem região. Mas o Intercon é um evento que me chama atenção pois há 1 ano atrás foi o primeiro do tipo que participei. Logo de cara, vi palestras de caras como o Luli e o Fred.
Foi o primeiro passo para eu me ligar ainda mais no montante de letrinhas xhtml, css, w3c, js, ruby e ruby on rails, ajax (bleh) que já na época eu estava de orelha em pé.
Então como o ano foi bom, estudando essas tecnologias, é de supor que indo ao evento desse ano vai sobrar mais pano pra manga de tecnologias para estudar ou pelo menos ficar ligado.
Além do excelente networking que rola lá, e o excelente almoço! Se quiser saber mais o site é bem completo, saí daqui e vá lá ver…



Ah! A Lei de Coase!

28/8/2007 | Tags: , , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Não esqueci dela não. Eu falei que ia continuar falando da Lei de Coase e vou!

A Lei de Coase, ou Teorema de Coase é uma teoria que buscou explicar o motivo pelo qual as firmas, principalmente o governo tende a buscar serviços externos.
Incrívelmente os fundamentos desse teorema servem de molde para entender o motivo pelo qual iniciativas como o Linux, Projeto Genoma Humano e Wikipédia conseguem com pouco esforço de capital, resultados melhores que alguns projetos que recebem grandes investimentos financeiros.

DNA

Isso é muito legal, mas se eu continuar falando exclusivamente sobre isso não vai estar sendo nada mais do que uma transcrição de conhecimentos aprendidos no livro Wikinomics. O que eu quero é dissertar como nós podemos usar esse conhecimento sobre economia no nosso dia-a-dia.

Para isso nada melhor que exemplos, casos de estudo próximos da nossa realidade e longe de mineradoras canadenses ou montadoras asiáticas.

Portal Dia-a-Dia na Educação (Governo do Estado do Paraná)

O Portal Dia-a-Dia na Educação, iniciativa da Secretaria de Estado da Educação, desenvolvido pela CELEPAR não usa atualmente 100% da formula mágica de Coase, mas eles estão mudando.

Dia-a-Dia Educação

Atualmente o portal utiliza ferramentas exteriores de custo reduzido para o seu desenvolvimento (base de dados, programação e servidores), porém na geração de conteúdo usa um modelo centralizado. No qual - por exemplo - um professor que queira incluir conteúdo no site é obrigado a submeter esse conteúdo para analise que será feita por uma equipe da Secretaria da Educação.

Lógico que esse não é o melhor “modelo de negocio” para um portal colaborativo de nicho. E no Circuito Paraná de Software Livre (by Stéfano) tive a oportunidade de perguntar se “esse é o melhor esquema” diretamente para o desenvolvedor do projeto - Marcio Rocha de Almeida Assis - e tive a resposta que eu esperava: “não, mas estamos mudando isso”. E depois ele explicou que estão estudando como tornar mais rápida a inclusão de conteúdo descentralizando a revisão de material enviado pelos professores.

Talvez eles se aproximem do modelo Wikipédiano de geração de conteúdo o que vai ser muito bom para eles e para a educação no Estado do Paraná.

Projeto do Portal Super Tuning

Provavelmente ninguém aqui conhece o site Super Tuning. Eu não conhecia. Mas quem é por dentro do mundo da velocidade (principalmente regional) conhece.
Eu também não sei como é o antigo site, sei que ele não está no ar há quase 1 ano e nos últimos 3 meses eu estava trabalhando no desenvolvimento de um portal completamente novo. É certo que somente no último mês que realmente houve força de trabalho em cima do desenvolvimento. E agora estamos próximos do lançamento do portal.

Mas o que é importante dessa experiência para nós?
O importante aqui foi o uso de ferramentas abertas no desenvolvimento. O que reduziu custos, diminuiu muito o tempo de trabalho em cima e o mais importante: tornou o produto melhor.

Repito para quem ainda tem medo de usar “essas coisas opensource”: O uso de ferramentas abertas reduziu custos, diminuiu o prazo e melhorou o produto.

Para os interessados: usei o Wordpress como plataforma, modifiquei ele usando um tema próprio pro ST, a estrutura de arquivos e vários plugins da comunidade e que eu acabei melhorando e enviando as melhorias [1 e 2] de volta para os desenvolvedores.

Conclusão

Essa é a conclusão que eu queria chegar desde quando escrevi o primeiro post sobre a Lei de Coase:
O software livre é uma externalidade de baixo custo. Se você ainda não utiliza nenhum projeto de código aberto em sua empresa ou projetos pessoais, você está contrariando uma lei econômica importantíssima que diz:

Enquanto for mais barato realizar uma transação dentro da sua empresa, deixe-a lá. Mas, se for mais barato ir para o mercado, não tente realizá-la internamente.

A questão é: Por que? É preconceito? Esse preconceito vai acabar com sua empresa. Entre preconceitos e lucros, com qual você fica? Não parece uma escolha difícil. Não acredita em mim? Está de saco cheio de tantas perguntas? Saia daqui e vá ver como o Governo Federal está economizando em software.



Evolução do O.S. vs. Evolução do Usuário

27/8/2007 | Tags: , , , , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Ubuntu

Decidi escrever esse post após formatar e reinstalar (à contragosto) o Windows no meu computador. Eu usei-o por muito tempo até que abandonei, migrarando para o Ubuntu. Eu era um usuário completamente leigo em ambos OS, e achei o Linux fenomenal. Ele não apresentava vírus, não haviam milhares de coisas que travavam o pc inteiro, e o melhor de tudo, nenhuma bendita tela azul! Instalei em um HD separado de um antigo pc, para não haver nenhuma discussão com os usuários de casa…Claro que houveram.

Em primeiro lugar, todo e qualquer problema no windows, assim como internet lenta ou caindo, toalha molhada em cima da cama, atraso para o almoço e o cara de alho a 4 foi atribuido ao pobre Tux! Tela Azul

Defendi-o com unhas e dentes e mantive ele, sem a necessidade sequer de entrar no windows por 2 meses! Infelizmente, devido a necessidade de gravar um cd (falta um aplicativo tão bom quanto o Nero no Linux =/), somada às críticas insistentes me fizeram perceber que não haviam mais condições de manter o Windows daquele modo. Tomei a decisão clássica de resolver um problema do Janelas. Se ponto de Restauração nenhum funcionou, FORMATA! (sim, também odeio essa alternativa).

Enfim, formatei, instalei o Office 2007, Corel 12, Sauerbraten (é um vício, não fico sem) e o Frets on Fire. O que eu estranhei? Eu estava no windows e gostando de usar. Ele sem aquela lista infindável de programas inúteis que somos forçados a instalar (simplesmente porque não há um padrão para um arquivo de vídeo, um de áudio, um de imagens e um de documentos) rodava muito bem, obrigado. Desde então voltei a usar um pouco mais o velho sistema operacional.

De modo nenhum eu quero desmerecer o Ubuntu, eu estou explicando que meu período como Linuxer me ensinou muito, especialmente como não ser dependente psicológico de jogos =). Me ensinou que por mais que queiramos deixar o desktop e o layout com nossa cara, os opcionais originais são os melhores. Foram desenhados por profissionais que passaram anos desenvolvendo uma identidade visual que todos gostem. Justamente a sacada que há no Mac OS, abdiquemos da customização em troca da usabilidade e desempenho (se eu for puxar a sardinha pra algum lado será pro Mac ;D) .

PAZ

O que eu quero dizer é, não somente o Windows mudou, mas também mudamos. Eu me tornei um usuário “melhor”. Não somente pare de clicar em Cartões de amizade.exe, ou aceitar emails do domínio @jmail.com, mas saiba definir prioridades e necessidades ao longo prazo. SIM! Espalhem aos 4 ventos, o Linux me fez uma pessoa melhor. Curou minha impotência sexual e impediu a queda de cabelo! Brincadeira, meu cabelo ainda cai… Ou seja, o Pinguin é excelente, e pretendo voltar a ele do zero, para me maravilhar ainda mais! pois cheguei a ele leigo e instalando tudo quanto é pacote de aplicativo… afinal é de grátis, né? Mas por enquanto vou conversar melhor com esse OS que o mundo todo usa.

Coisas que realmente senti falta no Ubuntu:

  • Nero
  • Msn Live Messenger
  • Corel
  • Sauerbraten (há uma versão mas trava o linux)

Coisas que sinto falta no Windows:

  • Meu Hexaedro de desktops
  • Liberdade de clicar em qualquer link
  • Gerenciador de janelas que mostre todas ao mesmo tempo
  • Funcionabilidade e arquitetura de programação tão boa quanto o Ubuntu.
  • Ausência total de “erro grave do sistema”.

Como podem ver, é preciso de ambos…

ah sim:

Coisas que sinto falta no Mac OS X

  • oi
  • tudo bom?
  • hehe

;D



Circuito Paraná de Software Livre

20/8/2007 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

circuito paraná de software livreDurante os dias 17 e 18 ocorreu o Circuito Paraná Software Livre. Confesso que fui cobrir o evento sem muita idéia do significado (além do que o nome diz) real de sua importância.

A Iniciativa de implantar o Software Livre (Open-Source) para aplicações governamentais me surpreendeu muito. O motivo para a migração de sistemas privados foi o de que reduziria muito os gastos do governo. Uma tecla que eles bateram muito foi a de que com isso, o governo não está economizando, mas deixando de gastar parte do orçamento para reverter em outras necessidades.

Como aluno de Adm. (creio que o único “não-aluno de computação do evento”) minha visão foi mais geral, observando as razões sociais e aplicações econômicas de cada micro-evento (sim, exatamente como no blog ^^). Por isso desculpem por não ter uma visão técnica sobre o assunto.

Dia #01

Tradicional abertura do evento com autoridades locais e representantes dos parceiros. Coisa que qualquer um prefere pular por ser a coisa mais chata do mundo, sei disso porque eu também achava. Não sei se alguém percebeu mas é muito engraçado escutar a opinião de pessoas que tentam te impressionar com a consciência disso =).

Elza Correia: a coordenadora da região metropolitana de londrina admitiu que era leiga em termos mais avançados de computação, mas que apoiava muito o desenvolvimento do potencial dos jovens…[...] mas a frase dela que me marcou: “Software Livre democratiza e socializa.” Quase chorei… ou não! Como ela mesma admitiu ser leiga, eu não a culpo por não ter uma noção da amplitude do potencial Open Source. Que idéia é essa de que o software livre é como uma “caridade” para a comunidade, sendo todas as empresas que abrem seus códigos, portanto, canonizadas pelo papa Bento XVI. O potencial do Open Source é realmente fenomenal, mas sinto informar os esperançosos… ele não irá ser o causador da igualdade entre todos os povos da Terra. Marx não conseguiu, é um pouco de pressão demais em cima do Tux.

Marcos Friederich Von Bostel: É, eu sei. Ele falou resumidamente de seu papel como coordenador do APL de TI na cidade, que ele abordou muito bem no Londrina Técnopolis em maio. Cada dia que passa concordo mais com ele de que Londrina tem um potencial fenomenal para o desenvolvimento de softwares.

Professor substituindo o reitor %$¨*%*: “Bom evento para todos” (Y) Valeu!

Professor chefe do curso de computação: Esse eu realmente gostei, ele agradeceu o convite e disse simplesmente: ” Software Livre é uma tendência do futuro e temos que caminhar com ela pelo e para o desenvolvimento” essa foi eleita a minha frase favorita da noite.

Professor Dirceu (chefe do Centro de Ciências exatas) e Japonês magricelo organizador da etapa londrina: Muito orgulho, yadda yadda yadda bom evento yadda yadda yadda.

Seguiu depois uma palestra do presidente da CELEPAR - Henrique Salatino Miorelli - que abordou o desenvolvimento do software livre no Paraná, e da história de como foi implantada a iniciativa passando por várias etapas. Implantar o Software livre no governo foi uma grande conquista para a comunidade na minha opinião.

Dia #02

O segundo dia foi o dedicado às palestras e oficinas . Realizado no bloco do CCE - Centro de Ciências Exatas - em2 salas de aula e um laboratório para as oficinas, é um dos sinais de que o reitor da UEL, apesar de querer vincular seu nome ao evento (já que tudo que leva a marca Software Livre é bonzinho, por que não?) ele não deu o menor apoio, e friso aqui, que foi de total iniciativa dos organizadores realizar a etapa Londrina. Encontramos o Henrique Miorelli enquanto jogávamos truco discutiamos o futuro do universo e ele estava PUTO com mágoas do reitor pelo mesmo não ter: divulgado o evento, colocado placas de sinalização para encontrar o evento dentro da Universidade ( para quem não conhece, os centros são extremamente afastados e isolados =), informado aos servidores e comerciantes de alimentos que haveria algo. Basicamente o papel dele foi “deixar” que o evento acontecesse. Joinha para o reitor (y). O Henrique falou que não voltaria ano que vem por ter sido tratado com tanta desrespeito, e realmente foi. E quem sai perdendo nessa história? O reitor é que não é.

Voltando ao assunto principal : TI!

Expresso Livre

Assisti a apresentação do Expresso Livre, uma ferramenta implantada no paraná por órgãos públicos que visa mobilidade de serviço, economia de recursos e usabilidade. Honestamente eu achei incrível, ele é um provedor de e-mails, um messenger, uma agenda (fácil de usar e prática) e mais em um só aplicativo web. Funcionalidade boa, e programação muito criativa implantando o Ajax juntamente com o CSS e uma base em Javascript (não entendi patavinas do que falei, mas foi o que me explicaram.. fico tãoo bonito ^^). Ele integra serviços sociais e bancos de dados do DETRAN-PR, Exército do RS, e outros. Confesso que eu saí de lá com o desejo de poder implantar um mini-Expresso livre, que não seja conectado a todas as empresas com o mesmo programa, como é o caso do Expresso livre, mas que unisse as de mesmo ramo ou interesse. Toda uma rede de fornecedores, produtores e distribuidores. No caso de bens intelectuais ou serviços, imagine a troca de ferramentas. Fiquei impressionado. (y)

Parabéns o/ :

  • Iniciativa dos alunos e professores em trazer esse evento para a cidade.
  • CELEPAR - Incentivar e dar apoio ao desenvolvimento de software livre de uma maneira que realmente gera resultado.
  • Aos que perderam um sábado lindo de sol para passa-lo enfiados em uma sala sem uma única presença feminina até onde a vista alcançava, só para discutir softwares.

Troféu Joinha (y)

  • Reitor da Uel.
  • Falta de interesse dos alunos que não compareceram.
  • Quem teve a idéia de colocar 16 banners em uma única sala de palestras. (spam no first-life =O)

Comentários gerais non-sense com o evento mas que eu quero muito falar:

Primeira vez que eu cubro um evento na condição de blogueiro. Foi muito engraçado escrever “pomoti.com” no crachá, mas de certa forma me fez me sentir diferente. hehe

Blogueiro já não é uma dos hobbys profissões mais fáceis, estudante universitário então…. tive que matar a aula de estatística e filosofia para comparecer, mas valeu a pena! (é..não foi um sacrifício tãão grande, haha.)