19/12/2008 | Tags:frans cafe, google, inovação, modelo de negocios, novas ferramentas, vex, wi-fi | Escrito por: Stéfano Torres
Finalzinho de tarde em horário de verão é uma delícia.
Todo mundo já saiu do trabalho e ainda tá aquele sol bonito pra embalar um happy hour com a galere no barzinho da esquina, levar a namorada para tomar um sorvete ou pegar suas tralhas e ir para um café para trabalhar um pouco nos projetos pessoais com um mínimo de conforto, wi-fi (pleonasmo, eu sei) e cafeína.
Aqui em Longina Londrina são poucos os lugares que me senti tão à vontade quanto o Fran’s Café do Jardim Mall. É um lugar bonito, café gostoso e os preços são altos. Por que eu gosto de trabalhar em lugares que custam caro? Não tem mulecada nem pobre pessoas que não tem noção de comportamento. Sim, sou fresco quanto a isso. Exceção para cerveja, cuja fórmula da mais barata prevalece.
Quando comecei a vir, existia um host com o nome relativo ao café e a rua. Meio de divulgação e CRM simples e geniais, utilizado por inúmeros estabelecimentos comerciais como meio relativamente barato de agradar o cliente. Por parte do cliente, ele identificava o nome do estabelecimento onde estava e ficava online sem incômodo nenhum.
Hoje vim novamente ao meu refúgio nerd e encontrei os adesivos identificando aquela como uma Wi-Fi Zone Vex. Por estar isolado no meio da roça de uma cidade do interior, o maior diferencial do Fran’s era a vista para as atendentes de loja mais gatas da cidade e nunca havia ouvido falar do que era o Vex. Conectei à esta rede por ser a única aberta disponível com sinal relevante (duas barrinhas) e logo conheci o modelo de negócios da Vex.
Trata-se de um serviço que funciona em associação com empresas de internet, telefonia fixa e móvel. Você compra algumas horas como em uma lan house e pode acessar de qualquer hostpoint conveniado. O conveniado ganha parte do retorno sobre os acessos de seu ponto e dessa forma, pode quantificar o retorno, do que antes ele enxergava como um gasto.
Ok, idéia legal? Sim, mas é tãããão 2005 quando as pessoas achavam incrível se conectar de qualquer lugar. É definitivamente uma alternativa à clássica chupinhagem de banda dos vizinhos (a qual estou fazendo agora, mil perdões dd-wrt), mas em uma época que o conceito FREE está definitivamente em alta como um modelo de negócios rentável, o Fran’s pecou com a tentação da Vex.
POTENCIAL DESPERDIÇADO
Afora a a frustração de me ver parasitando uma net alheia, o que me surpreendeu na página inicial conectando pela Vex foi o header. Um anúncio.
Não foi somente pela minha birra contra usar flash em sites, mas o fato de que eles estavam obtendo retorno com um anúncio.
Observando o modelo de negócios de outras empresas que proporcionam serviços gratuitos com um mínimo de publicidade bem direcionada que não só não atrapalha, mas também é conveniente (hellooo, google?) vemos que esse modelo tem um bom potencial de sucesso não? (leia bilhões)
Uma proposta que muito provavelmente sera adotada pelo google é a de proporcionar um serviço wi-fi/wi-max que abrangerá o maior número possível de usuários, com mais dados sobre estes, podendo direcionar de modo mais eficiente a publicidade de acordo com o seu perfil. O sonho de todo marketero
Trata-se do mesmo motivo de tanto investirem em tecnologia móvel e inclusão digital. Quanto maior o número de locais e meios de acesso à cloud, mais eficiente ela se torna ao passo de que os usuários que à sustentam e formam passam a interagir naturalmente com ela.
POR QUE O GOOGLE É O ÚNICO COM ESSE INTUITO ?
Em primeiro lugar, não é. Há cidades que provem este serviço para seus habitantes e campus de quase todas as universidades disponibilizam uma rede sem custo algum. O São Google só é aquele que enxergou no potencial comercial disto, um modo sustentável de abrangir um número ainda maior de usuários.
Em suma, a Vex utiliza de um modelo ultrapassado que ainda irá render uns bons trocados por enquanto e em um futuro próximo, a medida que as classes populares migrarem novamente, como aconteceu das lan houses para os computadores parcelados no crediário, e ingressarem no mundo mobile como está começando a acontecer especialmente no Brasil onde o crescimento anual de usuários é surpreendente (sim, adjetivo para não ter de procurar os dados precisos, just google it).
Defendo o modelo de negócios que creio que será implantado pelo google, ou qualquer outra empresa que seja capaz disso pelo potencial que representa em termos de vantagens para a tecnologia, publicidade, economia e sustentabilidade (ainda não sei como, mas sustentabilidade tá na moda).
No caso de estabelecimentos como o Fran’s e outros que desejam obter um retorno direto sobre o serviço, creio que usar do modelo de publicidade mesmo que em baixa escala seja uma opção rentável e mais chamativa aos clientes (desde já aviso que não teremos mais NerdsOnCoffel lá), talvez terceirizando uma página com anúncios das principais promoções do shopping na página home de quem entra na rede do mesmo. Seria interessante para o usuário/cliente que iria poder achar aquelas promoções imperdíveis, e definitivamente interessante para os estabelecimentos anunciantes por um custo virtualmente irrisório.
Links de referência:


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Mas você tem que entender que essas regrinhas são na verdade feitas para o bem. Diferente das publicações com “todos direitos reservados”, você vai na verdade manter com a Creative Commons alguns poucos direitos que devem servir como forma de retribuição ao trabalho exercido.
Entenda a Creative Commons como uma substituta das licenças reservadas, no sentido de que as mesmas foram feitas com o intuito de fazerem o bem para a sociedade e acabaram se tornando um impedimento ao livre estudo e livre circulação de material cultural, e a CC vem para resgatar a intenção de socialização de conhecimento.



Nesse ponto os fabricantes do bixinhos começaram incorporar funções de hardware nos celulares justificando assim os 50 dólares que eles cobram. Essas funções vão desde Bluetooth, MP3, câmeras até a evolução natural das tecnologias utilizadas para telefonia ou comunicação por dados.


