Vex Wi-Fi Zone

19/12/2008 | Tags:, , , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Finalzinho de tarde em horário de verão é uma delícia.

Todo mundo já saiu do trabalho e ainda tá aquele sol bonito pra embalar um happy hour com a galere no barzinho da esquina, levar a namorada para tomar um sorvete ou pegar suas tralhas e ir para um café para trabalhar um pouco nos projetos pessoais com um mínimo de conforto, wi-fi (pleonasmo, eu sei) e cafeína.

Wi-Fi ZoneAqui em Longina Londrina são poucos os lugares que me senti tão à vontade quanto o Fran’s Café do Jardim Mall. É um lugar bonito, café gostoso e os preços são altos. Por que eu gosto de trabalhar em lugares que custam caro? Não tem mulecada nem pobre pessoas que não tem noção de comportamento. Sim, sou fresco quanto a isso. Exceção para cerveja, cuja fórmula da mais barata prevalece.

Quando comecei a vir, existia um host com o nome relativo ao café e a rua. Meio de divulgação e CRM simples e geniais, utilizado por inúmeros estabelecimentos comerciais como meio relativamente barato de agradar o cliente. Por parte do cliente, ele identificava o nome do estabelecimento onde estava e ficava online sem incômodo nenhum.

Hoje vim novamente ao meu refúgio nerd e encontrei os adesivos identificando aquela como uma Wi-Fi Zone Vex. Por estar isolado no meio da roça de uma cidade do interior, o maior diferencial do Fran’s era a vista para as atendentes de loja mais gatas da cidade e nunca havia ouvido falar do que era o Vex. Conectei à esta rede por ser a única aberta disponível com sinal relevante (duas barrinhas) e logo conheci o modelo de negócios da Vex.

Trata-se de um serviço que funciona em associação com empresas de internet, telefonia fixa e móvel. Você compra algumas horas como em uma lan house e pode acessar de qualquer hostpoint conveniado. O conveniado ganha parte do retorno sobre os acessos de seu ponto e dessa forma, pode quantificar o retorno, do que antes ele enxergava como um gasto.

Ok, idéia legal? Sim, mas é tãããão 2005 quando as pessoas achavam incrível se conectar de qualquer lugar. É definitivamente uma alternativa à clássica chupinhagem de banda dos vizinhos (a qual estou fazendo agora, mil perdões dd-wrt), mas em uma época que o conceito FREE está definitivamente em alta como um modelo de negócios rentável, o Fran’s pecou com a tentação da Vex.

POTENCIAL DESPERDIÇADO

Afora a a frustração de me ver parasitando uma net alheia, o que me surpreendeu na página inicial conectando pela Vex foi o header. Um anúncio.
Não foi somente pela minha birra contra usar flash em sites, mas o fato de que eles estavam obtendo retorno com um anúncio.
Observando o modelo de negócios de outras empresas que proporcionam serviços gratuitos com um mínimo de publicidade bem direcionada que não só não atrapalha, mas também é conveniente (hellooo, google?) vemos que esse modelo tem um bom potencial de sucesso não? (leia bilhões)

Uma proposta que muito provavelmente sera adotada pelo google é a de proporcionar um serviço wi-fi/wi-max que abrangerá o maior número possível de usuários, com mais dados sobre estes, podendo direcionar de modo mais eficiente a publicidade de acordo com o seu perfil. O sonho de todo marketero :)

Trata-se do mesmo motivo de tanto investirem em tecnologia móvel e inclusão digital. Quanto maior o número de locais e meios de acesso à cloud, mais eficiente ela se torna ao passo de que os usuários que à sustentam e formam passam a interagir naturalmente com ela.

POR QUE O GOOGLE É O ÚNICO COM ESSE INTUITO ?

Em primeiro lugar, não é. Há cidades que provem este serviço para seus habitantes e campus de quase todas as universidades disponibilizam uma rede sem custo algum. O São Google só é aquele que enxergou no potencial comercial disto, um modo sustentável de abrangir um número ainda maior de usuários.

Em suma, a Vex utiliza de um modelo ultrapassado que ainda irá render uns bons trocados por enquanto e em um futuro próximo, a medida que as classes populares migrarem novamente, como aconteceu das lan houses para os computadores parcelados no crediário, e ingressarem no mundo mobile como está começando a acontecer especialmente no Brasil onde o crescimento anual de usuários é surpreendente (sim, adjetivo para não ter de procurar os dados precisos, just google it).

Defendo o modelo de negócios que creio que será implantado pelo google, ou qualquer outra empresa que seja capaz disso pelo potencial que representa em termos de vantagens para a tecnologia, publicidade, economia e sustentabilidade (ainda não sei como, mas sustentabilidade tá na moda).

No caso de estabelecimentos como o Fran’s e outros que desejam obter um retorno direto sobre o serviço, creio que usar do modelo de publicidade mesmo que em baixa escala seja uma opção rentável e mais chamativa aos clientes (desde já aviso que não teremos mais NerdsOnCoffel lá), talvez terceirizando uma página com anúncios das principais promoções do shopping na página home de quem entra na rede do mesmo. Seria interessante para o usuário/cliente que iria poder achar aquelas promoções imperdíveis, e definitivamente interessante para os estabelecimentos anunciantes por um custo virtualmente irrisório.

Links de referência:

Infoblogs
s2.com.br



If we can’t live together, we will all die on Twitter

23/4/2008 | Tags:, , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

A proposta aqui é apresentar as novas ferramentas, idéias e conceitos que surgem para tornar nosso trabalho mais eficiente (menos trabalhoso) e nossa diversão mais agradável. Acontece que deixei passar um desses “martelos” e não apresentei para meus raros então preciosos leitores.

Agora o Twitter dispensa apresentações, uma vez que saiu hoje mesmo na Folha.

Acontece que minha motivação para escrever sobre ele só agora não é essa dele estar pop. Acompanhe:

Na semana passada os amigos de um fotografo/manifestante conseguiram soltar o cara da cadeia após verem em seu Twitter a ultima coisa que ele conseguiu escrever antes de ser preso: “Arrested”.

Ontem o prédio ainda não tinha parado de tremer por conta do terremoto mas lá já existia uma cobertura em primeira mão, #terremotoSP, que nenhum portal chegou perto de ter.

Ótimo! Twitter é a salvação para todos os problemas! Não…

Quer dizer que a policia vem para te prender e o que você faz? Twitter. O prédio só está balançando e? Twitter.

Qual será a explicação para isso? O que nos faz compartilhar nossos momentos por mais “finais” que eles sejam?

Lendo um post do Luli — “Live together, die alone” — encontrei o trecho do livro de Aldous Huxley, As portas da percepção[bb] que descreve muito bem o que é o Twitter.

“Vivemos juntos, e agimos e reagimos uns aos outros; mas sempre e em todas as circunstâncias, estamos por conta própria. Os mártires vão de mãos dadas para a arena; são crucificados sós. Abraçados, os amantes tentam desesperadamente fundir suas êxtases insuladas em uma só auto-superação; em vão. Por sua própria natureza, cada pessoa é amaldiçoada a sofrer e gozar em solitude.

Sensações, sentimentos, insights, imaginações — todos são privativos e, exceto através de símbolos e em segunda mão, incomunicáveis. Podemos acumular informações sobre experiências, mas nunca as experiências em si.

Da família à nação, cada grupo humano é uma sociedade de universos insulares”

O que vocês acham? Assim como o Twitter, Wikipedia, Blogosfera, Orkut(s) e MSN(s) são uma tentativa desesperada de fundir experiencias?



Wallpaper é com Wallpapr

3/3/2008 | Tags:, , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Já faz um tempo que fiz algumas modificações no Wallpapr (o ótimo sistema de busca de papéis de parede legais), criado pelo Marco Gomes. Mas eu ainda não havia comentado nada por aqui.

O sistema busca em grupos do Flickr que são específicos para wallpapers. Tecnicamente falando: utilizando a API em JSON[bb].

Fica ai a dica então para quem quer deixar o desktop mais elegante: Wallpapr.



Aplicação simples com Sinatra

13/2/2008 | Tags:, , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

* Esse artigo é baseado em Sinatra Tutorial. A good starting point por Ari Lerner. Você pode encontrar outras informações no RubyForge (Sinatra)

Sinatra é um framework para linguagem Ruby extremamente leve. Ele roda tendo como base o servidor Mongrel, servindo com muita rapidez as requisições.

Por não ter a extensa biblioteca de “helpers” que o Rails[bb] tem e também por não seguir a linha MVC de Rails e Merb, o seu uso não é indicado em grandes aplicações.

Com foco em Web Services e pequenos aplicativos, Sinatra é uma ótima solução para rodar pequenas aplicações desenvolvidas em Ruby com muita eficiência.

O propósito do artigo é ser um guia de inicio para quem quer aprender mais sobre o framework, para isso vamos desenvolver um pequeno “own-microblog”…

(mais…)



Entendendo a Creative Commons

11/2/2008 | Tags:, , , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Até hoje eu nunca havia entendido muito bem as diferentes “licenças livres” que são usadas em softwares ou em conteúdos diversos (filmes, livros, música…). Sempre soube que elas eram feitas para assegurar certos direitos e liberdades ao autor e a quem obter uma copia do trabalho, mas nunca havia tomado nota da importância de estudar uma licença dessas antes de utiliza-la.

Pessoalmente eu adoro a iniciativa Creative Commons e antes de estuda-la e pesquisar também sobre outras licenças, pensava em usa-la para todos projetos abertos que eu desenvolvesse. Tanto que a utilizei no projeto do leitor de tela para deficientes que utiliza o mouse :) . Porém após conhece-la melhor, vi que para certos tipos de trabalhos – como softwares – ela não é eficiente.

Creative Commons

Creative Commons 1Assim como qualquer outro documento para licenciamento (livre ou não), o Creative Commons é um conjunto de termos para proteger o seu trabalho de ser “roubado”. Ou seja sua natureza legal é aplicar certas condições – restrições – na utilização/distribuição/modificação de qualquer trabalho para que alguns direitos do autor sejam mantidos.

A Creative Commons não serve como licença de programas de código aberto (opensource) – pois não existem termos que obriguem a distribuição do código fonte – porem pode ser utilizada como uma forma de publicar software livre sim.

Como assim, software livre, opensource, código aberto, qual a diferença?

Pense em algo totalmente diferente de programas de computador, ahm, tortas!
Em uma torta, se você publica-la utilizando a Creative Commons sob Atribuição significaria para você:
Fazer a torta e passa-la pra frente com a licença CC.

E para quem pega-la:
Creative Commons 2Come-la, estuda-la, colocar chantilly e se for dar para outra pessoa falar quem foi que fez ela. Não sendo necessário publicar, distribuir ou redistribuir a receita da torta.

Essa seria uma torta livre, mas não de código aberto. Sacou?

(Além disso alguns países obrigam o distribuidor de software manter certos termos de garantia no produto, o que não é abrangido pela CC.)

Dentro do conjunto de regras da Creative Commons existem 4 termos que combinados formam as 6 licenças CC.
Esses termos são: Atribuição, Uso Não Comercial, Não à Obras Derivadas, Compartilhamento pela mesma Licença.

Creative Commons 3

Suas combinações formam as diferentes licenças CC:

  • Atribuição: é a forma simples da CC – ela obriga quem utilizar (exibir, modificar, estudar…) a obra a manter os créditos originais do autor.
  • Atribuição + Compartilhamento pela mesma Licença: ela incorpora o primeiro termo e adiciona a obrigatoriedade de compartilhar obras derivadas utilizando a mesma licença que a obra original utilizava.
  • Atribuição + Não à Obras Derivadas: você obriga que não será permitido utilizar (exibir, modificar, estudar…) nenhuma obra derivada de seu trabalho.
  • Atribuição + Uso Não Comercial: você proíbe a possibilidade de uso comercial tanto da obra original quanto obras derivadas.
  • Atribuição + Uso Não Comercial + Compartilhamento pela mesma Licença: somente poderá ser feito algo com a obra desde que não seja feito uso comercial e também seja utilizada a mesma licença para obras derivadas.
  • Atribuição + Uso Não Comercial + Não à Obras Derivadas: o trabalho não poderá ser utilizado de forma comercial e também não poderão ser feitos trabalhos derivados.

Creative Commons 4Ao invés de dar destaques em termos como “permitir, dão liberdade” e afins, negritei palavras como “obrigam, limitam” justamente para deixar claro que licenciando um trabalho na CC você de forma alguma está abdicando de todos direitos sobre o trabalho. Assim como (e mais importante) você não está dando TOTAL liberdade a quem adquirir uma copia da obra. Na verdade você está de qualquer forma e em qualquer licença tirando a liberdade de livre utilização – impondo algumas regrinhas.

Creative Commons 5Mas você tem que entender que essas regrinhas são na verdade feitas para o bem. Diferente das publicações com “todos direitos reservados”, você vai na verdade manter com a Creative Commons alguns poucos direitos que devem servir como forma de retribuição ao trabalho exercido.

Se o intuito é dar todas liberdades para quem adquirir uma copia do trabalho você pode deixar claro que quer utilizar as regras aplicadas ao Domínio Público ou ainda distribuir a obra nos termos da WTFPL (sigla para Do What The Fuck You Want To Public License ou em português de filme liberado para menores de 14 anos: Faça o que quiser).

Creative Commons 6Entenda a Creative Commons como uma substituta das licenças reservadas, no sentido de que as mesmas foram feitas com o intuito de fazerem o bem para a sociedade e acabaram se tornando um impedimento ao livre estudo e livre circulação de material cultural, e a CC vem para resgatar a intenção de socialização de conhecimento.

Creative Commons 7

Esse material é uma tradução e coletânea de informações com a adição do pensamento do autor. De nenhuma forma isso substitui as licenças originais em Inglês ou tenta fazer um entendimento diferente delas.

As tiras foram feitas originamente por Neeru Paharia. As ilustrações originais são de Ryan Junell, e as fotos de Matt Haughey. Legendas foram traduzidas por mim – Dirceu Júnior. Originais em: http://wiki.creativecommons.org/Howitworks_Comic1

Saiba Mais sobre outras licenças de conteúdo e software:

Esse artigo faz parte de uma série de outros dois artigos explicando as características de algumas licenças de livre circulação de material cultural, de código aberto e de software livre.
Veja mais:
Entendendo a Licença MIT
Entendendo a GPL (GNU General Public License)



Knol pelo menos aqui já gerou conteúdo não Wikipédiano

23/12/2007 | Tags:, , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Bom! Finalmente isso está parecendo um “pomo” de discórdia. Tudo por causa da ferramenta de publicação que está sendo desenvolvida pelo Google conhecida até agora como Knol e por esse artigo levantando o assunto.

Lendo e relendo por ai cheguei a concordar com o que o Rafael Lima disse sobre “informações similares a Wikipédia“, realmente independente da tecnologia as informações serão similares. Mas não serão identicas.

Concordo com Ambos Todos que o foco do Google é publicidade e que uma parceria Google-Wikimedia é legal em pensar (apesar de sinceramente achar difícil).

Porém, discordo:
Achar que o Knol vai ser um problema no que diz a “lixo de conteúdo” e aquecimento global é dar muitos poderes ao Google, Rafael. Por que só levantar bandeira contra o Knol e não também contra as diversas ferramentas de publicação já existentes hoje? Pelo foco em publicidade que o Knol terá? Olhe os blogs e portais de conteúdo, estão cheios de anúncios também.

Ainda na questão de “não importar a tecnologia, conteúdo será igual ou similar” qual o motivo de existirem as diferentes formas de publicação de hoje, se poderia tudo ser publicado no mesmo local?
A resposta é que não pode!

Não se importar com a tecnologia e sim só com o conteúdo é muito bonito e legal, mas atente para uma palavra: . Conteúdo ou tecnologia por si só não importam, e sim a união de ambos.

É por isso que existem outras formas de publicação. Para diferentes conteúdos e focos, diferentes tecnológicas são necessárias.

E Stéfano (@tefo), realmente Google Account por ser mais usado que o CPF já é mais importante nos dias de hoje sim.

Mas também discordando de você, amigo, com carinho suficiente para manter essa discussão saudavel:
Você tem certeza que de qualquer forma criaremos conteúdos similares ao que já existe na Wikipédia?

Volto a repetir: Publicações pessoais são diferentes de enciclopédias. Trabalhos científicos extremamente técnicos e outros tipos de conteúdos como por exemplo dicionários fogem ao foco da Wikipédia tanto que a própria Wikimedia se preocupa em criar formas melhores para os usuários armazenar distintos tipos de material: Wiktionary (dicionário), WikiBooks (wiki-livros), Wikisource (biblioteca de livros prontos – não wiki-livros), Wikinews (Noticias), Wikiversity (conhecimento técnico), Wikispecies (diretório de espécies), Wikicommons (mídia) e outros portais de conteúdo especifico.


Tem ainda a questão da corrida por “Knows” para gerar receita com publicidade. Lógico que para ter conclusões sobre esse assunto, é necessário saber como serão retornados os resultados da busca do Google. Se o Google tratar os “Knows” como qualquer outro endereço, posicionando na busca pelos mesmo algoritmos, qual o problema? Não haverá diferença nenhuma entre as atuais ferramentas de publicação existentes.

Assim sendo, o Knol pode ser encarado como uma forma melhor de armazenar certo tipo de material. E não como um monstro, destruidor dos 5 cantos da terra como estão encarando.



Microsoft Volta: balela

19/12/2007 | Tags:, , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Balela aqui é uma referencia a um blog do Manoel Netto que tem como título “seu repositório de boatos virtuais e outras pragas” (blog Balela), nesse artigo eu vou explicar por que na minha opinião o Volta da Microsoft é pura balela.

Microsoft Volta[bb]Ele causa impressão errada sobre o que realmente é, propositalmente. Em diversos blogs (como por exemplo no Virtual Dreams) ele é anunciado como a solução para todos problemas. Segundo os blogs que noticiaram sobre o assunto, o desenvolvedor que usar o Volta conseguira nada menos que: “uma aplicação Cross-browser, Multi-camada, Sem dependência de plugins de qualquer gênero, Rodando no cliente ou no servidor, Com AJA* (chamadas assíncronas), Com user controls, Com gráficos e animações, Com 3D e Tudo em DHTML!”.

Vamos inverter a ordem dos itens para facilitar o entendimento da enganação

Tudo em DHTML! (HTML+JavaScript)

Ah! A grande balela. O que torna todas características não explicitamente indicadas como não balela abaixo, cegas.

Cross-browser

Para ser cross-browser a aplicação precisa usar os recursos já presentes nos grandes navegadores e conseguir distinguir qual navegador está fazendo a requisição para enviar a resposta com ajustes para cada incompatibilidade. Nenhum problema, seja diferenças de renderizar CSS ou processar JavaScript isso é possível de contornar de forma fácil. O que melhora usando um framework como o Volta é que ele vai lidar com essa característica sozinho, tirando a preocupação do desenvolvedor. Ok, isso é bom, então vamos deixar isto como não balela (por enquanto).

Multi-camada

As aplicações .NET[bb] são realmente divididas em camadas. Algo como um MVC que eles não chamam disso, mesmo tendo a camada de dados (model), camada de apresentação (view) e camada de negócios (control). Outra não balela então, ok?

Com gráficos e animações, Com 3D

Ok, vemos isso na web todos dias seja em Flash[bb], Silverlight ou Applet Java. Mas o Volta promete isso sem o uso de nenhum plugin. Só com DHTML e isso é o grande problema, como já dito é a grande balela. Não é possível usar JavaScript de forma eficiente para isso, saiba por que no próximo item.

Sem dependência de plugins de qualquer gênero

Isso é pra deixar claro que não será necessário ter instalado um Silverlight, Flash ou qualquer tipo de recurso fora do navegador. Reforçando que DHTML basta. Quer dizer que o Volta converte a aplicação para JavaScript. Mais especificamente ele detecta se o usuário possui algum CLR (tipo Silverlight) instalado e caso não tenha, retorna a aplicação em JavaScript. Realmente rodando em DHTML. O grande problema é que JavaScript além de não ter certas permissões no sistema que o Flash ou Silverlight possuem, ele não possui performance para rodar a mesma aplicação desenvolvida para Silverlight (ou Flash) com gráficos e animações 3D, JavaScript não feito pra isso!

Rodando no cliente ou no servidor, Com Ajax[bb] (chamadas assíncronas), Com user controls

Novamente eles adoram encher lingüiça e citar como se fosse uma grande evolução características já existentes em aplicações e frameworks há tempos.


Se você quer sentir na pele a impossibilidade de fazer aplicações com as características citadas, salve o que estiver fazendo e tente abrir um dos exemplos: http://labs.live.com/volta/samples.aspx. Sinta na pele que não é possível rodar bem algo muito complexo em JavaScript.

E mesmo que no site do projeto eles dizerem que realmente não roda rápido por que não foram feitas otimizações no código para rodar em JavaScript, pode ter certeza que por mais que seja otimizada a parte do Volta com o JavaScript não será possível ser feito algo como o prometido, simplesmente porque JavaScript não foi feito paraisso.

Só será possível se por parte de quem desenvolve o JavaScript for lançada uma nova versão com características de desempenho melhor para aplicações visuais (3D). Coisa que demora e tem que ser bem discutida por todos fabricantes de navegadores.

Pela falsa promessa da Microsoft de prover uma maneira fácil dos desenvolvedores fazerem tudo isso somente com DHTML e usando a plataforma .NET, o Volta é uma balela!



Knol vs. Wiki

17/12/2007 | Tags:, , , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Acabei de ler no Google Discovery sobre o Knol (não vou explicar o que é, simplesmente clique aqui ) e é uma proposta realmente interessante e que nos faz sonhar.

Knol

Até onde isso iria? (sim, eu quero que você clique no link original para entender o post )

O potencial seria ótimo mas me fez pensar se seria necessário.

O seguinte comentário me deixou perturbado:

Realmente é “quase” uma Wikipédia mas “social”. Muito interessante mesmo!

E a wikipédia seria o que?

Não acho que seria vantagem para ninguém uma competição para ver quem seria o “melhor”.

Cada um é o melhor em sua área.

Publicidade no caso do Google, e conteúdo no caso da wikipédia.
Uma competição tenderia a descentralizar o conhecimento, haveriam dúvidas tais como:

-Vou postar essa página no Knol ou na Wiki?
-Onde que tem a informação mais “confiável” e “válida”?
-Qual é o mais completo?

A wikipédia conseguiu se consolidar e chegar no patamar de “a mais completa enciclopédia do mundo” sem quaisquer fundos senão as doações.

Se o Google disponibilizasse as ferramentas criadas para o Knol à Wikipédia, com um simples “Supplied by Google” no canto da tela, sem qualquer Ad-sense, lucraria tanto quanto senão mais.

Imaginem o potencial da Wikipédia se fosse patrocinada pela Google.

$$$$$ + comunidade = usuário feliz

Por que devemos Reinventar a roda se hoje poderíamos faze-la girar mais rápido?



Proposta: Novo modelo de leitor de tela

11/12/2007 | Tags:, , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

A proposta é usar coordenadas sonoras para representar a posição do cursor na tela, sendo que a diferenciação estereofônica pode ser usada para representar o eixo horizontal, a diferenciação entre grave e agudo pode representar o eixo vertical e elementos como beeps e chiados podem ser usados para diferenciar sobre qual elemento o cursor está em cima. Ainda, o modelo atual de leitor de tela pode ser reutilizado para quando o usuário manter o cursor sobre um elemento de texto ou que possuir representação textual por certo período.

Segue abaixo a introdução de um trabalho apresentado na disciplina de Introdução a Ciência da Computação do curso de computação na Universidade Estadual de Londrina (UEL) pelos alunos: Caesar Zama Altran, José Roque Betiol Júnior, Dirceu Pauka Júnior.

O Design de Interação vem para melhorar a relação homem – máquina, estudando para criar produtos que de maneira fácil e rápida, qualquer pessoa possa utilizar. A acessibilidade é um dos principais focos desse assunto, pois como melhorar a relação de uma pessoa com dificuldade, seja ela temporária ou fixa, com produtos que estão ao alcance de todos.

O foco no trabalho é detalhar alguns problemas de acessibilidade nos dispositivos usuais de entrada e saída de informações dos computadores. Problemas encontrados por pessoas com necessidades especiais, principalmente usuários com deficiência visual, que não conseguem utilizar do mesmo meio – e melhor até agora – de representação visual das pessoas com boa visão, o monitor.

Usuários com algum tipo de deficiência visual ficam prejudicados na utilização de interfaces gráficas. Mesmo possuindo diversas ferramentas que permitem a interação humano-computador para esses usuários, a velocidade de uso não é satisfatória e as dificuldades são diversas.

Para os DVs uma opção que possibilita um pouco mais de agilidade é o uso de sinais sonoros/leitura de tela. Através do som pode-se mandar informações para que o usuário saiba de forma rápida o que está fazendo. Existem hoje alguns leitores de tela que usam o som para interagir, mas eles não conseguem atender a todas necessidades de um deficiente devido ao fato que diversos softwares e principalmente a Internet não atendem a padrões mínimos necessários para que os leitores de tela tenham boa eficiência (guidelines de acessibilidade da W3C – World Wide Web Consortium).

Em todos leitores de tela atuais o meio que o usuário usa para interagir com a maquina é o teclado, através de algumas combinações de teclas que fazem o software passar por cada elemento de uma página Web. Devido porém ao problema de padronização já citado, essa leitura se torna ineficiente (lenta).

Pensando nessa dificuldade o trabalho apresenta uma proposta de um novo tipo de leitor de tela. Um leitor onde o usuário DV pode utilizar do mouse e mesmo sem enxergar consegue saber a localização do cursor e a existência
de elementos de software (input, checkbox, botões, ícones, imagens e outros) através de coordenadas sonoras.

Pelo intuito de estudo em uma área que vai além do desenvolvimento técnico computacional, pode-se dizer que o projeto adentra áreas de pesquisa sociais e psicológicas, tendo como objetivo auxiliar na inclusão social e digital possibilitando a participação de todos na geração de riqueza nacional.

Com propósito de realmente auxiliar na inclusão social e digital como dito no último parágrafo o trabalho está sendo divulgado através desse meio sob esta licença: Creative Commons que de forma resumida diz que você pode copiar, alterar, distribuir e até usa-la comercialmente desde que mantenha os créditos originais dos autores.

Download do trabalho e protótipo

Para manter o crédito sobre reprodução por favor incluir em qualquer publicação e obra derivada o link para esse artigo de meu blog (link: http://pomoti.com/proposta-novo-modelo-de-leitor-de-tela).

Para contato utilizar o seguinte e-mail:
e-mail: dirceuu no gmail.com



O mundo já está dentro do bolso (dos bolsos)

28/11/2007 | Tags:, , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

A imagem cômica de alguem abrindo um pequeno aparelho até ele ficar do tamanho de um orelhão já se tornou realidade a muito tempo, porém o sentido da palavra abrir é o que faz toda diferença. Em vez de imaginar o desdobramento físico do equipamento, entenda que essa abertura se dá pelas suas possibilidades de uso.

Para exemplificar e começar tornar tudo mais divertido, pense em um celular: em um certo ponto a produção de aparelhos celulares com capacidade de processamento relativamente boa passou a ser tão barata que não justificaria mais cobrar por algo tão simples. Gadget do capitão Jack Nesse ponto os fabricantes do bixinhos começaram incorporar funções de hardware nos celulares justificando assim os 50 dólares que eles cobram. Essas funções vão desde Bluetooth, MP3, câmeras até a evolução natural das tecnologias utilizadas para telefonia ou comunicação por dados.

O amontoado de capacidades diferentes dentro de um único aparelho significou um grande aumento nas possibilidades de uso, e a melhora na capacidade de processamento fez com que a limitação dos celulares hoje passasse a ser o tamanho da tela e não mais o tamanho da memória.

Tanto é verdade que analisando superficialmente o iPhone vê-se que o seu único diferencial mesmo é a telona. O que ele faz que um V3zão não faz? Wi-fi… Mas não é difícil para chinês nenhum colocar Wi-fi dentro do mesmo corpo do V3! Software… não acho que seja impossível rodar aquele MacOSX dentro de um V3! Vocês verão, um dia até uma pilha vai conseguir rodar um MacOSX hackeado…

A função celular mesmo é a menos importante e vai se tornar menos e menos a cada dia, com a ampliação da cobertura de Wi-fi pelas cidades (ou WiMax para áreas mais afastadas) e a possibilidade de uso de softwares de VoIP ou IMs.

Onde quero chegar: O mundo já está nas nossas mãos, não precisamos de tantos aparelhos de foco especifico!

Na verdade aparelhos com foco especifico tendem a morrer. Eu já não gosto do meu celular (pois tem poucas funções), não gosto do iPod (porque ele é só um iPod) e nem brinco tanto como poderia com meu Video-Game porque não tem nenhuma rede Wi-fi por perto com a qual ele poderia se conectar. Muitos equipamentos de foco especifico você também já deve morrer de raiva, não? Se nem eu nem você gostamos de tantos Junkie-Techs, eles irão acabar!

Kindle E-book[bb]
créditos pela foto

O que me motiva escrever sobre isso são as diversas opiniões sobre o Kindle – leitor de livros eletrônico – que estão sendo publicadas de montes na Web. Como disse Jeff Bezos no blog 37Signals [Kindle ignites the flames]: “Todos estão falando de como o Kindle é péssimo, mas poucos realmente colocaram suas mãos em um”.

Minha opinião não é especifica sobre o Kindle (mas inclui ele): aparelhos portáteis de foco especifico vão morrer e os que nasceram hoje já nasceram mortos.

Além do já articulado acima (sobre os celulares e a dobradinha iPhone/iTouch) reforço essa opinião apelando duplamente para o bolso do leitor: Você prefere comprar/carregar 5 aparelhos (MP3, Celular, Câmera Digital, E-book, Palm) ou somente um que agrega bem todas todas as funções?

Será que pedir para comentar é carência de blogueiro excessiva?

Comente esse artigo. Me diga se você prefere mesmo somente 1 aparelho “faz-tudo” ou curte carregar Mp3/Celular/Câmera/VG Portátil/Palm nos 10 bolsos de sua jaqueta High-Tech…