glTail – Visualização de Log

26/12/2008 | Tags:, , , , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

glTail é um visualizador de logs escrito em Ruby. Os gráficos são gerados com a biblioteca ruby-opengl e a física das partículas é feita com Chipmunk, uma lib para desenvolvimento de física em games que possui ótima integração com Ruby.

Com ele é possível ter acesso a estatísticas em tempo real de vários serviços como Apache, Nginx, MySQL, Squid e aplicações Merb/Rails.

Tudo que você precisa para utilizar é instalar a gem (sudo gem install gltail) e alterar o arquivo de configuração para os dados de SSH e caminho de arquivos do seu servidor.

O amigo @evertonfraga testou a ferramenta com o log do Nginx no We heart it e mandou o vídeo pro Qik, vejam que legal que é:



Base de dados em disco de estado sólido

18/11/2008 | Tags:, , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Os discos de estado sólido ainda estão absurdamente caros (beirando os 4 dólares), mas investir em colocar sua base de dados em um disco desses pode valer a pena desde já.

Em base de dados a largura de banda, apesar de ser importante não chega ao nível de importância que o tempo de busca tem. E dispositivos de armazenamento de estado sólido possuem praticamente zero de tempo de busca.

Outro dia essa idéia me veio a cabeça e eu achei essa comparação: More Details on MySQL & SSD drive performance, agora fiquei animado ao ver um case no HighScalability onde a empresa de games online “EVE Online” utiliza SSD em seus servidores SQL Server. Abaixo um paragrafo do case:

Cluster de base de dados – Essa é a camada persistente da EVE Online. Os nós do cluster usam bastante a base de dados, então claro que quase tudo que se fazer com o game está aqui. Graças aos discos de estado sólido a base de dados consegue lidar com uma quantidade enorme de I/O tranqüilamente.

Como é possível ver nos gráficos desse artigo a diferença é realmente absurda.

Para reforçar que para aumentar performance na base de dados pode valer a pena o investimento em um SDD, leia o artigo do Marcos Tapajós sobre CouchDB – Databases don’t scale. YET! – ele deixa bem claro que o maior problema de escalabilidade é base de dados e mostra o CouchDB, promissor projeto da incubadora da Apache.



Espancando um Web Server com Ruby

19/10/2008 | Tags:, , , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Eu resolvi fazer alguns testes com Threads e Timeouts no Ruby hoje e para tal resolvi lidar com algo real: chamadas a APIs.

Problema

O problema todo da escalabilidade acontece por um simples motivo: uma chamada que demora para responder gera uma bola de neve no sistema. E esse problema da bola de neve se repete em várias partes do sistema todo. É isso que ocorre com as querys longas no MySQL ou upload de arquivo que trava uma instância do servidor e deixa todas próximas requisições lentas.

Por isso que é muito mais importante diminuir o tempo das querys longas no MySQL do que qualquer outra coisa. Você provavelmente consegue tirar mais tempo das querys mais longas, certo? Pense no lance de proporção, certo?

Problemas em escalar leitura em MySQL são comuns e por isso as soluções são amplamente conhecidas. Apesar de existir lock para leitura e outras características que machucam muito o trabalho de quem tem que escalar base de dados relacionais, caras como o Flickr fazem um bom uso do MySQL até hoje (sempre com ajuda de cache, lembre-se disso).

Mas e se a fonte de dados da aplicação é algo muito mais lento que um MySQL? E se a fonte de dados é digamos um WebService? Ou no pior dos casos: Web Scraping?

Um WebService ou uma API RESTfull não tem latência controlada como uma query rodando no MySQL local (ou em um cluster de) pode ter. Para começar a falar sobre WebServices eu penso logo em 200ms de latência só para atingir o servidor. E acredite, na maioria das vezes isso é pouco e de qualquer forma é o tempo de resposta que uma query comum no MySQL deve levar.

Além da lentidão você tem que pensar que a coisa toda pode não funcionar. Você pode fazer a requisição HTTP e ela não voltar. É da natureza do HTTP não retornar algumas requisições.

Agora você pensa em centenas de requisições entrando na fila a cada segundo em um sistema que busca os dados em uma API de tempo de resposta médio de 2 segundos. Esqueça a moleza do MySQL. 2 segundos aqui (no meu exemplo de API) é o tempo de resposta mínimo! Ferrou.

Eu já passei por isso. A maneira básica de lidar é cache. Você sabe. Todo mundo sabe…

Mas ainda acontece que as requisições são muito lentas! Muito! O cache não pode ser para sempre e as vezes acontecem coisas que lhe obrigam a limpar todo o cache.

Não importa quantos processos Ruby você abrir (ou quantas requisições/segundo seu Apache sirva em uma maquina de 16 bits), sua aplicação não escala e a culpa é da sua fonte de dados que para piorar é externa e você não pode fazer nada.

Solução

Eu estou planejando cortar muito processos Ruby de uma aplicação em Merb que bate 2MM req/dia com uma solução parecida com a experiência de hoje (que alias se encontra no final do post).

Por enquanto, para manter o serviço no ar a solução foi usar o que havia de melhor na infra: Nginx, Memcached e Thin. Ainda assim eu preciso de 75 instancias do Thin para que tudo funcione (lembre-se: cache não é eterno e requisições sem cache são extremamente lentas).

Como irei mudar o cenário? Quase da mesma forma como espanquei um WebServer a poucas horas com somente um processo Ruby aberto e muito menos banda do que um VPS costuma ter… “Threads”.

Usei Threads de Ruby aqui para a experiência que vou passar, mas para produção recomendo o uso de bibliotecas que irão gerenciar o trabalho. Nanite leva a carga de conhecimento em engenharia que a EngineYard possui, e apesar de não ter uma solução baseada especificamente na questão de threads pode servir para distribuir instâncias do servidor entre várias maquinas numa rede local (lógico que não é – e nem pretende ser – uma implementação do MapReduce). Ainda preciso fazer um bom teste com Nanite e conhecer soluções como NeverBlock. De qualquer forma, essas são boas soluções para o problema de escalabilidade. Pode confiar :)

Abaixo o código (experimental) que derrubou um IIS (inclusive expondo pedaços da aplicação). Ele mostra como eu usei o máximo da banda disponível para fazer tantas requisições em um servidor remoto até ele cair. Isso com somente um processo Ruby.

Em casos comuns o gargalo seria do script Ruby que faz as requisições no outro servidor, no caso desse script eu tranformei o gargalo em banda e na capacidade do outro servidor de me responder. Situação bem melhor do que gargalo na requisição em si.

Ouvi dizer que essa não é a maneira mais fácil de lidar com o problema, certamente no Ruby NeverBlock é uma solução legal. Como eu disse, preciso olhar com atenção.

Boa parte do código serve para estimar o tempo necessário para conclusão da tarefa e para exibir quanto tempo cada Thread está levando.
O ideal é achar um bom número para colocar no método join da Thread. Tente deixar esse número um pouco acima do tempo médio que o servidor remoto (ou serviço externo) responda tranquilo suas requisições sem cair no mesmo problema de bola de neve. O grande segredo do código está nesse valor e você precisa ajustar ele para sua realidade.

Notas da brincadeira:

  • Prefira utilizar Ruby 1.8.6. A documentação do 1.8.7 não está muito real. Principalmente com bibliotecas, onde enfrentei um probleminha com as classes Date e Time no 1.8.7.
  • Cuidado com comparação de Floats (principalmente se tratando de datas), Floats são números muito mais complexos do que parecem.
  • Hadoop