6/3/2008 | Tags: alienação, bom senso, flexibilidade, mudanças, proposta | Escrito por: Stéfano Torres
Voltamos no tempo e não me avisaram?
Hoje participei de uma aula só para assistir um debate sobre relações de trabalho - também achei que seria massante, mas um bom discordiano não dispensa um debate :).
O livro discutido foi Chega de Oba-Oba! e defendia a divisão do trabalho da vida social.
A autora condena o espírito de equipe porque este leva os funcionários a pensar que outra pessoa vai fazer o trabalho deles. Para ela, a confusão entre vida pessoal e trabalho provocada pela mentalidade americana é a principal causa da onda de estresse mundo afora; a razão de viver das pessoas não está no âmbito do trabalho. Planeta News
Realmente temos que saber o qual o nosso papel no grupo. Mas sou totalmente contrário à idéia de que o ambiente de trabalho deve ser algo onde dedicamos nosso tempo a algo mecânico e que não devemos torna-lo algo pessoal. Se eu passo 8 ou 12 horas por dia me dedicando ao trabalho (eu conto cada minuto desde o momento que acordo para me arrumar para o trabalho até o momento em que chego em casa), eu tenho direito de torna-lo algo pessoa. É MAIS DA METADE DO MEU TEMPO.
Se encararmos o trabalho da maneira que propõe a autora, quando nos aposentarmos tendo trabalhado uma média de 40 anos, teremos desperdiçado cerca de 15 anos de nossas vidas em troca de dinheiro. Chocante não? Pois é, algumas pessoas não acharam.
O que mais me surpreendeu nessa história toda de debate foi a visão de algumas pessoas ainda concordavam em encarar TODOS os trabalhos como uma linha de produção em série no modelo Fordista.
Não sei porque, mas a expressão “Ludismo” me veio à cabeça…
Encaro o trabalho em parte como lazer, porque ao contrário da maioria (pelo que pude perceber), eu gosto do que eu faço. Me sinto bem em prestar consultoria e ajudar uma empresa, em pesquisar assuntos para o blog e oferecer serviços de hospedagem de domínio. Ou até trabalhar aqui e ali e Barman em uma rave ou outra :).
“Bom-Senso”. Quando foi mencionado no debate imaginei que quem mencionou o tivesse. Não é que tinha?
Foi o professor. Realmente, para trabalhos no chão de fábrica não é muito aconselhável que ele pare o serviço para atender o celular, muito menos para um vendedor que está com um cliente. Mas isso depende do “bom senso” do funcionário.
A empresa nos contrata para trabalharmos X horas e nos paga para isso .
Desculpe mas não concordo, não irei contratar alguém que trabalhe 30 horas por dia para mim. Contrato alguém que me mostre resultados no fim da semana. Tendo trabalhado 3 ou 30 horas.
Para trabalhos onde se espera um conteúdo criativo, não podemos definir uma produção X, feita em Y tempo (no meu caso se define n² miligramas de Cafeína multiplicado pelo volume da música).
Eu gosto de trabalhar de madrugada, nas tardes de sábado e de preferência em um note no campus da UEL onde pega wi-fi de boa.
Geek Lifestyle.





A Apple até pode sair perdendo com modificações dos usuários. Para que você compraria um iPhone urgentemente se com poucas modificações no software de seu velho iPod você consegue visualizar rotas rodoviárias do Google Maps ou outros serviços? Ou para que você compraria um videogame da Apple hoje (algo que eu acho provável que exista um dia) se consegue rodar Doom em seu iPod de quarta geração…
Sony PSP hackeado, Nintendo Wii/DS com WiiKey, Xbox 360 e a Microsoft queimando clientes que instalem firmwares modificados. Tudo isso é estratégia de marketing para fazer comercial: “produtos piratas podem prejudicar seu videogame”. Ou você acha que os engenheiros não sabiam dessa semelhantes característica de transformar seu console em tijolo caso você tente fazer algum hack?
É isso que a Apple pretende fazer, que Sony, Nintendo e Microsoft estão fazendo em seus consoles. Eu não duvido que em breve teremos plataformas abertas de empresas que exploram as modificações feitas pelos clientes. E de algum modo transformem em receita a interação com o usuários. Resta alguma dúvida de que essa “empresa do futuro” aniquilara a engenharia fechada e os castigos oferecidos pelas empresas atuais?






