Microsoft Volta: balela

Balela aqui é uma referencia a um blog do Manoel Netto que tem como título “seu repositório de boatos virtuais e outras pragas” (blog Balela), nesse artigo eu vou explicar por que na minha opinião o Volta da Microsoft é pura balela.

Microsoft Volta[bb]Ele causa impressão errada sobre o que realmente é, propositalmente. Em diversos blogs (como por exemplo no Virtual Dreams) ele é anunciado como a solução para todos problemas. Segundo os blogs que noticiaram sobre o assunto, o desenvolvedor que usar o Volta conseguira nada menos que: “uma aplicação Cross-browser, Multi-camada, Sem dependência de plugins de qualquer gênero, Rodando no cliente ou no servidor, Com AJA* (chamadas assíncronas), Com user controls, Com gráficos e animações, Com 3D e Tudo em DHTML!”.

Vamos inverter a ordem dos itens para facilitar o entendimento da enganação

Tudo em DHTML! (HTML+JavaScript)

Ah! A grande balela. O que torna todas características não explicitamente indicadas como não balela abaixo, cegas.

Cross-browser

Para ser cross-browser a aplicação precisa usar os recursos já presentes nos grandes navegadores e conseguir distinguir qual navegador está fazendo a requisição para enviar a resposta com ajustes para cada incompatibilidade. Nenhum problema, seja diferenças de renderizar CSS ou processar JavaScript isso é possível de contornar de forma fácil. O que melhora usando um framework como o Volta é que ele vai lidar com essa característica sozinho, tirando a preocupação do desenvolvedor. Ok, isso é bom, então vamos deixar isto como não balela (por enquanto).

Multi-camada

As aplicações .NET[bb] são realmente divididas em camadas. Algo como um MVC que eles não chamam disso, mesmo tendo a camada de dados (model), camada de apresentação (view) e camada de negócios (control). Outra não balela então, ok?

Com gráficos e animações, Com 3D

Ok, vemos isso na web todos dias seja em Flash[bb], Silverlight ou Applet Java. Mas o Volta promete isso sem o uso de nenhum plugin. Só com DHTML e isso é o grande problema, como já dito é a grande balela. Não é possível usar JavaScript de forma eficiente para isso, saiba por que no próximo item.

Sem dependência de plugins de qualquer gênero

Isso é pra deixar claro que não será necessário ter instalado um Silverlight, Flash ou qualquer tipo de recurso fora do navegador. Reforçando que DHTML basta. Quer dizer que o Volta converte a aplicação para JavaScript. Mais especificamente ele detecta se o usuário possui algum CLR (tipo Silverlight) instalado e caso não tenha, retorna a aplicação em JavaScript. Realmente rodando em DHTML. O grande problema é que JavaScript além de não ter certas permissões no sistema que o Flash ou Silverlight possuem, ele não possui performance para rodar a mesma aplicação desenvolvida para Silverlight (ou Flash) com gráficos e animações 3D, JavaScript não feito pra isso!

Rodando no cliente ou no servidor, Com Ajax[bb] (chamadas assíncronas), Com user controls

Novamente eles adoram encher lingüiça e citar como se fosse uma grande evolução características já existentes em aplicações e frameworks há tempos.


Se você quer sentir na pele a impossibilidade de fazer aplicações com as características citadas, salve o que estiver fazendo e tente abrir um dos exemplos: http://labs.live.com/volta/samples.aspx. Sinta na pele que não é possível rodar bem algo muito complexo em JavaScript.

E mesmo que no site do projeto eles dizerem que realmente não roda rápido por que não foram feitas otimizações no código para rodar em JavaScript, pode ter certeza que por mais que seja otimizada a parte do Volta com o JavaScript não será possível ser feito algo como o prometido, simplesmente porque JavaScript não foi feito paraisso.

Só será possível se por parte de quem desenvolve o JavaScript for lançada uma nova versão com características de desempenho melhor para aplicações visuais (3D). Coisa que demora e tem que ser bem discutida por todos fabricantes de navegadores.

Pela falsa promessa da Microsoft de prover uma maneira fácil dos desenvolvedores fazerem tudo isso somente com DHTML e usando a plataforma .NET, o Volta é uma balela!

Se salve!

O título não tem nada ‘a-ver’, assim como o post não terá!

Essa é só uma explicação (da minha parte, não dá do Stéfano) do porque parece que EU não dou a mínima para você leitor ;D

(Não! Esse não é um blog de adolescente, um diário virtual e nem um blog pessoal. Ele é indeterminado, sem assunto fixo e divertido. Não! Ele não é viado.)

Você viu que esse blog é uma verdadeira ‘metarmofose ambulante’:

Um dia eu tento salvar o mundo achando que o atendimento em restaurantes vai mudar algo nesse sentido e na outra semana a colaboração em massa (wikinomics) é o futuro do planeta;
Cedo você entra aqui e estava tudo preto e branco, de noite o layout ficou colorido;
Assim, derrepende eu escrevo sobre alguns eventos de tecnologia e vou neles, mas não escrevo uma linha sobre como eles foram;
Uma semana meu assunto é o business da web 2.0 (que eu defini como Web Arte, a Web da criação), na outra a discórdia rola em cima da Unopar;
Em um post que você lê tem dezenas de imagens e links, no outro (igual este) só existe sequer um link mas nenhuma figura;
Eu surto e faço uma palestra na UEL apresentando um trabalho acadêmico e faço um post disso aqui, mas no outro dia eu não durmo e vou fundo no assunto “frameworks de desenvolvimento web em Ruby - não Rails”…

Na última semana quem entrou no blog (não pelo RSS) pode até ter estranhado. A tela ficava escura e saltava um vídeo na cara do usuário. Desrespeito total! Ou não!

(O vídeo era uma campanha da WWF Brasil - uma tentativa de salvar o mundo - que achei divertida (humor negro) e com muito significado. Você pode ver como meu blog ficava com ela clicando nessa frase grandona)

Toda essa bagunça além de ser explicada por diversos livros que tratam de jovens ou que ensinam você a criar seu filho pós-adolescente (existe isso?), também pode ser explicada por mim mesmo, o pós-adolescente ;D

Eu (e se você reparar eu falei a palavra EU muitas vezes nesse post) não ligo muito se o motivo de poucas mentes se interessarem pela minha escrita for a falta de foco nelas.
Eu nunca falei que iria escrever somente sobre um assunto, até porque não me interesso somente em um. Ainda assim, os vários assuntos que posso escrever nunca são os mesmo (mesmo podendo ser parecidos), tanto que a página “Nozes (Quem somos)” muda semanalmente - seguindo a mudança de meus interesses.

Por isso, não deixe de ler o blog por conta de um assunto que você não embala. Não só o nosso, alias Não deixe de ler o mundo por conta de um assunto que você não gosta.

Semana que vem não duvide se eu vier falando que a linguagem Perl pode salvar o mundo. Provavelmente vou brincar com ela em alguma companhia de telefones celulares por ai.

Na outra não estranhe se eu for conhecer alguma comunidade pseudo-hippie londrinense e vim aqui e dar um último post “Virei hippie, quem quiser pega meu Wii, celular, computador e desodorantes”

Se salve, abra o Wikipédia e pesquise algo que você nunca imaginou. Ligue a TV em algum canal que você nunca viu. Abra o Jornal em um caderno diferente.

Use o poder de todas as mídias (e principalmente as novas) para expandir o poder da sua cabeça. Vai logo! Sai do meu blog!

Blogosfera vs. Estadão (y)

Blogosfera vs. estadão

O que sinceramente me ofendeu na nova publicidade do estadão, não foi, ao contrário do que muitos pensam, a ofensa contra os blogueiros (relaxem, já fiz a macumba para o marketeiro) mas contra o usuário. Supor que o usuário não possui um senso crítico do que é conteúdo de qualidade do lixo, é chama-lo de incapaz de tomar suas próprias decisões.

Não vejo a lógica que leva um cidadão a crer que o único modo de ser um site de sucesso é acabando com todos os outros. Com raras exceções, isso é muita prepotência por parte dos publicitários. Como já havia comentado no desta.ca sobre este mesmo assunto “Eu fico assustado quando vejo jogadas de marketing assim, sério.” e quem me provar que eu não tenho motivos para isso que atire o primeiro mouse! Talvez a intenção tenha sido criar todo esse buzz, se foi, funcionou maravilhosamente… Agora quero ver se isso trará um bom retorno para o jornal.

Pelo que entendi, o site novo do jornal é contra todos os blogs, uma vez que não aparece uma única menção na publicidade de que nem todos os blogs são do mal. Provem-me do contrário.

Eu pessoalmente prefiro me informar por blogs pois não possuem o mesmo apelo comercial dos jornais. Óbvio que eu não leio apenas uma fonte sobre determinado assunto antes de assumi-lo como verdade. O que eu mais gosto é justamente esta oportunidade de exercer minha escolha e minha crítica a respeito do que quero saber, além de me mostrar todos os lados da história. O grande argumento dos pró-mídias tradicionais, é justamente que blogs não possuem fontes confiáveis ou não realizam pesquisa. Como blogueiro eu afirmo: eu escrevo sobre coisas que eu conheço (errr), não teria razão um post meu com uma menina cantando holandês e rodando um aipo.Blogueiros pesquisam muito bem para defender sua opinião sobre cada assunto. Escute todos =)

Só não substituiu o jornal ainda porque não há um leitor de RSS em frente à minha privada =).

Update

Ok, exagerei quando falei que só não substituiu o jornal porque não havia um reader em frente à privada. Correção: A mídia impressa e convencional é muito boa porque serve de referência para nós blogueiros termos uma base profissional de “como escrever bem sem fazer um curso caro” e tem informações com credibilidade, o que as vezes é necessário e nem sempre pode se contar com os blogs para isso =/.

Ah, e o reader pra privada =). Achei uma utilidade pro bichinho.

No colors anymore I want them to turn black


Quantos de nós nunca escutaram uma música, assistiram a um filme ou leram um livro que os fizeram acreditar que mudariam o mundo? Percebemos que vivemos em um mundo sujo, que nós temos a culpa por toda a sujeira, que ela impreguina nossos corações… e que temos a força de fazer a nossa parte !

Agora, quantos de nós realmente fizeram alguma coisa? De que valeu aquele pensamento ideológico se não passou de um pensamento mesmo? Somos contra empresas americanas que não assinaram o tratado de kyoto, mais ainda assim compramos delas porque é mais barato que daquelas que aumentaram seus preços para compensar os gastos para tentar ser um pouco mais sustentável (não existe empresa 100% sustentável ecologicamente e economicamente ;/ ), e ainda chingamos o aquecimento global.

Não queira mudar o mundo antes de a si mesmo.
Acredite que seu ato individual pode provocar uma mudança.

Escrevi esse post escutando Paint it Black - Rolling Stones , quem sabe, pode até ser que seja mais um impulso ideológico como o que eu citei acima, mas depende de mim determinar o resultado.

Não se limite, busque a excelência…

Ps: Sobre a escolha da foto: De fato já havia pesquisado inúmeras fotos de vitímas de guerra, crianças machucadas e que haviam sofrido mais do que eu consigo imaginar, e ainda conseguiam sorrir… mas eu não quis abalar os leitores deste blog, só peço que se perguntem se vale a pena fechar os olhos para o resto do mundo. Então vamos olhas para os três bebês gordinhos fantasiados de urso, porque essa fantasia é melhor do que ******.