Google Phone

6/1/2010 | Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

A URL http://google.com/phone é legal. Não só isso é legal no celular do Google.

Finalmente o Android ficou pronto a ponto do Google anunciar publicamente sua marca junto a HTC, fabricante dos aparelhos. Alguns destaques do NexusOne:

Search do Google por voz (GPS + voz, na verdade, o que possibilita você falar “pizza” para o telefone e ele te mostrar no Google Maps o caminho às pizzarias próximas).

Hardware e resolução de tela (800×480) para rodar jogos muito melhor que qualquer PSP e o marketplace para baixar legalmente jogos muito melhores até que jogos de PS2. Tudo pelo 3G.

Marketplace dos modelos anteriores da HTC que rodam Android, com mais de 20 mil apps prontas para rodar no telefone do Google (Android 2.1).

Google Phones

Aparelho fino (1,19cm).

E o mais importante para os devs: SDK simples e publica.

Veja também sobre o Zeebo, um video game da brasileira TecToy que tem um Android dentro e os jogos são baixados pelo 3G.



Vex Wi-Fi Zone

19/12/2008 | Tags:, , , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Finalzinho de tarde em horário de verão é uma delícia.

Todo mundo já saiu do trabalho e ainda tá aquele sol bonito pra embalar um happy hour com a galere no barzinho da esquina, levar a namorada para tomar um sorvete ou pegar suas tralhas e ir para um café para trabalhar um pouco nos projetos pessoais com um mínimo de conforto, wi-fi (pleonasmo, eu sei) e cafeína.

Wi-Fi ZoneAqui em Longina Londrina são poucos os lugares que me senti tão à vontade quanto o Fran’s Café do Jardim Mall. É um lugar bonito, café gostoso e os preços são altos. Por que eu gosto de trabalhar em lugares que custam caro? Não tem mulecada nem pobre pessoas que não tem noção de comportamento. Sim, sou fresco quanto a isso. Exceção para cerveja, cuja fórmula da mais barata prevalece.

Quando comecei a vir, existia um host com o nome relativo ao café e a rua. Meio de divulgação e CRM simples e geniais, utilizado por inúmeros estabelecimentos comerciais como meio relativamente barato de agradar o cliente. Por parte do cliente, ele identificava o nome do estabelecimento onde estava e ficava online sem incômodo nenhum.

Hoje vim novamente ao meu refúgio nerd e encontrei os adesivos identificando aquela como uma Wi-Fi Zone Vex. Por estar isolado no meio da roça de uma cidade do interior, o maior diferencial do Fran’s era a vista para as atendentes de loja mais gatas da cidade e nunca havia ouvido falar do que era o Vex. Conectei à esta rede por ser a única aberta disponível com sinal relevante (duas barrinhas) e logo conheci o modelo de negócios da Vex.

Trata-se de um serviço que funciona em associação com empresas de internet, telefonia fixa e móvel. Você compra algumas horas como em uma lan house e pode acessar de qualquer hostpoint conveniado. O conveniado ganha parte do retorno sobre os acessos de seu ponto e dessa forma, pode quantificar o retorno, do que antes ele enxergava como um gasto.

Ok, idéia legal? Sim, mas é tãããão 2005 quando as pessoas achavam incrível se conectar de qualquer lugar. É definitivamente uma alternativa à clássica chupinhagem de banda dos vizinhos (a qual estou fazendo agora, mil perdões dd-wrt), mas em uma época que o conceito FREE está definitivamente em alta como um modelo de negócios rentável, o Fran’s pecou com a tentação da Vex.

POTENCIAL DESPERDIÇADO

Afora a a frustração de me ver parasitando uma net alheia, o que me surpreendeu na página inicial conectando pela Vex foi o header. Um anúncio.
Não foi somente pela minha birra contra usar flash em sites, mas o fato de que eles estavam obtendo retorno com um anúncio.
Observando o modelo de negócios de outras empresas que proporcionam serviços gratuitos com um mínimo de publicidade bem direcionada que não só não atrapalha, mas também é conveniente (hellooo, google?) vemos que esse modelo tem um bom potencial de sucesso não? (leia bilhões)

Uma proposta que muito provavelmente sera adotada pelo google é a de proporcionar um serviço wi-fi/wi-max que abrangerá o maior número possível de usuários, com mais dados sobre estes, podendo direcionar de modo mais eficiente a publicidade de acordo com o seu perfil. O sonho de todo marketero :)

Trata-se do mesmo motivo de tanto investirem em tecnologia móvel e inclusão digital. Quanto maior o número de locais e meios de acesso à cloud, mais eficiente ela se torna ao passo de que os usuários que à sustentam e formam passam a interagir naturalmente com ela.

POR QUE O GOOGLE É O ÚNICO COM ESSE INTUITO ?

Em primeiro lugar, não é. Há cidades que provem este serviço para seus habitantes e campus de quase todas as universidades disponibilizam uma rede sem custo algum. O São Google só é aquele que enxergou no potencial comercial disto, um modo sustentável de abrangir um número ainda maior de usuários.

Em suma, a Vex utiliza de um modelo ultrapassado que ainda irá render uns bons trocados por enquanto e em um futuro próximo, a medida que as classes populares migrarem novamente, como aconteceu das lan houses para os computadores parcelados no crediário, e ingressarem no mundo mobile como está começando a acontecer especialmente no Brasil onde o crescimento anual de usuários é surpreendente (sim, adjetivo para não ter de procurar os dados precisos, just google it).

Defendo o modelo de negócios que creio que será implantado pelo google, ou qualquer outra empresa que seja capaz disso pelo potencial que representa em termos de vantagens para a tecnologia, publicidade, economia e sustentabilidade (ainda não sei como, mas sustentabilidade tá na moda).

No caso de estabelecimentos como o Fran’s e outros que desejam obter um retorno direto sobre o serviço, creio que usar do modelo de publicidade mesmo que em baixa escala seja uma opção rentável e mais chamativa aos clientes (desde já aviso que não teremos mais NerdsOnCoffel lá), talvez terceirizando uma página com anúncios das principais promoções do shopping na página home de quem entra na rede do mesmo. Seria interessante para o usuário/cliente que iria poder achar aquelas promoções imperdíveis, e definitivamente interessante para os estabelecimentos anunciantes por um custo virtualmente irrisório.

Links de referência:

Infoblogs
s2.com.br



Saturday Night Lively

12/7/2008 | Tags:, , | Escrito por: Stéfano Torres

Como todo bom nerd que tem coisas para se fazer, eu passei horas brincando nessa nova aplicação do google ainda em fase beta. É muito Second Life like, mas com algumas diferenças claras desde o começo.

O fato de ter aplicações de grátis, que no Second Life são extremamente caras é um grande atrativo :) . Não sei se a política de free as beer irá continuar após a fase beta, pois a seção de catálogo de produtos está montada de modo a ser uma funcionalidade para venda, a diferença é que está free :) . Não que atrapalhará o serviço, mas é algo a se observar e não ter esperanças de que será tudo na macioca.

Vamos ao que importa. A questão de usabilidade atual ainda peca em alguns aspectos quanto à movimentação da câmera e movimento dos móveis e personagens. Nada que impeça de se explorar as funcionalidades atuais, mas que requer uma certa paciência para quem não está acostumado à ambientes similares assimilar. Considerando que comecei há 3 dias e já sirvo de referência na sala Brasil como guia de customização de avatares, mover e interagir com o ambiente e pessoas posso afirmar 3 coisas:

  • É realmente fácil de aprender a interagir (mais que o second life)
  • Falta uma sala ou fase “tutorial” que ensine os passos básicos (não, aquelas faixas cinzas com “tips” não contam).
  • Antes de xingar a mãe do desenvolvedor pela demora inicial, lembre-se que é a primeira vez que você está logando neste ambiente tridimensional com interação de várias pessoas ao mesmo tempo rodando em um navegador. Provavelmente irá melhorar muito após a fase beta.

E dessa interação constante com usuários recém-criados percebi também a confusão de conceitos sobre o que é o lively. Um jogo? Um chat? Um simulador de ambientes e interação com usuários e objetos? Uma desculpa pra brincar de casinha?

Respondo de cara que não é um jogo sob o meu ponto de vista, porque eu considero como jogo algo que tenha um objetivo, seja uma fase, pontos ou level :) . Mas posso estar inteiramente enganado, fica de acordo com a perspectiva de cada um. Só dou uma advertência para não esperarem matar monstros e colecionar moedas de ouro .

Sobre o Lively:

Brinquem nele, é o melhor modo de se aprender a utilizar suas funções.

Cliquem e adicionem todos os gadgets possíveis. Descobri por exemplo que ele tem um repeat dos vídeos do youtube que são inseridos nos gadgets das televisões e que pausa automaticamente quando você troca de aba. :)

Há algo de cativante nele… já me atrasei por me distrair testando o potencial de cada item e gadget, brincando de decorador engenheiro, e conversando ao melhor estilo bate-papo da Uol com qualquer avatar feminino pessoas de diferentes localidades. Sim, o Lively também pode ser considerado um bate-papo com frescuras e mais chic, podendo facilmente ocupar uma noite de sábado sem nada para fazer (não aconselho que o façam, amigos e cerveja são uma opção bem melhor).

A convite aberto do @manoelnetto pude decorar também a sala do BlogBlogs eu passei um bom tempo me divertindo enchendo a sala de quinquilharias geek-style e adorei! (sim, eu divulguei o pomoti lá, me desculpem :) ).

Tendo passado essa febre de novidade, analisemos o conceito que apesar de possuir história (Second life, the sims, etc) muitas pessoas estão redescobrindo o chat. Este é o Mirc da nova geração que cresceu no orkut.

Se você está lendo isso há uma grande chance de ter vivenciado a web pré-bolha e sabe como era no nosso tempo, sem essas frescuras e emoticons. Comentamos constantemente que a economia está voltada para redes sociais e recentemente aqueles que não seguiram o coelho branco estão atravessando o espelho (a EXAME citou o Luli caramba!), mas não nos damos conta de que nossos irmãozinhos vivem livremente de uma rede para a outra e manjam mais dos últimos gadgets do orkut e que nós geeks conservadores que estão preocupados com interação com o usuário. Eles irão descobrir utilidades mais práticas no lively que nós.

O que fazer a respeito? (além de parar de dar uns cascudos neles esporadicamente)

Sit back and watch. Aprenda com eles e não deixem eles esquecerem que fomos nós quem possibilitamos tag-ar as paqueras deles :)

PS: Acima, meu apê no lively (a bunda não foi intencional, foi apenas sorte).



Relacionamento com o cliente

7/3/2008 | Tags:, , , , , , , , , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Net, Muffato, Yahoo!, CCR

e

Um restaurante de beira-de-estrada

Semelhanças e diferenças. O que ambos os lados têm a aprender?

Ter uma opinião é seu bem mais precioso como já mencionei antes. Não aceitar uma resposta pronta e procurar saber que fatores levaram à ela.

Imaginem a situação: você vai à uma loja de cd’s comprar o álbum do seu (meu) artista favorito[bb] porque você decidiu que vale a pena pagar por aquela banda e o atendente está muito ocupado empilhando caixas para te ajudar. Apesar de estranhar você procura o gerente para ele lhe informar, quando percebe que este está empurrando um box de dvd’s para outro cliente obviamente mais rico interessante que você, e te encaminha para o zelador. Este, é o primeiro que lhe dá ouvidos, que quer te ajudar mas não tem o conhecimento nem o poder de fazer algo a respeito. Resultado? Você vai embora e baixa aquele torrent da discografia completa e nunca mais pisa naquela loja, e possivelmente em nenhuma outra.

Quem saiu perdendo nesta situação? A banda obviamente foi uma delas, mas foi ela a culpada?

Quais foram as principais conseqüências? Além da venda perdida, pode incluir na conta um marketing negativo que irá impedir de elogiar aquela loja, indicar aos amigos e quem sabe gerar um post sobre isto.

Menosprezar um cliente por menor que ele seja pode causar um impacto em toda a cadeia de processos que foi utilizada para lhe entregar aquele produto. Tenho a certeza absoluta de que você já passou por essa situação.

Irei falar sobre algumas experiências que tive recentemente com o relacionamento de algumas empresas, grandes e pequenas, e comparar com o panorama das empresas regionais. (mais…)