Guia de sobrevivência à uma crise econômica – parte 1

26/3/2009 | Tags:, , | Escrito por: Stéfano Torres

Ah… café café café

Após mais de 4 meses sem minhas doses diárias de cafeína e outros incontáveis meses sem postar (verdadeiros anos considerando a cronologia web), é notoriamente incrível o poder deste copinho de 50ml altamente açucarado em minha corrente sanguínea disparando batimentos cardíacos, pressão arterial e o raciocínio.

Não que ache que algum de vocês se perguntou o que eu estava fazendo, mas farei um breve resumo. Continuei a acompanhar mais passivamente as mudanças resultantes da queda na economia, possível afastamento de Steve Jobs, morte de Clodovil Hernandes e a terrível falta de erva-mate para tererê sabor abacaxi. Quanto à vida pessoal, voltei à faculdade após ter largado o último semestre pela metade, comecei a praticar natação diariamente, continuo solteiro, e mudei o perfil no orkut.

Agora a razão pela qual vocês me amam.

O mundo está a beira de uma guerra segundo alguns pelas políticas internacionais diplomáticas em resposta aos satélites (segundo coreanos) que pretendem entrar em órbita este ano, enquanto a diplomacia americana ameaçou abater qualquer objeto (mísseis) que sejam lançados. Considerando minha confiança em Quin Jong Lee, nos EUA e na produção de erva-mate, estamos ferrados.

What to do módafóquer?

Sex, drugs and Sertanejo.

Haha, ok, brincadeira, tirem a playlist do Fernando e Sorocaba do coverflow. Falando sério (sim, eu sei falar sério), estamos em tempos delicados. Embora tenhamos passado por crises, guerras, políticas e rixas entre nações por toda a história humana, está será a primeira em que o povo tem tanta voz, que o mercado está tão interdependente, que há tanta tecnologia, mas felizmente, não sera a primeira vez que sentimos que dessa não passamos. Infelizmente podemos estar certos. Hehe.

Vamos por tópicos.

  • Overdose tecno-junk

      Estamos afogados em gadgets que unem as funcionalidades de outros gadgets e assim vai indo, vide os mp(insira aqui o número de sua preferência) da vida que unem tudo que você devia ter no seu quarto no final dos anos 90. Televisão, câmera, som, telefone, barbeador, etc.

    Uma coisa legal de cada nova geração gadget é a modinha de cada uma. Podemos lembrar da onda onde TUDO tinha uma entrada/saída USB: Mini-cooler, ventilador, lâmpada, vibrador, etc.. Após isto, observamos a era bluetooth, a wi-fi, e mais recentemente a 3G, cada uma dando mais maneiras de se conectar com coisas que só vão ser criadas a partir de agora.

    Vou soar como um tiozão agora, mas precisamos de tudo isso?

    Quero dizer, quanto maior o desenvolvimento tecnológico, melhor para todos, mas estou enxergando um desvio do caminho da evolução tecnológica e vendo tomarmos uma rota em direção à banalização inclusão digital.

    Atirem-me pedras por isso, mas digo : Só porque a Apple disse, não quer dizer que seja legal. fikdik

  • Marketing constantemente ultrapassado

Vamos lançar um produto novo? Ótimo!

Precisamos de um plano de marketing correto? Corretíssimo!

Vamos usar aquele modelo que deu certo no ano passado? Eeeeeeeeeee….RRADO!

Porra gente, me expliquem como esperam que um modelo feito para um mercado que não existe mais, em uma realidade de cenário que não existem mais de um produto que não vai existir mais pelo jeito, funcione? Simples, não esperem.

Como se trata do assunto que mais procuro estudar, não vou tentar me estender nas palavras:

Fu-deu.

Vamos ter que começar a trabalhar de verdade galera. Raciocinem no modo berserk e construam um projeto de acordo com o que vocês possuem, querem e podem realizar. Podemos estudar os modelos de negócios passados para saber sua lógica, mas lhes garanto que o modo no qual foram construídos, foi pensando num mundo completamente diferente do que vivemos e fazemos funcionar.

É POSSÍVEL SER FODA QUANDO TODO MUNDO ACHA QUE É O FIM

O que me leva ao próximo tópico

  • Planejamento “do whatafuck u wanna do”

Ok, não exatamente whatafuck, mas incrivelmente mais flexível do que costumamos ver.

Numa realidade de mudanças globais tão rápidas e “imprevisíveis”, qualquer planejamento rijo está fadado a ser adaptado inúmeras vezes, corrigido, revisado, aprovado, publicado, memorizado e errado.

Digamos que os negócios de hoje voltaram uns 400 anos no tempo e estamos velejando. Temos uma ou outra referência de onde é o Norte, e sabemos mais ou menos para onde fica o nosso destino. E preparem-se para eventuais tempestades no meio do caminho, que se bem contornadas, podem te levar à objetivos muito maiores. </modo cigano>

Google Maps Roots

  • No money way of life

Abram um negócio. Hoje é possível fazer isso gratuitamente. Avaliem os seus ativos e tentem fazer algo que seja interessante sem medo de errar.

Para falar a verdade, façam para errar. O erro é o melhor professor.

  • Pare de esperar pelo futuro.

O futuro não é agora, ele foi ontem. Se fudeu.