Transmimento de pensação ou… ganha quem fizer primeiro?

21/9/2008 | Tags: | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Não fui eu que pensei nesse título. O título foi um “copiar e colar” muito bem intencionado desse artigo de Luis Felipe dos Santos.

Eu respondi o cara em um comentário que por um erro de digitação pode ter perdido totalmente o sentido.

Para corrigir o erro de digitação e para que meus leitores tomem conhecimento da questão (atualmente comentários feitos por um autor não são distribuídos aos seus leitores) resolvi replicar o comentário aqui.

Concordo muito com a idéia de que outras pessoas pensarem nas mesmas soluções ao mesmo tempo é fruto da uniformidade nos artefatos de conhecimento e compartilhamento de pensamentos (conteúdo: seja ele em texto, vídeo ou qualquer outro tipo).

Concordo tanto que afirmo que pensei nisso a muito tempo atras. Comentei com algumas pessoas que concordaram, mas infelizmente não posso provar a validade da “minha gênialidade” pois não tenho link de nenhum post que escrevi sobre. Eu não escrevi sobre.

Uma frase que gostei de conhecer hoje é: “A habilidade de controlar informação é a habilidade de controlar mentes”.

Estariamos então sob a dominação de algum controlador de informação. Google podemos dizer?

Então o Google pode não ter transformado todos em estúpidos, mas nos transformou em pensadores em massa e então perdemos o lance da individualidade. Se esse realmente for o caso (alias, é! quem é relevante com somente um link? no Google precisamos de muitos), temos algo aqui mais alienante do que a TV foi.

Neste caso e para efeitos de “eu pensei primeiro”: Google, Digg, RSS e Twitter são a TV (no sentido de alienação) do mundo atual. Espero que você também pense sobre isso.

A questão é mostrar que os filtros de conteúdo (que servem para medir relevância) ao mesmo tempo que nos deixam livres do lixo que a quantidade de informação disponível possui, nos faz pensar como uma massa. Que quando os filtros tentam se basear na rede social do individuo ou no “voto comunitário” para caracterizar relevância eles estão na verdade transformando todos em pensadores em massa.

Quando todos estão recebendo a mesma informação (os top diggs, os maiores PageRanks) todos tendem a pensar da mesma forma. Então inovação, a palavra que me faz gorfar, torna-se cada vez mais rara.

Aproveito o post para lançar mais uma idéia: Por que comentários que fazemos em outras páginas (blogs) não são distribuídos aos nossos leitores e veiculados em nossas páginas (blogs)?

Repito: Eu só quero que façam isso e que quem fizer me dê a porcaria do link.



Oba-Oba!

6/3/2008 | Tags:, , , , | Escrito por: Stéfano Torres

De volta às origens, né?Voltamos no tempo e não me avisaram?

Hoje participei de uma aula só para assistir um debate sobre relações de trabalho – também achei que seria massante, mas um bom discordiano não dispensa um debate :) .

O livro discutido foi Chega de Oba-Oba! e defendia a divisão do trabalho da vida social.

A autora condena o espírito de equipe porque este leva os funcionários a pensar que outra pessoa vai fazer o trabalho deles. Para ela, a confusão entre vida pessoal e trabalho provocada pela mentalidade americana é a principal causa da onda de estresse mundo afora; a razão de viver das pessoas não está no âmbito do trabalho. Planeta News

Realmente temos que saber o qual o nosso papel no grupo. Mas sou totalmente contrário à idéia de que o ambiente de trabalho deve ser algo onde dedicamos nosso tempo a algo mecânico e que não devemos torna-lo algo pessoal. Se eu passo 8 ou 12 horas por dia me dedicando ao trabalho (eu conto cada minuto desde o momento que acordo para me arrumar para o trabalho até o momento em que chego em casa), eu tenho direito de torna-lo algo pessoa. É MAIS DA METADE DO MEU TEMPO.

Se encararmos o trabalho da maneira que propõe a autora, quando nos aposentarmos tendo trabalhado uma média de 40 anos, teremos desperdiçado cerca de 15 anos de nossas vidas em troca de dinheiro. Chocante não? Pois é, algumas pessoas não acharam.

O que mais me surpreendeu nessa história toda de debate foi a visão de algumas pessoas ainda concordavam em encarar TODOS os trabalhos como uma linha de produção em série no modelo Fordista.

Não sei porque, mas a expressão “Ludismo” me veio à cabeça…

Encaro o trabalho em parte como lazer, porque ao contrário da maioria (pelo que pude perceber), eu gosto do que eu faço. Me sinto bem em prestar consultoria e ajudar uma empresa, em pesquisar assuntos para o blog e oferecer serviços de hospedagem de domínio. Ou até trabalhar aqui e ali e Barman em uma rave ou outra :) .

“Bom-Senso”. Quando foi mencionado no debate imaginei que quem mencionou o tivesse. Não é que tinha? :D

Foi o professor. Realmente, para trabalhos no chão de fábrica não é muito aconselhável que ele pare o serviço para atender o celular, muito menos para um vendedor que está com um cliente. Mas isso depende do “bom senso” do funcionário.

A empresa nos contrata para trabalharmos X horas e nos paga para isso .

Desculpe mas não concordo, não irei contratar alguém que trabalhe 30 horas por dia para mim. Contrato alguém que me mostre resultados no fim da semana. Tendo trabalhado 3 ou 30 horas.

Para trabalhos onde se espera um conteúdo criativo, não podemos definir uma produção X, feita em Y tempo (no meu caso se define n² miligramas de Cafeína multiplicado pelo volume da música).

Eu gosto de trabalhar de madrugada, nas tardes de sábado e de preferência em um note no campus da UEL onde pega wi-fi de boa.

Geek Lifestyle.



Knol pelo menos aqui já gerou conteúdo não Wikipédiano

23/12/2007 | Tags:, , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Bom! Finalmente isso está parecendo um “pomo” de discórdia. Tudo por causa da ferramenta de publicação que está sendo desenvolvida pelo Google conhecida até agora como Knol e por esse artigo levantando o assunto.

Lendo e relendo por ai cheguei a concordar com o que o Rafael Lima disse sobre “informações similares a Wikipédia“, realmente independente da tecnologia as informações serão similares. Mas não serão identicas.

Concordo com Ambos Todos que o foco do Google é publicidade e que uma parceria Google-Wikimedia é legal em pensar (apesar de sinceramente achar difícil).

Porém, discordo:
Achar que o Knol vai ser um problema no que diz a “lixo de conteúdo” e aquecimento global é dar muitos poderes ao Google, Rafael. Por que só levantar bandeira contra o Knol e não também contra as diversas ferramentas de publicação já existentes hoje? Pelo foco em publicidade que o Knol terá? Olhe os blogs e portais de conteúdo, estão cheios de anúncios também.

Ainda na questão de “não importar a tecnologia, conteúdo será igual ou similar” qual o motivo de existirem as diferentes formas de publicação de hoje, se poderia tudo ser publicado no mesmo local?
A resposta é que não pode!

Não se importar com a tecnologia e sim só com o conteúdo é muito bonito e legal, mas atente para uma palavra: . Conteúdo ou tecnologia por si só não importam, e sim a união de ambos.

É por isso que existem outras formas de publicação. Para diferentes conteúdos e focos, diferentes tecnológicas são necessárias.

E Stéfano (@tefo), realmente Google Account por ser mais usado que o CPF já é mais importante nos dias de hoje sim.

Mas também discordando de você, amigo, com carinho suficiente para manter essa discussão saudavel:
Você tem certeza que de qualquer forma criaremos conteúdos similares ao que já existe na Wikipédia?

Volto a repetir: Publicações pessoais são diferentes de enciclopédias. Trabalhos científicos extremamente técnicos e outros tipos de conteúdos como por exemplo dicionários fogem ao foco da Wikipédia tanto que a própria Wikimedia se preocupa em criar formas melhores para os usuários armazenar distintos tipos de material: Wiktionary (dicionário), WikiBooks (wiki-livros), Wikisource (biblioteca de livros prontos – não wiki-livros), Wikinews (Noticias), Wikiversity (conhecimento técnico), Wikispecies (diretório de espécies), Wikicommons (mídia) e outros portais de conteúdo especifico.


Tem ainda a questão da corrida por “Knows” para gerar receita com publicidade. Lógico que para ter conclusões sobre esse assunto, é necessário saber como serão retornados os resultados da busca do Google. Se o Google tratar os “Knows” como qualquer outro endereço, posicionando na busca pelos mesmo algoritmos, qual o problema? Não haverá diferença nenhuma entre as atuais ferramentas de publicação existentes.

Assim sendo, o Knol pode ser encarado como uma forma melhor de armazenar certo tipo de material. E não como um monstro, destruidor dos 5 cantos da terra como estão encarando.



Do what the fuck you want!

26/11/2007 | Tags:, , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Substituta para a Creative Commons, a “do what the fuck you want” se encaixa melhor neste blog pelas razões de que os idealizadores, criadores e postadores (existe essa palavra?) deste site que vos escreve acreditam na total liberdade para fazer o que acreditam ser certo. Jóia

Não estamos aqui para monetizar.

Muitíssimo menos para sermos os supostos líderes da blogosfera.

Somos pequenos? Sim, mas acima da média brasileira.

Postamos ocasionalmente e fugindo da filosofia do bom blogueiro? (eu sim, me desculpem)

Não digo que sou contra aqueles que os fazem o que vos lhes digo, mas simplesmente não somos “nozes”.

Meu Lado pseudo-filosófico

O que te motiva a trabalhar?

Ou a viver e acordar todos os dias para largar seu travesseiro e encarar o mundo?

Vamos lá, levante-se e encare o espelho!

Você blogueiro, geek, homo sapiens e amante da vida, não sou um hippie nem maconheiro. Abandone teus preconceitos de berrar que a vida é maravilhosa! O @dirs (maldito vício twitteriano xD) mesmo que era o maior PC-maniac que eu conhecia me disse esses dias que eu deveria viver mais a vida.

Concordo. Você pode terminar este post e não chegar a conclusão alguma, ou fazer como no vídeo do filtro solar (abaixo) e ficarem tocados por 10 minutos.

Não é meu objetivo mudar drasticamente a sua vida. Direi algo que disse aos meus alunos da 8ª série… Tenha consciência de tudo aquilo que fizeres, do momento em que acordas até dormir. Imaginem o que é um aluno de 14 anos, quando lhes pergunto “por que vieram à aula hoje”?

Eu não seria capaz de responder com a mesma idade, entretanto, os que responderam me disseram o seguinte:

Porque minha mãe me obrigou…

Os culpo? Nunca, responderia no máximo o mesmo… Agora, adultos que me lêem… Por que levantam todos os dias para trabalhar em frente à um computador… Aguentar um professor que foi testemunha do último testamento e foi no velório do mar morto lhes dizer como agir frente à um mercado que deixou de existir antes de tu nascer? É…agora me digam uma razão verdadeira.

Não pretendo liderar uma revolta contra a sociedade, mas contra si mesmos.

Sou contra hábitos, rotinas, políticas e tudo aquilo que te faça agir por mero reflexo.

Missa? Vou sim, mas não todo domingo.

Salçinhas crentes me apredejarão mas lá vai…

Jesus foi uma pessoa excelente, mas ele veio por sua palavra! Larguem a imagem e apliquem o que ele desejou! Como Gandhi disse, se os católicos aplicassem o que pregam, me converteria no mesmo dia.

Escola? Vou porque quero. Nunca colei e reprovo muito, mas com a consciência de saber que faço porque quero aprender.

Trabalho? Precisamos de dinheiro para viver, mas não tenham medo de escolher aquilo que lhes deixa feliz. Uma vida sem arrependimentos não tem preço.

O que quero dizer com tudo isso?

Profissionais de T.I. podem não achar implicação prática para tudo isso, nem tampouco empresários juniores ou quem quer que venha a ler… mas como disse, tenham consciência do que fazem. A base para uma sociedade perfeita, para a paz e uma vida que você possa dizer que foi simplesmente boa depende unicamente do bom-senso. Não da lei, nem do governo ou de nossos pais. De nós mesmos.

Tercerizamos as decisões mais fundamentais de nossas vidas à nossos amigos, à sociedade e à cultura.

Libertem-se de si mesmos.

Do What The Fuck You Want!

Abraços e desculpem por algo tão filosófico.



Menos criticas

8/10/2007 | Tags:, , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Qual o objetivo quando fazemos uma critica? Machucar profundamente o coração alheio? Normalmente quem sofre uma critica acha que é isso. Eu admito que fico irritado quando recebo uma critica também. Mas é questão de tempo para eu entender e até concordar com a critica, talvez até mudar (mudanças são difíceis em qualquer caso, mesmo eu sendo mente aberta… ou não).

Há algum tempo já estou me questionando qual a importância de criticas abertas. Exatamente desde quando o Rafael Lima fez um artigo continuando uma discussão. Primeiro levei como critica e. Depois vi que em partes ele estava certo, e mas adiante percebi que foi justamente a minha critica que gerou uma discussão e que nós levou a algumas conclusões. Ou seja, ela foi produtiva.

Tirei uma conclusão.

Eu não estou totalmente certo em ficar fazendo criticas vazias ao trabalho dos outros só por que eu sei o que é mais certo (não absolutamente certo, sim relativamente).

Isso pela frase: “O problema é quando a empresa está querendo que seu site seja indexada, e o contratado faz um site em flash” que respondo por aqui: “Quando a empresa não sabe o que é ['ser indexada', 'acessibilidade', 'SEO'], o certo é deixar isso claro para ela, prestar uma consultoria. Qual será a porcentagem de agências ou produtores web que fazem isso? 3%? 5%?”.

E não estou totalmente errado.

Talvez quando dizem que criticas são importantes, estão falando só pra gente refletir, criticar e xingar mentalmente. Pode até ser por isso que quando uma empresa escreve: “dúvidas, elogios, criticas e sugestões: Clique Aqui” e escrevemos aquele e-mail imenso, não recebemos nenhuma resposta. Eles não querem saber das criticas. Acabam não ganhando sugestões e elogios. Provavelmente entendem todas sugestões como criticas. Ou todas criticas como não sugestões. E não respondem.

Mas tudo isso me fez pensar que realmente não irei a lugar algum “se ficar apontando os erros dos outros”, mas eles irão. Eles terão a chance de refletir, igual eu tive com a critica (no bom sentido) do Rafael.

Mas fazendo uma média entre custo x beneficio eu só saio perdendo. Justamente por isso, a partir de hoje, menos criticas abertas de minha parte. Mas não vou deixar de ir lá no Kero Ke Ry avaliar formalmente o sistema deles e jogar os pontos negativos aqui. Não vou deixar de ‘tentar’ ajudar. Só vou diminuir a dose. Ok!?



Ágora 2.0

3/10/2007 | Tags:, , , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

“A vida é agora” Visa. Qual o seu sonho? Sabemos que para atingir nossos sonhos precisamos estudar, e muito. Não digo dos livros apenas, mas cada fato e oportunidade em nossa vida que acontece e nem sequer nos damos conta de seu valor. Compreender, ou tentar, tem um fator importantíssimo nesse aprendizado. Questionemos o que fazemos e não tenhamos medo de pensar o que ninguém pensou simplesmente porque é assustador. O caminho pelo qual seguimos em busca deste sonho é tão importante quanto o sonho em si.

Platão: 427 AC – 347 ACSim, este é um blog sobre Tecnologia da Informação, especificamente para gerar a discórdia e re-avaliar nossos conceitos. Algo que percebi, que serve de base para todo o desenvolvimento do conhecimento humano. Caso contrário estaríamos sentados na caverna vendo as sombras das pessoas lá fora.

Quem é você? O que te fez ler estas mesmas linhas? Por que você levantou da cama hoje?

São estas perguntas básicas que não necessitam de respostas? Se a resposta for afirmativa e sem sombras de dúvidas, meus parabéns. Mas aconselho que leia outro texto. Agora se você respondeu um “Não”, ou ainda respondeu sim, mas quer saber a razão de te-las feito, pode prosseguir.

“Só sei que nada sei”

Ainda que tendo se condenado, Sócrates em nenhum momento assumiu conhecer todos os fatos que explicam o mundo ou a si mesmo. Por que razão seriamos diferentes?

Peço mais uma vez que se acalmem, estou apenas mostrando os primeiros Discordianos :)

Por que você usa este determinado Sistema Operacional? Com certeza existem outras opções, mas algo lhe fez escolher este determinado que você usa, assim como o seu browser. “A escolha de alguém na hora do boot diz muito sobre as pessoas”, realmente. Por que todo mundo não usa o mesmo que você?

Venho por meio deste post reconhecer meu papel neste blog. Nunca entenderei mais do que os conceitos de Java, C++ e XML e suas aplicações. A parte técnica é uma negação para mim. Reconheço que meu campo de estudo esta voltado para enriquecer (vide série “Guia do Pai Rico“) , Marketing, Logística e Gestão empresarial. Legal né? =)

Começando essa nova fase, me perguntei todas as questões acima e vi que Sócrates estava certo. Mas porque tantos contrariam? Porque existem fanboys que lutam para defender seus produtos ou empresas como dúvido que defenderiam a própria honra, sendo que não há nada permanente, nem mesmo uma verdade? Uma das bases da Web 2.0 é a inconstância do produto assim como sua liberdade para interpretação.

Espere um minuto, a Web 2.0 e Sócrates têm alguma relação??!

Oh my dog!

Encontramo-nos no mesmo ponto de partida para uma boa discussão em meio à cidadãos (ou cidadões) Atenienses que foram quem primeiramente definiram os conceitos de felicidade, política, existência, e prazer.

In Google We TrustNo nono aniversário do Google, testemunhamos o poder que a informação exerce sobre nós acima da força. Com poderes de um Deus (segurem as tochas e guardem a cicuta, deixem-me explicar), seja na Onipresência em todos os aspectos da nossa vida, acessível de qualquer Gadget. Ou na Onisciência, considerando-se que nunca houve na história da humanidade uma base de dados tão ampla sobre ela mesma.

Longe de mim ser contra, acredito que isso não será uma dominação das nossas mentes nos deixando completamente transparentes. O google sabe mais sobre nós do que nós mesmos. Será? Na minha opinião quem consegue ser completamente transparente? escondemos do mundo e de nós mesmos uma parte que não revelamos por mais que queiramos.

Quer ser transparente? A escolha é tua. Não vai ser uma “Organização do Mal” ou “Outra” que irão tirar sua privacidade e liberdade. E convenhamos, se você tem medo de que descubram que anda entrando em sites que você não deveria entrar. Se acha que irão reprovar te reprovar na empresa porque você gosta de beber até cair e fez a caca de entrar na comunidade disso… precisamos reavaliar nossos conceitos.

Também não defendo completamente o 300313, mas acho que estamos mitificando-o e criando um medo maior do que o próprio Ser.

Aberto à discussões =).



Web Arte

8/7/2007 | Tags:, , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Você já abriu a pagina inicial do YouTube e viu/ouviu a Sandra Annenberg falando: “2 bilhões de pessoas morrerão no planeta…blah blah…”?
Pois é, no YouTube você não corre esse risco enquanto corta o seu bifé do almoço. Na Rede Bobo sim.

Mas Andrew Keen parece gostar de receber esse tipo de noticia no almoço. Parece também que ele gosta de limitar nossa (minha) cultura. Eu digo parece porque não li o livro dele The Cult of the Amateur: How today’s Internet is killing our culture, então vai que tou falando besteira só pelo titulo e pelo review.

Eu não li pois é meio díficil comprar um livro que não tem tradução e eu não achei em nenhuma loja aqui. Que bom seria se todo mundo pensasse igual a 37signals.

Pelo titulo o livro vai falar de como a produção de conteúdo por “qualquer” usuário está prejudicando nossa cultura. Mas em meio a toda cultura que eu absorvi hoje, uma não foi possivel: O livro do sujeito ai.


Tudo bem que a maioria é burra (argumento contra a democracia), porém dá pra sacar que quem faz o conteúdo e quem escolhe os melhores conteúdos da web não recebem bolsa familia para tal né? Dá pra entender a diferença?

Com a Web dos dias de hoje muito mais cultura é gerada e espalhada na superficie do planeta. Pelo menos essa é minha opnião, e por isso eu discordo do Mr. Keen e o titulo do seu livro.

Discordo dando três exemplos que circulam sobre a mesma ideia (wiki): Wikipédia, Wiki do professor de Mat. Finita e a excelente ideia do Frederick, Constiwiki.

Wikipédia é o meu maior exemplo de Cultura e Arte. É o porque eu falo pro Tefo que pra mim Web 2.0 não devia ter esse nome geek e deveria se chamar Web Arte. O wiki do professor eu acho que pode ajudar muito o meu meio (faculdade), e o Constiwiki sem palavras!

Além desses exemplos, todos conhecemos vários outros casos em que a Web está facilitando a produção e disseminação de cultura. Não é díficil perceber que a Internet dos dias de hoje está gerando cultura como nunca jamais foi gerado, e não destruindo.



Brasil 3 x 0 Chile

1/7/2007 | Tags:, , , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Big Eye

jogo bonito, levemente alienador… Título nada a ver com o post.

Começamos o novo milênio com o surgimento deste conceito 2.0 que se popularizou de alguns tempos para cá. Um conceito que abrange da Web à nossas relações pessoais. Uma nova maneira de ver a vida? Talvez sim, como tantas outra maneiras. Ignora-lo seria estupidez. Aceita-lo como verdade única talvez seja uma estupidez ainda maior.

Engraçado como os maiores ídolos dessa idéia sejam pessoas sem muito o que fazer que tiveram uma boa idéia. Somos as fontes do saber e do entretenimento e assumimos os postos como adolescentes em uma tarde de sábado… Isso é ÓTIMO +D.

Entramos no ponto que eu queria chegar. Somos esquisitos. Isso não é ruim, nossas esquisitices nos diferenciam, criam desafios e aprendemos a conviver com as esquisitices do outro, até ai nenhuma novidade. Saber usar sua esquisitice da melhor forma possível é o que diferencia os nosso ídolos(não o programa tosco da sbt) de nós meros utilizadores de nossos “talentos”. Ser um cara foda em programação, gestão, tirar notas boas, ou fera nos riffs[bb], não te diferencia de um monte de gente que é no mínimo tão bom quanto ou ainda melhor. Não queremos suas qualidades. Queremos suas esquisitices.

Definir o que seja uma esquisitice é uma tarefa um tanto, esquisita por si só. Além das qualidades de um bom geek, existem infinitas outras, e como eu não sou chuck norris eu nem vou tentar falar todas. Cada um sabe quais são, ou não =P Conhece-te a ti mesmo e exploras isso caramba! Reconhecer aquilo que te faz especial e que não pode ser ensinado e usar como principal meio de atingir o sucesso profissional[bb] e até social =)

Depois escrevo mais sobre isso
Até a próxima



In-utilidade 2.0

6/6/2007 | Tags:, | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Redes sociais, web 2.0, inteligência coletiva não é tudo de bom. Pode ser mais alienante que globo, mas pode também ser uma ferramenta e tanto.

Outro dia uma coisa me incomodava, minha irmã não saia do Last.fm… Outra hora eu estava ouvindo Mamonas Assassinas (yey!) e ela gritou: “O Last não ta aberto não né? Vai me queimar ai!”…

Ontem cheguei em casa e o PC ligado, sozinho aqui, torrent fechado, soulseek fechado, então porque estava ligado? O Winamp e o programinha do Last aberto, e uma playlist gigante tocando com a caixa de som desligada… dá pra imaginar? Só pra galera ver que a ale é ramonera.

Poxa que inutilidade…

Mas fui ver que eu mesmo fazia mais inutilidades: popomundo, thecrims, sauerbraten, youtube, msn e muitos etc.

Então lembrei do final do livro do Felipe Memória, procurando aqui achei uma frase especial do livro:

Estar acompanhado ou não por outras pessoas faz toda diferença para a experiência (perfeita). Segundo Mihaly, somos biologicamente programados para achar outros seres humanos os ‘objetos’ mais importantes do mundo (…). A forma como gerenciamos as relações com outras pessoas faz uma diferença enorme em nossa felicidade

legal né?

O que ele se refere a uma experiência perfeita é uma ação ou fluxo capaz de deixar o usuário feliz. Felipe ainda afirma que o Orkut e o Hattrick são um sucesso pois envolvem relacionamento entre seres humanos, o que é um fator gerador de imersão em potencial e logo felicidade.

Então saquei por que ale quer aparecer bem no Last.fm, porque quero ser Pop no popomundo, e o maior gangsta do thecrims.

O legal é que com a Web 2.0 esse poder de gerar imersão não é desperdiçado somente com inutilidades. Tomamos de exemplo o Digg. Lá podemos ter milhares de leitores para nossas idéias, um tremendo incentivo para escrever bem e gerar bom conteúdo. A ferramenta torna-se uma experiência agradável quando você é reconhecido, o que não é difícil.

O mesmo com wikis e blogs. Vou tentar ganhar minha felicidade com coisas mais úteis…

CTRL+W no TheCrims, CTRL+T no Wiki do professor de discreta.



No colors anymore I want them to turn black

28/5/2007 | Tags:, , , , , , | Escrito por: Stéfano Torres


Quantos de nós nunca escutaram uma música, assistiram a um filme ou leram um livro que os fizeram acreditar que mudariam o mundo? Percebemos que vivemos em um mundo sujo, que nós temos a culpa por toda a sujeira, que ela impreguina nossos corações… e que temos a força de fazer a nossa parte !

Agora, quantos de nós realmente fizeram alguma coisa? De que valeu aquele pensamento ideológico se não passou de um pensamento mesmo? Somos contra empresas americanas que não assinaram o tratado de kyoto, mais ainda assim compramos delas porque é mais barato que daquelas que aumentaram seus preços para compensar os gastos para tentar ser um pouco mais sustentável (não existe empresa 100% sustentável ecologicamente e economicamente ;/ ), e ainda chingamos o aquecimento global.

Não queira mudar o mundo antes de a si mesmo.
Acredite que seu ato individual pode provocar uma mudança.

Escrevi esse post escutando Paint it Black – Rolling Stones , quem sabe, pode até ser que seja mais um impulso ideológico como o que eu citei acima, mas depende de mim determinar o resultado.

Não se limite, busque a excelência…

Ps: Sobre a escolha da foto: De fato já havia pesquisado inúmeras fotos de vitímas de guerra, crianças machucadas e que haviam sofrido mais do que eu consigo imaginar, e ainda conseguiam sorrir… mas eu não quis abalar os leitores deste blog, só peço que se perguntem se vale a pena fechar os olhos para o resto do mundo. Então vamos olhas para os três bebês gordinhos fantasiados de urso, porque essa fantasia é melhor do que ******.