Modelos de Negócios Criativos na Internet
Em vez de enumerar uma dezena de serviços inovadores em sua arte de fazer negócios de e ir falando que todos irão fechar, que a bolha 2.0 vai explodir e a Google vai fechar, vamos explorar porque o termo Modelo de Negócio é tão usado ao falarmos de internet.
Quando falamos de empresas que não trabalham na web, não é comum atentarmos para o seu modelo de negócio, simplesmente porque ele está implícito em sua atividade. A Coka faz dinheiro com vinagre refrigerante, a Sony com eletrônicos, a TAM vende passagens e a Airbus aviões.
Mas o YouTube não vende vídeos, o MySpace não vende informações preciosas para seqüestradores e a maioria dos MMORPGs não vende o jogo ou o direito de jogar.
Apesar de existirem sites ou softwares que geram renda com a própria prestação do serviço, a maioria dos serviços na web não ganham dinheiro diretamente com seu ramo de atuação. Eles se utilizam de sua plataforma de software para explorarem maneiras diferentes de obter lucro.
A mais usada e que foi herdada do estouro do chiclete 1.0 é a exploração de publicidade e comercialização de produtos e serviços de terceiros.
Boa parte das inovações em termos de plataforma que vemos hoje busca somente aperfeiçoar o esquema de publicidade da web véia ou do mundão véio. É o que acontece quando uma empresa compra um lugar no Second Life e fixa uma pseudo-loja no ambiente. Lógico que se o objetivo é vender o seu produto dentro do ambiente (loja), está usando um novo modelo, mas usar a loja como ‘outdoor’ (pseudo-loja) para vender lá fora, está apenas usando o velho modelo na nova plataforma.
Em questão de explorar de verdade a plataforma com um modelo lucrativo novo, o Second Life é um ótimo exemplo. A Linden – empresa que desenvolveu e explora o universo virtual – utiliza o esquema de venda de espaço em sua grande matriz de pixels para ganhar dinheiro. E mais! Como forma de retribuir e estimular os usuários a criarem, todo usuário pode produzir itens ou scripts e vender para outros personagens gerando renda para si, em dólares!
Várias empresas também aproveitam a plataforma da Linden para desenhar, criar e programar objetos que serão vendidos para os usuários do capitalismo paralelo pelo capitalismo real (dólares).
Outro modelo de utilização da plataforma web para gerar moeda$ verdes$ é a exploração das chamadas Ágoras Modernas (Wikinomics).
Por ser um modelo quase que exclusivamente B2B ele não é muito conhecido, mas para uma simples explicação vamos comparar as novas Ágoras com o ebay. Venda de produto consumidor-consumidor pela web. Mas no ambiente de uma Ágora Moderna não é vendido o produto em si, e sim idéias, patentes e projetos de engenharia para empresas interessadas ou que tenham necessidade em adquirir para concluir um produto.
Pode-se perceber pelos dois exemplos que usei, que a filosofia por traz desses novos modelos é de colaboração e abertura. Outras plataformas da nova economia também seguem os mesmo princípios. Os mesmo princípios de um espaço wiki. Já recomendei e repito: Wikinomics, um livro muito bom que trata sobre ‘toda essa coisa’ de economia e web.
Eu inclusive dei uma copiadona de alguns trechos em artigos antigos. Aproveite e fique com vontade de comprar o livro Wikinomics após ler um pouquinho em meu outro artigo sobre.
Ah! E compareça no lounge do iMasters InterCon 2007 - no dia 27 - e bata um papo com Gilberto Jr sobre o tema em uma desconferência (Novos Modelos de Negócios na Internet) que vai rolar lá!
Se der tudo certo e eu tiver por lá, e você quiser falar comigo, é só olhar o cara com mais cara de criança que tiver lá que sou eu. (y)




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