Desenvolvimento de Sites em Londrina - Acessibilidade e Usabilidade

30/11/2008 | Tags: , , , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Londrina não é mais a mesma. Algumas coisas mudaram no mercado de Internet da região. Eu vi uma boa discussão ser levantada na lista de blogs da região e agora me dei conta da quantidade de blogs da blogosfera Londrinense.

Me lembro de quando trabalhei com HTML e CSS (montador) lá. Não era só eu que ficava decepcionado com a baixa qualidade do trabalho que a empresa oferecia ao cliente. Quem passava por outras empresas de desenvolvimento para Web sempre me falava que a situação era parecida. E falar alto em um lugar desses é foda, ninguém ouve.

Mas caramba! É a Internet! As mesmas ferramentas disponíveis aqui são disponiveis lá.
Por que então a qualidade é baixa?
Creio que a integração da ferramenta ao ambiente de trabalho demora a ocorrer. E não é só para desenvolvimento. Qualquer novo “framework para conhecimento”, conceito, leva mais tempo para fazer parte do dia a dia desse tipo de empresa.

Sem contar que lá não existe preocupação em design. Todos clientes poderiam ser melhores atendidos se técnicas de design fossem aplicadas naqueles sites, mas isso não era demandado pelo cliente. Afinal, que crivo a esposa do cliente tem para decidir uma questão de design quando as escolhas que ela tem são layouts do template monster?

Na questão das ferramentas não era difícil meses depois alguem falar do que eu havia apresentado a um tempo atrás e só me restava responder: “É, lembra que te falei mês passado?”
Paciência… o cara não lê 4,878 rss/mês.

Nesse caso ou você vai trabalhar em um lugar decente, ou você tenta tirar uma certificação para “provar” que sabe mais que o cara.

O curso para desenvolvedores Web de Londrina: “Curso de Desenvolvimento de Sites com Padrões Web - Foco em Acessibilidade e Usabilidade - Turma 2” além de ensinar sobre como desenvolver melhor para Web vai te dar um certificado :)



Processing

26/11/2008 | Tags: , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Não deve fazer mais que seis meses que CouchDB e Hadoop (que pretendo observar de longe) e Processing e Objective-C começaram entrar na minha cabeça. Espero que essas coisas não afastem meus problemas atuais em Ruby (Merb).

O motivo de eu estar tão animado com Processing (e Arduino é lógico) é resumido nessa frase do why.

(…) não é só a popularidade do Processing que é animadora. Uma coisa é uma linguagem se tornar popular entre cubículos e salas de servidores. Processing é um ambiente ganhando respeito em salas de aulas, salas de edição e até em baladas.
http://hackety.org/2008/11/25/sevenYearsLaterProcessingLeavesBeta.html

Realmente… eu lembro de ter visto a Björk usando isso há mais de 1 ano.
Veja uma animação feita com Processing:


Metamorphosis from Glenn Marshall on Vimeo.

Como mostrado aqui é possível utilizar Ruby para fazer Live Coding com Processing. Existem também outras bibliotecas em outras linguagens.



Skyrails - Visualização de redes

26/11/2008 | Tags: , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Ambiente 3D muito bem acabado para visualização de grafos. O vídeo mostra exemplos de usos em redes de computadores, moléculas e outros grafos genéricos.

Grafo foi uma das poucas matérias que me interessaram na faculdade, agora que estou dando uma olhada no Processing pode ser legal fazer algo parecido :)



Jogos de outras comunidades

24/11/2008 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Esse final de semana conversei com uma galera que usa o Plurk e me assustei.
No Twitter, mês passado soltaram o Labrute e dentro da comunidade do Twitter ele é o game online mais jogado desde lá.

No Plurk acontece outras coisas, rola outros games, e eu fiquei sabendo o que tem muitos usuários lá:

Popomundo - Um game sobre fama. O jogador deve montar um personagem famoso. A maneira usual de se fazer isso no game é montar uma banda.
Admito: eu jogava há um tempo, tinha uma banda blockbuster e fazia várias turnês :)

Poupee Girl - Game para meninas montarem seus avatares com roupas super-caras. Uma amiga que faz “design de moda” disse que mais da metade da sala dela joga. O game é febre na Europa e no lugar que foi feito, Japão.
E só tem gata na comunidade do orkut ;)

Atenção para um detalhe legal no formulário de cadastro do Poupee, vejam como ele faz para evitar que o usuário copie e cole na verificação do e-mail.



Rack Cache - Fazendo cache corretamente

23/11/2008 | Tags: , , , , , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Então nós temos o HTTP a muito tempo e algumas coisas que foram revistas na versão 1.1 (RFC 2616) do protocolo só estão estão sendo implementadas para valer agora.

Uma parte importante do REST é a preocupação com o uso e implementação de alguns metodos HTTP esquecidos até agora.

Outra nova preocupação é sobre as implementações de cache do protocolo.
O protocolo HTTP vem com várias especificações sobre como cache pode ser feito nessa camada, porém, até agora foi uma parte esquecida tanto nas aplicações como nos clientes de HTTP.

Como várias aplicações (não pense somente em navegadores, mas também Web Services) começaram a seguir essas especificações para fazer cache local, era lógico que viriam implementações para os servidores que utilizamos hoje em dia.

Eu não sei você, mas eu já estou com Nginx + Rack a muito tempo. Rack é uma interface entre o servidor HTTP e o framework Ruby. No meu caso o framework é o Merb e o servidor é o Thin. O Nginx só dá uma de proxy reverso. E é ai que entra um grande potencial para ele. Com alguns cabeçalhos HTTP sendo trocados corretamente o Nginx consegue funcionar como servidor de cache facilmente.

Rack::Cache é um adapter para Rack (que servidores como Thin e Ebb usam e frameworks como Merb e Sinatra também). Além de usar corretamente os cabeçalhos HTTP sobre cache, o Rack::Cache age como um mecanismo de caching completo e totalmente fora da aplicação. Permitinde inclusive que o armazenamento seja feito no Memcached.

Por enquanto é necessário a inclusão manual do código na aplicação que está executando o Rack. Em breve espero que os próprios servidores ou frameworks incorporem as funcionalidades dessa gem Ruby.



Base de dados em disco de estado sólido

18/11/2008 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Os discos de estado sólido ainda estão absurdamente caros (beirando os 4 dólares), mas investir em colocar sua base de dados em um disco desses pode valer a pena desde já.

Em base de dados a largura de banda, apesar de ser importante não chega ao nível de importância que o tempo de busca tem. E dispositivos de armazenamento de estado sólido possuem praticamente zero de tempo de busca.

Outro dia essa idéia me veio a cabeça e eu achei essa comparação: More Details on MySQL & SSD drive performance, agora fiquei animado ao ver um case no HighScalability onde a empresa de games online “EVE Online” utiliza SSD em seus servidores SQL Server. Abaixo um paragrafo do case:

Cluster de base de dados - Essa é a camada persistente da EVE Online. Os nós do cluster usam bastante a base de dados, então claro que quase tudo que se fazer com o game está aqui. Graças aos discos de estado sólido a base de dados consegue lidar com uma quantidade enorme de I/O tranqüilamente.

Como é possível ver nos gráficos desse artigo a diferença é realmente absurda.

Para reforçar que para aumentar performance na base de dados pode valer a pena o investimento em um SDD, leia o artigo do Marcos Tapajós sobre CouchDB - Databases don’t scale. YET! - ele deixa bem claro que o maior problema de escalabilidade é base de dados e mostra o CouchDB, promissor projeto da incubadora da Apache.



Syntax Highlight com gist-it agora funciona!

17/11/2008 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Pauka Jr.

Ohhh! Me sinto tão mal de ter distribuído o plugin de WordPress mais legal que já fiz sem funcionar direito.

Brincadeira.

A parada não funcionava com códigos de verdade (que ião além dos meus testes bobos) pois não manejava direito aspas e contra-barras. Agora funciona. Se você ficou puto que essa porcaria não prestava antes, me dê outra chance.



Zeebo

13/11/2008 | Tags: , , , , | Escrito por: Stéfano Torres

Segue abaixo a apresentação do Zeebo com baseada na entrevista de Fernando Fische por Reinaldo Normand

Posicionamento no Mercado

O Zeebo não vem para brigar diretamente com os consoles da nova geração, como Xbox 360[bb] e PlayStation 3, mas sim para oferecer uma alternativa viável para aqueles consumidores que ainda estão em uma escala inferior e hoje acabam comprando um PS2 desbloqueado para rodar apenas jogos piratas, por falta de outra oportunidade. Com um preço estimado para o mercado na casa de R$ 599 e disponível nas grandes lojas de varejo, com opções de facilidade do pagamento, a Tectoy espera chegar até este público, oferecendo jogos originais, que serão comprados com preço médio de R$ 20, podendo variar entre R$ 10 e R$ 30. Os próprios executivos da empresa esperam que a qualidade gráfica esteja entre o PS1 e o PS2, ficando no início talvez mais próximo do PS1 e com o passar do tempo e com o desenvolvimento de novos games, podemos chegar até a algo similar ao Resident Evil 4 no PS2. A diferença é que todos os games serão 100% em português e podemos dizer que o Zeebo é a prova de pirataria, já que a única forma de transferir os games é pela rede ZeeboNet 3G. [...]

[...]Para comprar os games, os usuários devem adquirir créditos em sua conta (chamados de Z-Credits), que poderão ser recarregados de diversas formas como cartão de crédito, boleto bancário, crédito em conta corrente ou cartão pré-pago, que poderão ser adquiridos em estabelecimentos comerciais. Os games lançados não serão simples conversões de outras plataformas, haverá todo um processo de preparação para deixá-los aptos para rodar no Zeebo, que vai desde a tradução das falas, menus e interfaces com o usuário, até a melhorias ou otimizações gráficas e preparo para a jogabilidade no joystick. A idéia é trabalhar com publishers conhecidas de renome mundial, tais como Sega, Capcom e Namco, além de contar com um controle no lançamento que englobe a função de acelerômetro, que inclui um sensor de movimento como o Wii da Nintendo.

Na íntegra no gamersbrasil.uol

Ok, legal até a idéia. Quais os problemas?

Eles copiaram na cara dura a frente do PS3, a lateral do Xbox e as cores do Wii… O hardware é equivalente a um PS1 e o preço de um PS2 a venda em qualquer site.
A idéia que realmente se destaca é a de baixar os jogos. Mas não creio que seja uma idéia genial vender um console com preço de um PS2, com jogos do preço de jogos do PS2 pirata sem qualquer outra vantagem. É o polystation novo?
Inserir uma conexão como a 3G é muito legal, não poderiam aproveitar e inserir a opção de jogar em rede? Ou então inserir uma conexão wi-fi para maior velocidade sendo que as tendências apontam para que existam cada vez mais área urbanas com wi-fi a um custo próximo do nulo. Essa sim seria uma vantagem tremenda…
Quanto ao preço, o mercado é formado pelas classes mais pobrelares, ou seja, não podem esperar que o lucro de um videogame cujo propósito é lucrar com o download de jogos sem qualquer custo de produção, além do desenvolvimento, fique na venda do console.

Tenham por exemplo a Apple. O iPod é considerado um player barato em relação ao custo benefício no Estados Unidos. Por que ele é o maior sucesso da Apple? Por que o Steve não cobra 1000 dólares no iPhone? Por causa da iTunes Store e a App Store, que vende as músicas e aplicativos neste mesmo sistema e obtêm o retorno sobre o investimento na parte longa da cauda.

Imaginem um videogame de 100 a 150 reais com milhares de jogos à disposição (a maioria desses, seria de produtoras independentes) custando de 2 a 5 reais cada um. O problema com os jogos mais populares é que empresas como a EA e outras ainda focam o mercado de alto nível, deixando campo aberto para a pirataria sendo que boa parte da renda destes jogos fica nos revendedores, cabendo ao nerd gamer pagar 100 reais em um disco de dvd com o jogo. Também não dá espaço aos desenvolvedores independentes de mostrarem que tem algo legal que gostariam que os outros vissem e prestigiassem. No mesmo esquema da App Store, o grupo cria um jogo, mostra pra uns amigos fazerem o review e vendem a licença para a TecToy ou outra empresa que se ligue nessa IDÉIA e disponibilize o jogo para download. Dos 3 reais que o usuário pagaria para baixar em média, 1 real iria para o dono da idéia e 2 reais a empresa que criou o console, o sistema e tem um custo quase nulo de mante-lo vendo a abrangência do mercado.

Digamos que venda meio milhão de consoles ao preço que sugeriram, R$ 599,99. Seriam quase 300 milhões de receita para eles, fora os 2 ou 3 jogos que cada usuario ira comprar antes de descobrirem um jeito de baixar os jogos pelo computador e colocar pela entrada USB do console… oops.

E se vendessem 1 milhão de consoles a 150 reais? “Só” 150 milhões de receita para vender o dobro de aparelhos.. não parece legal certo? ou parece? Pagando 3 reais por jogo considerando que não teria o custo de buscar em comunidades do orkut onde baixar no PC Positivo deles, parece um bom negócio. Até baixaria aquele jogo novo que o Zézinho contou. É só o preço de um salgado mais um suco. Não gostei? Ok, baixo outro, quem sabe aquele jogo independente que tem tudo que eu gosto porque tá na seção de tiros e tem as tags “emo” “matar” “chuck+norris-like”. Baixaria até uns 50 jogos assim…

E assim por diante.

Não façam um produto 1.0 em uma sociedade 2.0.

Inovem e repensem o conceito de produto.



O que que o marketing tem que eu não tenho?

11/11/2008 | Tags: | Escrito por: Stéfano Torres

Pode parecer contraditório que justo eu cuspa no prato que comi, como e ainda vou comer por um bom tempo.
Não digo que é inútil pensar no marketing, sendo que este é a base do seu negócio. Se não puder responder as perguntas de divulgar o que você é, o que pode atingir e porque a sua jeba é melhor que a jeba deles.
Falo daqueles que constroem seu plano, suas vidas e seus sonhos em dados de pesquisas e análises de economista e se esquecem de abrir a janela e ver o mundo lá fora. De abrir o jornal e estabelecer as próprias opiniões.

Marketing não é aquele bicho de 42 cabeças maiores que a tua mãe falava pra você acreditar em deus.
Marketing não é o cu de chato, não é Mara, não é um ahazooo nem qualquer boiolice que você ache numa comunidade do Orkut.
Marketing não é propaganda, propaganda é marketing.

Mas que caralho… como eu posso falar o que não é marketing se nem eu sei? Se nem teu pai sabe? Se nem aquele seu tio que sabe inventar umas respostas para as perguntas mais esdrúxulas sabe. Se professores de marketing querendo mostrar que sabem mais de marketing que nós, porque eles tiveram mais tempo e menos vida social para ler mais uma porrada de livros escritos por mais um bando de gente que mal sabe o que é uma janela aberta, quanto mais uma opinião própria verdadeira, quem saberá de fato o que é marketing ?!

O meu marketing é aquilo que me faz olhar o mundo com os olhos de uma criança e perguntar “Tio, que acontece se eu apertar esse botão… PLICK” e falar “wow…, ia ser legal se tivessem filmado isso”.
Não é o que me faz admirar o mundo, é o que me faz ver as coisas como são e dizer “posso fazer isso ficar melhor”.

O meu marketing, o seu marketing e o caraleo a la quatre de seja aquela qual for a razão pela qual você fale “Seu tosco, eu sou melhor que você” para alguém é a verdadeira coisa na qual você tem de focar, e não naquilo que dizem que dá certo focar. Não vou gastar mais saliva ou células dermais dos dedos recontando o porque de fazer isso. Simplesmente faça e pronto.

Leia livros de pessoas boas no que fazem, veja no que eles contrastam com você. Abra a janela, não espere receber um direct falando que vai chover.

Para encerrar, um dos vídeos mais fodas que assisti este ano:

Alcioli - Nada a Declarar



Nerds On Coffeel #1

10/11/2008 | | Escrito por: Stéfano Torres

Dia 25/10 uma galera geek de londrina se juntou para realizar o 1º NerdsOnCoffeel ou #NoCl lá no Frans Café do Jardim Mall e bater um papo regado à cafeína.

Seguindo a proposta de papos e conversas “normais”, o primeiro tópico que conversamos foi a perspectiva dos blogueiros e nerds presentes e virtuais sobre o que está havendo na web e dar continuidade à conversa iniciada este ano sobre como desenvolver o potencial de londrina para o mercado de mídias sociais.

Depois passamos a temas muito mais sérios como o hype do labrute entre outros :D

Eu, Vitor Hugo e Paulo Farine compartilhamos as experiências de blogueiros, discutindo o público que abrangimos, o tema, o interesse e potenciais dele.

Ok, pulando a parte chata,  TIVEMOS A PRESENÇA DE UMA GAROTA =D

O que deu pra ver por lá foi que tem muita gente em Londrina que gosta desse assunto, mas não se conhece e acaba simplesmente chupinhando os eventos de SP e região.

Consideremos que da galera que foi, cada um conhece uns 3 ou 5 amigos que curtem isso mas acabaram não podendo ir, e assim por diante. Esse bate-papo vai crescer e já temos a data do próximo!

No sábado, dia 22/11, no Fran’s Café

NerdsOnCoffel #2!