Net Virtua

28/9/2008 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

O pessoal da Virtua ligou aqui em casa para avisar que o plano aumentaria de 4MB para 6MB. Excelente… Já fazem 2 anos que li a respeito que em Portugal (olhe bem, não é assim o melhor país da Europa) as provedoras da banda larga estavam fazendo esse tipo de migração gratuita de plano.

O valor adicional para passar para um plano de 12MB era bem baixo, então por que não né?

Wow! 12MB/s absurdo!

Não!

Olhe bem. Isso deveria ser proibido. A Anatel deveria parar de receber dinheiro desses caras e fazer direito o seu serviço de fiscalizar e regulamentar. Se o plano só consegue me entregar 1,7MB/s por que ele é chamado (e eu sou cobrado por) 12 Megas? Isso é um absurdo cara.

Você pode estar pensando “carai, o cara tá reclamando que faz download a 2MB/s”.
É… isso é o suficiente para fazer streaming de vídeos em alta resolução e muito mais coisas ao mesmo tempo. Mas isso já deveria ser possível no plano mais básico!

Veja. Essa de anunciar um número alto e entregar um valor baixo é muito bom (para eles) por que é lógico que eu vou querer falar no Twitter que eu tenho um puta plano. É lógico que eu vou fazer um post sobre e falar para meus amigos que baixei o Ubuntu em 10 minutos. Vou até mandar um screenshot do gerenciador de Torrents baixando nessa velocidade absurda.

É bem isso que eles querem.
Isso é marketing. Não importa a realidade, importa o que parece ser.

Mas sabem o que vai acontecer daqui a 3 mesês?
A Virtua ligará o bloqueador de Torrents e fará o limitador de banda funcionar. Me farão perder horas no telefone com aquele atendimento horrível deles.

Eles já fizeram isso uma vez. Em Londrina liberaram 2MB reais para o plano de 2MB durante 1 mês. Todo mundo falou sobre. Me mandavam dezenas de screenshots para mostrar a super velocidade. Pouco tempo depois de eu assinar o pacote da Net, começou a palhaçada… Traffic Shaping até em protocolo HTTP.

Mas aí quem se importa? Todos já vão estar com o plano super caro deles mesmo… Todos já vão ter falado: “cara, a Net lá de casa é 12MB”. Não se engane… Se for para pagar um plano desse, pelo menos saiba que está sendo bem enganado. Eu sei disso. Stupid, stupid me.



Todas as perguntas

28/9/2008 | | Escrito por: Stéfano Torres

Tendo lido ou não o guia do mochiliero das galáxias já deve ter ocorrido um momento em um determinado ponto do seu projeto,  vida ou relacionamento no qual você teve a incrível e fenomenal sensação de que saberia as respostas de tudo e que o universo era seu playground.

Ae do nada, tudo muda.

Pode ser uma pergunta inimagínavel que você por coincidência não tinha imaginado. Saber que pessoas dependem das consequências de sua decisão ou perceber que foi um desafio pessoal saber tudo e realizar o melhor.

Efeito?

Stress puro e simples (por mais complexo que seja)

What the Hell should I do them?

Fuck it.

Seu projeto não te pagou nenhum drink e você ja tá entregando sua vida pra ele? FAIL!

Um parabéns no final dele ou um cheque mais gordo não te fazem uma pessoa melhor. Não se engane.

No caso de um desafio pessoal, saiba que se você precisa se foder esforçar além da conta para atingir a excelência, você NÃO é excelente.

Ache seu jeito de fazer as coisas. Por mais que os profissionais digam que o jeito deles da certo, não é o seu jeito.

Mas enquanto precisar se esforçar para resolver este projeto, você só estará esperando o próximo que indubitavelmente será pior quando você poderia fazer melhor.

Aprenda com House: as regras servem para 95% das pessoas. O problema é que todas as pessoas querem estar nos 5%, e embora nem todos estejam, 5% morrem por causa das regras.

Portanto não se apoie nas regras, mas não ignore-as.

Agora citando Piratas do Caribe

[...] o código serve mais como um guia do que um manual do que fazer [...]

FUCKIN BRILLIANT MATE!

As idéias e conceitos provados servem para te indicar o norte, mas o caminho é você quem faz. Não espere que as suas variáveis adaptem-se à você.

Mude, corra, se atualize, clique e morra.

Não esqueça de ser feliz no meio disso.

Se você tem uma idéia legal pra um projeto mas não sabe ou tem disposição (de tempo, vontade ou recursos) para fazer o certo, faça.

Nossas escolhas valem mais que nossas vontades, princípios e ideais éticos e morais.

então escolha bem, escolha mal, escolha não fazer nada.

você acabará fazendo uma escolha.

Mais vale uma idéia simples em prática que uma fenomenal que ficou na cabeça do idealizador.

Va em frente, arrisque, se machuque.

Não esqueça a sua toalha.



Driblando o cache dos leitores de RSS

26/9/2008 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Outro dia eu perdi uma boa meia hora de produtividade porque não conseguia testar as alterações que eu fazia no RSS. O motivo? Elas não apareciam no Google Reader (ou Netvibes, ou qualquer outro agregador) pois a versão passada estava em cache.

Hoje quando precisei novamente fazer e testar as mudanças, a solução foi tão simples, tão igual a gente já está acostumado que fiquei até com vergonha.

Olha só. Lembra lá no AJAX ou no CSS quando você quer enganar o cache do navegador e coloca algo do tipo “&randcache=665″ na requisição HTTP? Então…

Quando precisar testar mudanças ignorando o cache do leitor de RSS, adicione um novo feed no reader com a mesma URL e um “&qualquer-coisa” no final. O Google Reader entende como um novo feed e vai no servidor buscar, pegando a nova versão ;D



Transmimento de pensação ou… ganha quem fizer primeiro?

21/9/2008 | Tags: | Escrito por: Dirceu Júnior

Não fui eu que pensei nesse título. O título foi um “copiar e colar” muito bem intencionado desse artigo de Luis Felipe dos Santos.

Eu respondi o cara em um comentário que por um erro de digitação pode ter perdido totalmente o sentido.

Para corrigir o erro de digitação e para que meus leitores tomem conhecimento da questão (atualmente comentários feitos por um autor não são distribuídos aos seus leitores) resolvi replicar o comentário aqui.

Concordo muito com a idéia de que outras pessoas pensarem nas mesmas soluções ao mesmo tempo é fruto da uniformidade nos artefatos de conhecimento e compartilhamento de pensamentos (conteúdo: seja ele em texto, vídeo ou qualquer outro tipo).

Concordo tanto que afirmo que pensei nisso a muito tempo atras. Comentei com algumas pessoas que concordaram, mas infelizmente não posso provar a validade da “minha gênialidade” pois não tenho link de nenhum post que escrevi sobre. Eu não escrevi sobre.

Uma frase que gostei de conhecer hoje é: “A habilidade de controlar informação é a habilidade de controlar mentes”.

Estariamos então sob a dominação de algum controlador de informação. Google podemos dizer?

Então o Google pode não ter transformado todos em estúpidos, mas nos transformou em pensadores em massa e então perdemos o lance da individualidade. Se esse realmente for o caso (alias, é! quem é relevante com somente um link? no Google precisamos de muitos), temos algo aqui mais alienante do que a TV foi.

Neste caso e para efeitos de “eu pensei primeiro”: Google, Digg, RSS e Twitter são a TV (no sentido de alienação) do mundo atual. Espero que você também pense sobre isso.

A questão é mostrar que os filtros de conteúdo (que servem para medir relevância) ao mesmo tempo que nos deixam livres do lixo que a quantidade de informação disponível possui, nos faz pensar como uma massa. Que quando os filtros tentam se basear na rede social do individuo ou no “voto comunitário” para caracterizar relevância eles estão na verdade transformando todos em pensadores em massa.

Quando todos estão recebendo a mesma informação (os top diggs, os maiores PageRanks) todos tendem a pensar da mesma forma. Então inovação, a palavra que me faz gorfar, torna-se cada vez mais rara.

Aproveito o post para lançar mais uma idéia: Por que comentários que fazemos em outras páginas (blogs) não são distribuídos aos nossos leitores e veiculados em nossas páginas (blogs)?

Repito: Eu só quero que façam isso e que quem fizer me dê a porcaria do link.



Full screen na Web é extremamente estúpido!

21/9/2008 | Tags: , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Agora eu estou me perguntando: como eu nunca pensei nisso antes?
Como eu nunca li que alguem já pensou nisso antes?

A estupidez parece tão lógica: sentamos na frente de uma maquina com uma quantidade de botões absurdamente maior que a quantidade de botões da ultrapassada televisão e queremos assistir vídeos da mesma forma com que fizemos nos anos que a televisão foi a grande mídia: 15 minutos de vídeo, uma mijada. 15 minutos de vídeo, outra mijada.

Oops! Na verdade não queremos. Tomem nota que o comportamento do usuário representa muito mais aquilo que o criador da interface desejou do que o verdadeiro interesse do usuário. Alias, é disso que design trata, não é? (Falando aqui como um mero pseudo-programador)

Então, porque as interfaces de vídeo na internet não são habilitadas para suportar o modelo interativo que tanto falam ser o diferencial da web?


Porque eu preciso usar essa “gambiarra” de abrir o vídeo em outra janela e ajustar o seu tamanho para assistir um clipe enquanto escrevo esse texto?

Eu não consigo ficar muito tempo vendo um vídeo na web em full screen. Eu quero fazer uma busca. Eu quero responder o Instant Messenger que fica pulando ali em baixo. Quero ver se alguem compartilhou algo legal no Reader.

Esse é o “mijar” que vídeo na web tem que enfrentar.

Mas o pessoal parece tentar resolver isso com algumas soluções que não estão me agradando muito. Vídeos pequenos. Legal… funciona, mas eu quero mais.

Eu quero uma maneira de soltar o vídeo da página e posiciona-lo e redimensiona-lo onde eu quiser na tela. Quero poder colocar um vídeo acima do Google Reader, da edição do WordPress ou ao lado do Instant Messenger. Ver o vídeo enquanto converso com 20 pessoas, enquanto leio dezenas de feeds na duração do vídeo, enquanto “coloque aqui o que você quer fazer enquanto assiste um filme”.

Veja bem: Eu poderia muito bem levar uma semana desenvolvendo uma extensão para Firefox ou um player em Flash com um botão de “soltar o vídeo desse lugar”. Eu poderia muito bem abrir uma empresa baseada na idéia e desbancar o YouTube, não poderia? Um startup que pagaria minha BMW…

Mas como eu fico extremamente enjoado “das coisas” muito rápido, achei melhor não partir para uma solução em código.

Espalhem a idéia por aí.
A idéia: eu quero um botão nos player de vídeo da web que me possibilitem soltar o vídeo dessa antiga interface que esta sendo repetida pelos caras que fazem vídeo na web.
Eu não quero Full Screen. Quero “free screen”. Soltar o conteúdo (vídeo) da interface (página) que eu abri ele.

Inventem para isso um bom nome. Perguntem ao departamento de marketing.

Eu só quero que façam isso e que quem fizer me dê a porcaria do link.



Vermelho ou amarelo?

20/9/2008 | | Escrito por: Stéfano Torres

A possibilidade criou o desejo de ser diferente, conforme a tecnologia e as técnicas de produção avançaram (e avançam pela exponencial de Moore), foi permitida a customização maciça e crescente, desde a escolha da cor do seu carro, ao hábito de escutar uma música no seu tocador pessoal ou assistir a um video do youtube. É a afirmação do “eu escuto o que quiser, vejo o que quiser e quando eu quiser” instigando a liberdade e isolamento do indivíduo.

Através do exercício da liberdade os indivíduos isolaram-se para exercer seus gostos e preferências quanto à hábitos de consumo e cultura. Isto retratou o pós-modernismo que foi uma resposta contra-cultura-like ao modernismo. Porém, em como observamos em comunidades virtuais, há milhares de pessoas lá fora com esse gosto esquisito que você achou que te fazia único.

Tínhamos uma sociedade, dividimos as peças e agora vamos monta-las do jeito que acharmos mais legal.

O nicho daquela banda alternativa encontrou uma forma de encontrar, de forma mais semântica (pessoas que também gostam dela), outras bandas com estilo parecido que eram mais provaveis de também serem muitíssimo interessantes.

Essa é a nossa contra cultura.

As sociedades pós-modernistas com características hedônicas esmaecem-se para dar lugar à uma geração que preza a qualidade, praticidade e usabilidade com consciência dos efeitos de suas decisões sobre o planeta, a economia e a sociedade. Buscamos contrapôr a geração coca-cola pela geração coca-cola zero (y) que preza o corpo, o futuro e desenvolvimento rápido, compartilhado, descentralizado e free (as beer).

Queremos dizer com orgulho:

I’M A MAC!



Filho, você têm de inovar

20/9/2008 | Tags: , , | Escrito por: Stéfano Torres

vou gorfar a próxima vez que eu ver a palavra inovação. blaaaaaaarg

Esse tweet do @dirs me fez refletir sobre o real fato de que inovar já é mais modinha que all-star. A prova disso? Escreva um post sobre inovação e/ou responsabilidade social e espere os paraquedistas. Acredite, trará mais resultados do que inserir uma frase ao acaso como “fotos da Alizée pelada”

Sempre usei como medidor de hype os seguintes instrumentos:

  • Blogosfera Internacional
  • Blogosfera Nacional
  • Portais de Notícia
  • Veja
  • Orkut
  • Mãe

Exatamente nesta ordem.

Se eu descubro algo que acho interessante ou meramente relevante, prontamente procuro saber em qual ponto da curva está.

Pode testar, funciona.

It’s the same old story, se a tua mãe gosta deixou de ser cool.

(more…)



Gmail identifica endereços no e-mail

18/9/2008 | Tags: , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Que o Google “lê” informações dos e-mails do Gmail todo mundo sabe. Ele faz isso para exibir aquelas propagandas
[bb]
do lado do e-mail.

Eu percebi algo novo na interface do Gmail. Quando recebi um e-mail que continha um endereço, o Gmail apresentou a opção de ver esse endereço no Google Maps. Como podem ver na imagem abaixo, a funcionalidade fica acima dos links patrocinados.

Screenshot do pedaço do e-mail com o endereço:

Acima dos links patrocinados:



Blog de cara nova

18/9/2008 | Tags: , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Comecei a fazer um layout novo no Photoshop a um mês atras. Não faço a minima idéia de onde colocar as coisas. No Photoshop não passo de alguns filtros básicos. Um layer para cima do outro e “Vector Tool” quando preciso fazer uma montagem (do tipo colocar a cara do Stéfano no corpo de alguma criatura estranha a la Spore).

Então o tempo passou e quase tudo que eu tinha feito era “um topo”. Eu também sabia que iria colocar o glider (simbolo hacker) em algum lugar - que não fosse um poste. Pensei em uma barra de separação bem legal que levaria o tal simbolo, mas não foi. Não consigo fazer muita magica no Photoshop e minha coisa (vulgo template) não ia sair nunca.

Então peguei um tema pronto daqui e coloquei o “topo” que eu havia feito.

Agora o blog está com template novo, então se você está lendo isso em um leitor de RSS faça o favor de abrir o blog no navegador e apreciar o visual moderno dessa blog.



JavaScript Template Library

8/9/2008 | Tags: , , , | Escrito por: Dirceu Júnior

Muita gente já deve estar acostumada com o uso de bibliotecas de templates para HTML em suas plataformas de desenvolvimento server-side. Que eu me lembro: Smarty é legal no PHP, Cheetah no Python, ERB e HAML no Ruby, FreeMarker e Velocity no Java.

Últimamente tenho encontrado alguns projetos utilizando bibliotecas de template para JavaScript. Eu pessoalmente prefiro a simplicidade do zTemplate, mas também existem projetos mais robustos como o JavaScriptTemplates, PURE, ou o ZParse.

O uso do zTemplate é tão fácil que eu não preciso nem dar esse exemplo de uso. Dê uma olhada na página da parada. É dahora!