Arquivos de Maio, 2008

Yahoo! SearchMonkey

Escrever sobre tecnologias não estabelecidas é um problema, uma vez que se corre o risco de especular mais do que informar, veja o caso do Google Knol.

Se desinformação pode gerar um pouco de confusão, especular pelo menos faz bem aos neurônios…

Há algum tempo o Yahoo! anunciou que vai abrir sua plataforma para que usuários possam agregar semântica aos resultados da sua busca.

A Web semântica interliga significados de palavras e, neste âmbito, tem como finalidade conseguir atribuir um significado (sentido) aos conteúdos publicados na Internet de modo que seja perceptível tanto pelo humano como pelo computador.
Web Semântica, segundo a Wikipedia.

O que o Yahoo! quer dizer com abrir sua plataforma de busca para que os usuários adicionem informações de dominio específico aos resultados das buscas?

Significa que para mostrar resultados mais relevantes e com mais informações agregadas, em vez de se esforçar para entender todas milhões de maneiras que pessoas criativas usam para criar conteúdo ou forçar essas pessoas a organizarem todo tipo de informação de uma forma só (como muitos projetos de Web Semântica tentam fazer), o Yahoo! foi para um lado diferente. O lado dos Microformats.

E mais! Lógico que toda vez que um novo “formatinho” surgir eles não querem a dor de cabeça de alterar o motor da busca para entender a nova especificação. Por isso o SearchMonkey vai abrir a possibilidade para que desenvolvedores “ensinem” a ferramenta de buscas entender esses pequenos tipos de formatação para informações especificas.

Com a utilização dos Microformatos por uma ferramenta de busca do porte do Yahoo! o que se espera é que os produtores de conteúdo passem a utilizar e que desenvolvedores criem novos formatos. No dia que isso ocorrer e as ferramentas de busca entenderem melhor que tipo de informação estão tratando as buscas deixaram de mostrar resultados desse tipo:

E apresentarão algo mais parecido com isso:

PaperVision 3D

Um projeto que a muito tempo me chama atenção é o PaperVision 3D. Coisa de programador: uma engine para utilização de modelos 3D no ambiente já existente de desenvolvimento e execução do Adobe Flash e Action Script 3.

Mas só por que é coisa de programador não quer dizer que para o usuário nada está mudando com a adoção que a ferramenta está tendo.

Para quem ainda não viu muita coisa pela Web em 3D, ou já viu e não sabe se aquilo foi feito utilizando o PaperVision preparei aqui uma lista de sites feitos com tal ferramenta. É uma galeria de deixar a boca aberta tamanho cuidado no design e na interação do usuário.

E o mais animal de todos, um vídeo em 360˚

Se abrir vários desses sites ao mesmo tempo deixou seu computador meio capenga, relaxe que não é (só) sua maquina que esta desatualizada. O PaperVision ainda utiliza muita “magica” para fazer o que faz, o que o deixa meio lento, meio pesado. Recentemente a Adobe incorporou no Flash funções internas para renderização de objetos 3D e isso vem melhorando a performance do PaperVision e de outros engines como Away3D e Sandy 3D.

Gostou da idéia e quer saber como começar a desenvolver seu próprio ambiente 3D? Papervision 3D - A ferramenta Flash do momento é um passo a passo que vai da instalação à criação.

Desenvolvendo a cultura de uma cidade

Não temos tempo a perder...Mudar o jeito de pensar de uma pessoa é algo quase que impossível, relacionamentos[bb] são a prova disso. Raramente as mudanças que provocamos são intencionais, e é ainda mais raro quando temos o resultado que esperamos :)

Buscar o aprimoramento pessoal e o do nosso meio é algo tão instintivo quanto racional. A evolução[bb] prova o quão somos capazes de nos adaptarmos a novas realidades impostas e que o incrível, só permanece incrível até que alguém o faça, tornando-o o próximo estágio na escala evolutiva. Não, não estou falando de x-man[bb].

Estou falando da minha cidade. Londrina, situada ao norte do estado do Paraná. Uma cidade muito bonita, cerveja barata e público universitário (60 mil universitários em uma cidade de 650 mil pessoas). Grandes investimentos visando torna-la um pólo tecnológico vem sido feitos, o que é ótimo para a cidade servir de referência nacional e desenvolver a economia local. Mas este desenvolvimento “do século vinte-e-um” está restrito aos presidentes de conselhos municipais, presidentes das academias com interesse em se instalar aqui e etc. Mas não é culpa deles, eles realmente não estão e não deveriam se interessar em ter uma população que veja as novas mídias como algo a ser levado em consideração como outra qualquer.

O que é necessário para desenvolver uma cidade? Um país? O mundo ? Leia mais »