Arquivos de Novembro, 2007

O mundo já está dentro do bolso (dos bolsos)

A imagem cômica de alguem abrindo um pequeno aparelho até ele ficar do tamanho de um orelhão já se tornou realidade a muito tempo, porém o sentido da palavra abrir é o que faz toda diferença. Em vez de imaginar o desdobramento físico do equipamento, entenda que essa abertura se dá pelas suas possibilidades de uso.

Para exemplificar e começar tornar tudo mais divertido, pense em um celular: em um certo ponto a produção de aparelhos celulares com capacidade de processamento relativamente boa passou a ser tão barata que não justificaria mais cobrar por algo tão simples. Gadget do capitão Jack Nesse ponto os fabricantes do bixinhos começaram incorporar funções de hardware nos celulares justificando assim os 50 dólares que eles cobram. Essas funções vão desde Bluetooth, MP3, câmeras até a evolução natural das tecnologias utilizadas para telefonia ou comunicação por dados.

O amontoado de capacidades diferentes dentro de um único aparelho significou um grande aumento nas possibilidades de uso, e a melhora na capacidade de processamento fez com que a limitação dos celulares hoje passasse a ser o tamanho da tela e não mais o tamanho da memória.

Tanto é verdade que analisando superficialmente o iPhone vê-se que o seu único diferencial mesmo é a telona. O que ele faz que um V3zão não faz? Wi-fi… Mas não é difícil para chinês nenhum colocar Wi-fi dentro do mesmo corpo do V3! Software… não acho que seja impossível rodar aquele MacOSX dentro de um V3! Vocês verão, um dia até uma pilha vai conseguir rodar um MacOSX hackeado…

A função celular mesmo é a menos importante e vai se tornar menos e menos a cada dia, com a ampliação da cobertura de Wi-fi pelas cidades (ou WiMax para áreas mais afastadas) e a possibilidade de uso de softwares de VoIP ou IMs.

Onde quero chegar: O mundo já está nas nossas mãos, não precisamos de tantos aparelhos de foco especifico!

Na verdade aparelhos com foco especifico tendem a morrer. Eu já não gosto do meu celular (pois tem poucas funções), não gosto do iPod (porque ele é só um iPod) e nem brinco tanto como poderia com meu Video-Game porque não tem nenhuma rede Wi-fi por perto com a qual ele poderia se conectar. Muitos equipamentos de foco especifico você também já deve morrer de raiva, não? Se nem eu nem você gostamos de tantos Junkie-Techs, eles irão acabar!

Kindle E-book[bb]
créditos pela foto

O que me motiva escrever sobre isso são as diversas opiniões sobre o Kindle - leitor de livros eletrônico - que estão sendo publicadas de montes na Web. Como disse Jeff Bezos no blog 37Signals [Kindle ignites the flames]: “Todos estão falando de como o Kindle é péssimo, mas poucos realmente colocaram suas mãos em um”.

Minha opinião não é especifica sobre o Kindle (mas inclui ele): aparelhos portáteis de foco especifico vão morrer e os que nasceram hoje já nasceram mortos.

Além do já articulado acima (sobre os celulares e a dobradinha iPhone/iTouch) reforço essa opinião apelando duplamente para o bolso do leitor: Você prefere comprar/carregar 5 aparelhos (MP3, Celular, Câmera Digital, E-book, Palm) ou somente um que agrega bem todas todas as funções?

Será que pedir para comentar é carência de blogueiro excessiva?

Comente esse artigo. Me diga se você prefere mesmo somente 1 aparelho “faz-tudo” ou curte carregar Mp3/Celular/Câmera/VG Portátil/Palm nos 10 bolsos de sua jaqueta High-Tech…

Do what the fuck you want!

Substituta para a Creative Commons, a “do what the fuck you want” se encaixa melhor neste blog pelas razões de que os idealizadores, criadores e postadores (existe essa palavra?) deste site que vos escreve acreditam na total liberdade para fazer o que acreditam ser certo. Jóia

Não estamos aqui para monetizar.

Muitíssimo menos para sermos os supostos líderes da blogosfera.

Somos pequenos? Sim, mas acima da média brasileira.

Postamos ocasionalmente e fugindo da filosofia do bom blogueiro? (eu sim, me desculpem)

Não digo que sou contra aqueles que os fazem o que vos lhes digo, mas simplesmente não somos “nozes”.

Meu Lado pseudo-filosófico

O que te motiva a trabalhar?

Ou a viver e acordar todos os dias para largar seu travesseiro e encarar o mundo?

Vamos lá, levante-se e encare o espelho!

Você blogueiro, geek, homo sapiens e amante da vida, não sou um hippie nem maconheiro. Abandone teus preconceitos de berrar que a vida é maravilhosa! O @dirs (maldito vício twitteriano xD) mesmo que era o maior PC-maniac que eu conhecia me disse esses dias que eu deveria viver mais a vida.

Concordo. Você pode terminar este post e não chegar a conclusão alguma, ou fazer como no vídeo do filtro solar (abaixo) e ficarem tocados por 10 minutos.

Não é meu objetivo mudar drasticamente a sua vida. Direi algo que disse aos meus alunos da 8ª série… Tenha consciência de tudo aquilo que fizeres, do momento em que acordas até dormir. Imaginem o que é um aluno de 14 anos, quando lhes pergunto “por que vieram à aula hoje”?

Eu não seria capaz de responder com a mesma idade, entretanto, os que responderam me disseram o seguinte:

Porque minha mãe me obrigou…

Os culpo? Nunca, responderia no máximo o mesmo… Agora, adultos que me lêem… Por que levantam todos os dias para trabalhar em frente à um computador… Aguentar um professor que foi testemunha do último testamento e foi no velório do mar morto lhes dizer como agir frente à um mercado que deixou de existir antes de tu nascer? É…agora me digam uma razão verdadeira.

Não pretendo liderar uma revolta contra a sociedade, mas contra si mesmos.

Sou contra hábitos, rotinas, políticas e tudo aquilo que te faça agir por mero reflexo.

Missa? Vou sim, mas não todo domingo.

Salçinhas crentes me apredejarão mas lá vai…

Jesus foi uma pessoa excelente, mas ele veio por sua palavra! Larguem a imagem e apliquem o que ele desejou! Como Gandhi disse, se os católicos aplicassem o que pregam, me converteria no mesmo dia.

Escola? Vou porque quero. Nunca colei e reprovo muito, mas com a consciência de saber que faço porque quero aprender.

Trabalho? Precisamos de dinheiro para viver, mas não tenham medo de escolher aquilo que lhes deixa feliz. Uma vida sem arrependimentos não tem preço.

O que quero dizer com tudo isso?

Profissionais de T.I. podem não achar implicação prática para tudo isso, nem tampouco empresários juniores ou quem quer que venha a ler… mas como disse, tenham consciência do que fazem. A base para uma sociedade perfeita, para a paz e uma vida que você possa dizer que foi simplesmente boa depende unicamente do bom-senso. Não da lei, nem do governo ou de nossos pais. De nós mesmos.

Tercerizamos as decisões mais fundamentais de nossas vidas à nossos amigos, à sociedade e à cultura.

Libertem-se de si mesmos.

Do What The Fuck You Want!

Abraços e desculpem por algo tão filosófico.

Se salve!

O título não tem nada ‘a-ver’, assim como o post não terá!

Essa é só uma explicação (da minha parte, não dá do Stéfano) do porque parece que EU não dou a mínima para você leitor ;D

(Não! Esse não é um blog de adolescente, um diário virtual e nem um blog pessoal. Ele é indeterminado, sem assunto fixo e divertido. Não! Ele não é viado.)

Você viu que esse blog é uma verdadeira ‘metarmofose ambulante’:

Um dia eu tento salvar o mundo achando que o atendimento em restaurantes vai mudar algo nesse sentido e na outra semana a colaboração em massa (wikinomics) é o futuro do planeta;
Cedo você entra aqui e estava tudo preto e branco, de noite o layout ficou colorido;
Assim, derrepende eu escrevo sobre alguns eventos de tecnologia e vou neles, mas não escrevo uma linha sobre como eles foram;
Uma semana meu assunto é o business da web 2.0 (que eu defini como Web Arte, a Web da criação), na outra a discórdia rola em cima da Unopar;
Em um post que você lê tem dezenas de imagens e links, no outro (igual este) só existe sequer um link mas nenhuma figura;
Eu surto e faço uma palestra na UEL apresentando um trabalho acadêmico e faço um post disso aqui, mas no outro dia eu não durmo e vou fundo no assunto “frameworks de desenvolvimento web em Ruby - não Rails”…

Na última semana quem entrou no blog (não pelo RSS) pode até ter estranhado. A tela ficava escura e saltava um vídeo na cara do usuário. Desrespeito total! Ou não!

(O vídeo era uma campanha da WWF Brasil - uma tentativa de salvar o mundo - que achei divertida (humor negro) e com muito significado. Você pode ver como meu blog ficava com ela clicando nessa frase grandona)

Toda essa bagunça além de ser explicada por diversos livros que tratam de jovens ou que ensinam você a criar seu filho pós-adolescente (existe isso?), também pode ser explicada por mim mesmo, o pós-adolescente ;D

Eu (e se você reparar eu falei a palavra EU muitas vezes nesse post) não ligo muito se o motivo de poucas mentes se interessarem pela minha escrita for a falta de foco nelas.
Eu nunca falei que iria escrever somente sobre um assunto, até porque não me interesso somente em um. Ainda assim, os vários assuntos que posso escrever nunca são os mesmo (mesmo podendo ser parecidos), tanto que a página “Nozes (Quem somos)” muda semanalmente - seguindo a mudança de meus interesses.

Por isso, não deixe de ler o blog por conta de um assunto que você não embala. Não só o nosso, alias Não deixe de ler o mundo por conta de um assunto que você não gosta.

Semana que vem não duvide se eu vier falando que a linguagem Perl pode salvar o mundo. Provavelmente vou brincar com ela em alguma companhia de telefones celulares por ai.

Na outra não estranhe se eu for conhecer alguma comunidade pseudo-hippie londrinense e vim aqui e dar um último post “Virei hippie, quem quiser pega meu Wii, celular, computador e desodorantes”

Se salve, abra o Wikipédia e pesquise algo que você nunca imaginou. Ligue a TV em algum canal que você nunca viu. Abra o Jornal em um caderno diferente.

Use o poder de todas as mídias (e principalmente as novas) para expandir o poder da sua cabeça. Vai logo! Sai do meu blog!

Voltando ao ritmo

Na sessão da tarde não parecia tão fake =/[bb]Bom, fazem quase meses que não posto aqui. Peço desculpas a todos meus leitores, não só por minha ausência mas por deixar o @dirs (vício) se especializar em coisas geeks e transformar o PomoTi em uma extensão do twitter. :)

O Paraná Júnior acabou semana passada e o que eu aprendi com esse evento, nem 10 anos na universidade ensinariam… isso me fez rever alguns conceitos. Mas deixarei considerações sobre isto, detalhes do evento, tal como a participação do Gilberto Jr. e do Wagner Martins (faltou pouco pra realizar o 1º BlogCamp Londrina) para um post dedicado especialmente para ele.

Já tenho preparados os temas dos próximos posts, que continuaram a tratar do modo de vida sob influência da cultura 2.0, dicas pessoais, etc. Previsão é de montar todos para esta semana ( quando se têm uma idéia na cabeça o melhor é fazer. Óbvio não? É, as vezes não.)

Até amanhã.

Framework leve acelera mais rápido!

Só pra avisar: papo geek. Se você não tem vocação pra bixo programador ou Capitão de Projeto, recomendo outras leituras. Mas se você curte, então coloque a porra da bandoleira no notebook, porra!

É indiscutível o ganho de produtividade trazido por frameworks no desenvolvimento de qualquer aplicação, seja desktop ou web. Muito do sucesso no uso de algumas linguagens para aplicações de grande porte na verdade vem dos frameworks disponíveis. É assim com Java, com VB/C# (.NET), com Python (Django) e principalmente com Ruby (Ruby On Rails).

Muitas pessoas na verdade não tem conhecimento que o mais importante no Ruby on Rails não é toda sua estrutura de métodos e facilidades para fazer uma simples aplicação CRUD de forma organizada. O mais importante do Rails na verdade é a linguagem em que ele se baseia.

O que torna Rails atraente é a elegância do Ruby, sua sintaxe intuitiva, métodos com nomes “humanos” e a facilidade de manipular coleções de objetos.

Porém como Ruby on Rails na verdade é a porta de entrada de muita gente para o mundo Ruby, a farandula de programadores acaba só tendo olhos para ele, o framework Rails. O pessoal acaba querendo usar a mesma porcaria de martelo pra pregos diferentes. O Akita fala bastante disso, do povo que acha que pode usar Java pra fazer café e desentupir a pia…

Pra você entender melhor o que quero dizer, vou transformar frameworks em carros, ok?

Vamos pensar que nosso querido Ruby on Rails é uma F350. Você viu a foto, ela é luxuosa e bonita. Provavelmente consegue carregar muitos objetos em suas devidas classes, ou seja, tudo bem organizado. Legal, mas reparem na foto: ela é gigante e parece muito pesada!

Você sabe o que acontece com coisas pesadas! Elas demoram a acelerar.

Se você quer apenas dar uma volta na cidade não é a melhor coisa tirar a F350 da garagem. Imagine, todos aqueles sinais e você precisando fazer um monte de barulho pra poder sair junto com um simples Palio 1.8!

Para uma simples voltinha na cidade ou até mesmo uma viagem sem muita carga, existem excelentes outros carros. Não tente fazer igual eu já fiz: usar Rails pra um ou dois controllers igual nessa lista de tuitadas do Intercon.

Use tipo uma BMW (Merb, MVC-ActiveRecord igual o Rails mas BEM mais leve) ou talvez um chevetinho com motor de BMW (Sinatra, NÂO MVC então útil quando não precisar de base de dados).

Ainda tem os Audis da vida por ai (Camping), mas o importante não é simplesmente pegar um desses e sair usando eles pra tudo. O importante é conhecer varias soluções para saber ao certo qual encaixa melhor no problema!

É essa a moral da história, do post ou da vida: não se apegue em uma só solução!

Não custa repetir: veja o Merb, veja o Sinatra! É legal pra caçalho!


Aproveitando o mesmo post (assim não encho muito seu RSS Reader), gostaria de agradecer o Newton Calegari pela indicação no Meme que não entendi o propósito, mas mesmo assim eu passo a bola e indico o Thiago - Pe Vermelho. É isso!