Arquivos de Outubro, 2007

Lista Intercon

[update 01/10 - 6:35] Duh! Foi o que falei quando vi esse link. Uma lista com realmente todas postagens do Intercon no Twitter. Também né fí, Google! Ai ganha em quantidade, mas a minha lista continuar sendo listada pela ordem cronológica das postagens.[/update]

Se você só quer ver a lista, não perca tempo:
Lista de tuitadas do Intercon 2007

(para evitar broncas, não adicionei ninguém. se você quiser ver seus updates, deixa lá seu nick)

Se você quiser saber um pouco mais sobre a breve história dela, enjoy!

Ontem cedo eu soltei uma lista de “tuitadas” que gerei com um web scraper. Mas de automática aquela lista só tinha a parte de entrar em profiles pré-determinados e procurar postagens com #intercon. Assim eu teria que ficar adicionando a galera que pedisse, gerar uma lista local e subir por FTP, como disseram: W3T demais!

Já que eu odeio ir pra faculdade adoro estudar por contra própria, decidi brincar e fazer algo mais decente.

Essa nova lista permite que você envie seu twitter-name (com ou sem @) e então a aplicação vai atrás de scrapear, jogar em um mysql (updates e nick), limpar cache e exibir listagem atualizada.

Terreno ruim pra quem não estava muito familiarizado com debugar Rails. Quase tudo na aplicação dava erro e por isso ficou difícil acha-los. Talvez seja útil falar os problemas que tive: Instalar gems na DreamHost, Timeout do FastCGI e Impossibilidade de definir Timeout no Scrubyt.

A questão dos gems foi a que tomou mais tempo, não por ser complicada mas pela minha inexperiência em entender de onde surgia os erros. Fica uma dica: Se você criou a aplicação na DreamHost (rails app) e só depois instalou seus próprios ruby, rails e gems, delete e re-crie a estrutura de pastas do Rails (rails app). Isso porque alguns arquivos (dispatch.fcgi, …) vão com o local que o Ruby está quando você os cria (aquela primeira linha #!/usr/bin/ruby1.8)

Com a questão do Timeout eu já estava mais esperto, com um SSH aberto só pra ficar no tail do log (muitos termos geeks ehehe), a solução foi até mais complicada mas o processo de localizar mais rápido.

O Timeout do FastCGI que era provocado justamente pela falta de Timeout no Scrubyt quebrava a aplicação. O Scrubyt utiliza o Mechanize para ler as paginas da web, que possui Timeout implementado. Então fiz algumas alterações no código do Scrubyt e ele passou aceitar passagem de parâmetro para Timeout. A próxima versão já deve vim com essa minha contribuição.

Enfim, matei aula da faculdade e tive muitas horas de diversão e aprendizado com Ruby/SHH/Rails/Apache/FastCGI e XPath/DOM também, porque não? ;D

Legal!? Então comente ;D
Ruim? Então faça uma sugestão :)

Uso de Wiki no Ensino de Matemática

O arquivo da apresentação que preparei para minha palestra na Semana da Matemática 2007 na UEL está logo ali em baixo.

O foco é mostrar como o ambiente wiki pode facilitar a troca de informações e conteúdo no nicho acadêmico. Com destaque para o exemplo de uso da linguagem científica LaTeX em cima da plataforma MediaWiki.

Arquivos:
Apresentação em PDF
Apresentação em PPT (Office 97-2003)
Apresentação em PPTX (Office 2007)

Lembrando que todo conteúdo desse blog, inclusive essas apresentações estão sob licença Creative Commons 2.5 BR. Ou seja, você pode fazer tudo com esse conteúdo desde que dê os créditos originais do autor.

Modelos de Negócios Criativos na Internet

Em vez de enumerar uma dezena de serviços inovadores em sua arte de fazer negócios de e ir falando que todos irão fechar, que a bolha 2.0 vai explodir e a Google vai fechar, vamos explorar porque o termo Modelo de Negócio é tão usado ao falarmos de internet.

Quando falamos de empresas que não trabalham na web, não é comum atentarmos para o seu modelo de negócio, simplesmente porque ele está implícito em sua atividade. A Coka faz dinheiro com vinagre refrigerante, a Sony com eletrônicos, a TAM vende passagens e a Airbus aviões.

Mas o YouTube não vende vídeos, o MySpace não vende informações preciosas para seqüestradores e a maioria dos MMORPGs não vende o jogo ou o direito de jogar.

Apesar de existirem sites ou softwares que geram renda com a própria prestação do serviço, a maioria dos serviços na web não ganham dinheiro diretamente com seu ramo de atuação. Eles se utilizam de sua plataforma de software para explorarem maneiras diferentes de obter lucro.

A mais usada e que foi herdada do estouro do chiclete 1.0 é a exploração de publicidade e comercialização de produtos e serviços de terceiros.

Boa parte das inovações em termos de plataforma que vemos hoje busca somente aperfeiçoar o esquema de publicidade da web véia ou do mundão véio. É o que acontece quando uma empresa compra um lugar no Second Life e fixa uma pseudo-loja no ambiente. Lógico que se o objetivo é vender o seu produto dentro do ambiente (loja), está usando um novo modelo, mas usar a loja como ‘outdoor’ (pseudo-loja) para vender lá fora, está apenas usando o velho modelo na nova plataforma.

Em questão de explorar de verdade a plataforma com um modelo lucrativo novo, o Second Life é um ótimo exemplo. A Linden – empresa que desenvolveu e explora o universo virtual – utiliza o esquema de venda de espaço em sua grande matriz de pixels para ganhar dinheiro. E mais! Como forma de retribuir e estimular os usuários a criarem, todo usuário pode produzir itens ou scripts e vender para outros personagens gerando renda para si, em dólares!

Várias empresas também aproveitam a plataforma da Linden para desenhar, criar e programar objetos que serão vendidos para os usuários do capitalismo paralelo pelo capitalismo real (dólares).

Outro modelo de utilização da plataforma web para gerar moeda$ verdes$ é a exploração das chamadas Ágoras Modernas (Wikinomics).

Por ser um modelo quase que exclusivamente B2B ele não é muito conhecido, mas para uma simples explicação vamos comparar as novas Ágoras com o ebay. Venda de produto consumidor-consumidor pela web. Mas no ambiente de uma Ágora Moderna não é vendido o produto em si, e sim idéias, patentes e projetos de engenharia para empresas interessadas ou que tenham necessidade em adquirir para concluir um produto.


Pode-se perceber pelos dois exemplos que usei, que a filosofia por traz desses novos modelos é de colaboração e abertura. Outras plataformas da nova economia também seguem os mesmo princípios. Os mesmo princípios de um espaço wiki. Já recomendei e repito: Wikinomics, um livro muito bom que trata sobre ‘toda essa coisa’ de economia e web.

Eu inclusive dei uma copiadona de alguns trechos em artigos antigos. Aproveite e fique com vontade de comprar o livro Wikinomics[bb] após ler um pouquinho em meu outro artigo sobre.

Ah! E compareça no lounge do iMasters InterCon 2007 - no dia 27 - e bata um papo com Gilberto Jr sobre o tema em uma desconferência (Novos Modelos de Negócios na Internet) que vai rolar lá!

Se der tudo certo e eu tiver por lá, e você quiser falar comigo, é só olhar o cara com mais cara de criança que tiver lá que sou eu. (y)

De volta aos trilhos

Nos últimos tempos escrevi muito sobre a economia Wiki (Wikinomics), dei uma copiada de trechos do livro “Wikinomics” aqui (até de mais) e falei mau de certas empresas/pessoas/pensamentos (até de mais).

Ou seja: esqueci que passei no vestibular de Ciência da Computação.

Não que por estar cursando um curso meio “técnico” eu não possa falar sobre economia, culinária ou eventos. Mas chegou a hora de focar mais em uma área.

Há algum tempo venho estudando Ruby. Alias, já passei da fase de só estudar e já estou desenvolvendo Ruby. “algum tempo” quer dizer cerca de 1 ano e meio e eu provavelmente nunca postei nada sobre isso.

Mas agora, diante do “levante” do Fabio Akita para finalmente realizar um evento Rails no Brasil me animei no assunto. Gostaria de chamar todos que tenham interesse pela linguagem Ruby e pelo framework Rails a entrarem no blog do Akita e manifestar interesse na realização do “‘RejectConf’ Sampa”. Também deixo aberto aqui o interesse de realizar um evento do tipo (desconferencia) aqui em Londrina. Qualquer um que tiver interesse por favor envie um comentário.

É isso. Até!

TIRA ESSE CURSO DO CURRÍCULO QUE VOCÊ É MULEQUE

Eu já contei que sou um gênio??

Currículo (y)

Aconteceu alguma vez de você passar por um cartaz todos os dias e nunca reparar o que está escrito até que você esteja esperando dar o horário da prova, ou o dono do baralho conseguir enrolar o professor? Então, vocês têm sorte…

Hoje fiquei sabendo que sou um gênio. Sim, uma mente brilhante. Não é falta de modéstia não, sou um bem-dotado intelectual . Descobri que aprendi por métodos auto-didata por exemplo, a interagir com interfaces do MSN, Google, Nero, RAR, Skype, Power Point …. SEM NENHUM CURSO !!! No máximo, um tutorial para configurar os drivers. E só!

Vejam só, um gênio!

Nunca passou por minha cabeça a existência de tais cursos, exceto pelo do MSN, mas vejo que para algumas pessoas pode ser necessário para evitar algumas Web-Gafes 2.0 (primeiro a usar este termo, o;). Com certeza devem existir mais cursos que eu não necessitarei e irão existir muito mais. Mas me pergunto a aplicação prática de um certificado de MSN…

Eu sou qualificado para conversar em um IM específico e terei um professor e um computador para aprender isso? Ou atesto ser oficialmente uma salsinha?

Honestamente se eu trabalhasse na Google, e soubesse que existem cursos para aprender a mexer na minha interface, ficaria profundamente magoado, triste e querendo minha mãe.

Não posso falar muito, pois meu professor de Metodologia e Pesquisa Aplicada à Administração teve a capacidade de levar a turma inteira para o laboratório de informática do campus (que roda a pior versão do linux já criada.. que que custa insatalar o ubuntu?) para “ensinar” a fazer pesquisar na Internéti…

Enfim..

Voltando à realidade humilde

Talvez realmente seja um gênio, talvez não. Talvez todos nós sejamos gênios (especialmente se você estiver lendo este blog ;), mas eu tenho uma facilidade incrível de lidar com uma interface desconhecida. Aliada à uma curiosidade fenomenal de entender como funciona, fico com raiva se não consigo mexer em um gadget . Fico de cara com pessoas como meu padrasto que me pedem para ensinar a tirar o som do celular (demorei 20 segundos) ou descobrir porque a página não está entrando (13 segundos) e porque o Windows travou (0.03 segundos)… Convenhamos que tenho motivos para me achar um gênio às vezes…

Aplicando o que percebi na prática

Eu não vou querer contratar qualquer criatura que necessitou de um curso pago, horas dentro de um ônibus para ir até lá, perdeu mais que 15 minutos da sua vida para aprender a mexer em uma interface desconhecida. Não digo domina-la, mas faze-la funcionar.

Se me aparece um candidato com um “Certificado de Msn/Skype” no currículo, não sei se rio ou choro honestamente… prefiro um candidato que saiba aprender sozinho, que tenha a iniciativa de procurar um tutorial no google (se já souber usa-lo) e se virar! Não quero gastar com treinamentos de gravar um backup dos arquivos no Nero. Quero alguém que saiba pescar, não pagar seus peixes e o 13º sobre o valor do peixe!

Minha prova será fazer rodar o MSN Live no KDE 4…

em 30 minutos!

Pouco me interessa como o faça, contanto que o faça.

Caso percebam que seja realmente necessário, deixem um comentário pedindo contato que irei ministrar aulas de Google/Skype/MSN/Nero/Firefox/Ares/2Moons/Mp3 Player/Paint (viram só que censurada discreta no cartaz) por um precinho camarada.

=)

Menos criticas

Qual o objetivo quando fazemos uma critica? Machucar profundamente o coração alheio? Normalmente quem sofre uma critica acha que é isso. Eu admito que fico irritado quando recebo uma critica também. Mas é questão de tempo para eu entender e até concordar com a critica, talvez até mudar (mudanças são difíceis em qualquer caso, mesmo eu sendo mente aberta… ou não).

Há algum tempo já estou me questionando qual a importância de criticas abertas. Exatamente desde quando o Rafael Lima fez um artigo continuando uma discussão. Primeiro levei como critica e. Depois vi que em partes ele estava certo, e mas adiante percebi que foi justamente a minha critica que gerou uma discussão e que nós levou a algumas conclusões. Ou seja, ela foi produtiva.

Tirei uma conclusão.

Eu não estou totalmente certo em ficar fazendo criticas vazias ao trabalho dos outros só por que eu sei o que é mais certo (não absolutamente certo, sim relativamente).

Isso pela frase: “O problema é quando a empresa está querendo que seu site seja indexada, e o contratado faz um site em flash” que respondo por aqui: “Quando a empresa não sabe o que é [’ser indexada’, ‘acessibilidade’, ‘SEO’], o certo é deixar isso claro para ela, prestar uma consultoria. Qual será a porcentagem de agências ou produtores web que fazem isso? 3%? 5%?”.

E não estou totalmente errado.

Talvez quando dizem que criticas são importantes, estão falando só pra gente refletir, criticar e xingar mentalmente. Pode até ser por isso que quando uma empresa escreve: “dúvidas, elogios, criticas e sugestões: Clique Aqui” e escrevemos aquele e-mail imenso, não recebemos nenhuma resposta. Eles não querem saber das criticas. Acabam não ganhando sugestões e elogios. Provavelmente entendem todas sugestões como criticas. Ou todas criticas como não sugestões. E não respondem.

Mas tudo isso me fez pensar que realmente não irei a lugar algum “se ficar apontando os erros dos outros”, mas eles irão. Eles terão a chance de refletir, igual eu tive com a critica (no bom sentido) do Rafael.

Mas fazendo uma média entre custo x beneficio eu só saio perdendo. Justamente por isso, a partir de hoje, menos criticas abertas de minha parte. Mas não vou deixar de ir lá no Kero Ke Ry avaliar formalmente o sistema deles e jogar os pontos negativos aqui. Não vou deixar de ‘tentar’ ajudar. Só vou diminuir a dose. Ok!?

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